terça-feira, 28 de julho de 2026

Penalva (MA) – O caminho até o Galpão da Nice passa por lagos que em maio ainda guardavam a cheia da estação chuvosa, entre palmeiras de babaçu que se erguem soltas na paisagem como se tivessem nascido ali por conta própria, o que, em boa parte, é verdade. Para chegar ao município de Penalva, o maior produtor de babaçu do Maranhão, a reportagem viajou de avião até São Luís, partindo de Imperatriz, e depois mais cinco horas de estrada até a Baixada Maranhense. A região, que compreende 21 municípios, é uma zona de transição que liga a Amazônia, o Cerrado e a Mata dos Cocais. 

No Galpão, sede da Associação de Moradores da comunidade quilombola Bairro Novo, quem recebe a equipe é Maria Nice Costa Machado, 72 anos, com um abraço largo e um sorriso de quem já contou essa história muitas vezes, mas parece não se importar de narrar de novo. Dona Nice, como é conhecida, é uma das fundadoras do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), integra a coordenação do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) como Secretária Nacional da Mulher Extrativista, e representa 180 comunidades quilombolas que lutam, há 26 anos, para que o governo federal transforme em Reserva Extrativista (Resex) uma extensão de terra que elas já chamavam de Enseada da Mata muito antes de qualquer decreto. Leia reportagem completa no link abaixo:

https://amazoniareal.com.br/especiais/guardias-do-babacu-lutam-pelo-territorio/

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