terça-feira, 4 de abril de 2017
Corregedoria da Justiça discute proposta de trabalho e formação para ressocialização de apenados
O juiz auxiliar da Corregedoria Geral da
Justiça do Maranhão (CGJ-MA), Gladiston Cutrim, e o juiz Fernando
Mendonça (2ª Vara de Execuções Penais) se reuniram com gestores da
Cooperativa de Trabalho e Serviços do Maranhão (COOTRASEMA), para
apresentação do trabalho da entidade, que se propõe a proporcionar aos
encarcerados e egressos do sistema prisional e aos seus familiares,
trabalho e formação geral, como meio de reinserção profissional e
social, por meio do cooperativismo.
Durante a reunião, os gestores da
cooperativa fizeram uma apresentação do plano de negócios da entidade,
que tem como meta “estabelecer negócios cooperativados, estruturados,
participativos e sustentáveis, adaptados ao perfil do usuário”. E do seu
projeto pedagógico, baseado na metodologia do educador Paulo Freire, na
valorização da religiosidade, com apoio de consultores, visando à
“reeducação e o protagonismo dos cooperativados”.
O juiz auxiliar da Corregedoria Geral da
Justiça do Maranhão (CGJ-MA), Gladiston Cutrim, e o juiz Fernando
Mendonça (2ª Vara de Execuções Penais) se reuniram com gestores da
Cooperativa de Trabalho e Serviços do Maranhão (COOTRASEMA), para
apresentação do trabalho da entidade, que se propõe a proporcionar aos
encarcerados e egressos do sistema prisional e aos seus familiares,
trabalho e formação geral, como meio de reinserção profissional e
social, por meio do cooperativismo.
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Em troca da participação efetiva do
egresso nas atividades, a entidade se propõe a oferecer geração de renda
com o fomento de diversos negócios na área de serviços e produtos,
atividades de promoção do desenvolvimento pessoal, educativo, cultural,
atendimento psicológico e cursos de formação profissional do
beneficiário.
PARCERIA - O gestor André Barreto propôs
parceria institucional com o Poder Judiciário, por meio da Corregedoria
Geral da Justiça e da UMF - Unidade de Monitoramento, Acompanhamento e
Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça do Estado. E
discutiu com os magistrados alternativas para levar a proposta da
COOTRASEMA à discussão com os demais operadores do sistema de Justiça.
“Somos uma empresa, com uma proposta nova,
não assistencialista, com o objetivo de desenvolvimento de atividades
de geração de renda para os egressos do sistema prisional, por meio do
sistema de cooperativa, e buscamos parcerias institucionais para
implementação desse projeto”, ressaltou o gestor.
Para o juiz Gladiston Cutrim, a proposta
da Cootrasema é interessante, por reunir todas as condições almejadas
pela Justiça Criminal no apoio à ressocialização dos apenados do sistema
carcerário. O juiz Fernando Mendonça, da 2ª VEP, acredita que, se bem
desenvolvidas, as atividades propostas pela cooperativa vão auxiliar o
trabalho de ressocialização já realizado pelo Judiciário e contribuir
para evitar a reincidência do egresso no crime e para reduzir a
criminalidade na sociedade.
O trabalho da entidade conta com o apoio
de um Grupo Focal, formado por cerca de 30 egressos do sistema
penitenciário, que definem, com os consultores da cooperativa, as
melhores opções de negócios e estratégias comerciais para propiciar
trabalho e geração de renda para os cooperativados.
Segundo o egresso Francisco de Assis
Ribeiro, que participou da reunião, “a reinserção social, por meio da
valorização do trabalho, como o da cooperativa, oferece ao egresso
condições dignas para dar prosseguimento a uma vida honrosa, com
extensão à sua família, amigos e à sociedade”.
Também participaram da reunião Ariston
Apoliano, coordenador da UMF/TJ; Fabrício Cotrim, coordenador de Medidas
Cautelares e Execução Criminal da CGJ-MA; Marlon Aguiar, diretor
executivo da OCB/MA (Organização das Cooperativas Brasileiras); José
Amaro Nogueira (Casa de Francisco de Assis); Ana Lúcia Araújo (Programa
Começar de Novo); Gilberto Leda Carvalho (Serviço Nacional de
Aprendizagem do Cooperativismo); Cleiginaldo Barros e Ilene Rubim
(Assembleia de Deus Missão).
MATÉRIA ENVIADA PELA CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO MARANHÃO
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