Presidente disse que não tem ''ânimo de revanche'', mas anunciou que haverá punição para quem tentou ''subjugar a nação a seus desígnios pessoais e ideológicos''
Em seu primeiro discurso depois de empossado para seu
terceiro mandato presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou
a política de desmatamento zero, investimentos para retomar políticas públicas,
entre elas na indústria, e o fim do teto de gastos do setor público.
Ele também fez críticas ao governo Bolsonaro e defendeu punição aos responsáveis pelas mortes decorrentes da pandemia e para quem ameaçou a democracia no País.
Crescimento econômico
Lula disse que já ficou provado que um representante da classe trabalhadora
pode promover o crescimento econômico de forma sustentável, com participação
popular. Ao mencionar o que chamou de desmonte das políticas públicas promovida
pelo governo anterior, anunciou a recomposição do orçamento e dos investimentos
públicos. E disse que vai acabar com o teto de gastos. “O SUS é provavelmente a
mais democrática das instituições criadas pela Constituição de 1988. Certamente
por isso foi a mais perseguida desde então, e foi, também, a mais prejudicada
por uma estupidez chamada teto de gastos, que haveremos de revogar”, disse.
O presidente afirmou que ganhou a eleição enfrentando ''adversários inspirados no fascismo” e que para isso formou uma frente ampla de
apoios para impedir o retorno do autoritarismo. Disse que não tem “ânimo de
revanche”, mas anunciou que haverá punição para quem tentou “subjugar a nação a
seus desígnios pessoais e ideológicos”. “Quem errou responderá por seus erros,
com direito amplo de defesa, dentro do devido processo legal”, disse.
Lula disse que a democracia foi a vitoriosa na eleição e
criticou o uso de recursos e da máquina pública nas eleições, marcada pela ''mais abjeta campanha de mentiras e de ódio tramada para manipular e
constranger o eleitorado”. O presidente defendeu as urnas eletrônicas e elogiou
a postura do Judiciário. “Foi fundamental a atitude corajosa do Poder
Judiciário, especialmente do Tribunal Superior Eleitoral, para fazer prevalecer
a verdade das urnas sobre a violência de seus detratores”
Herança
Lula criticou a administração anterior e apontou que o diagnóstico do Gabinete
da Transição mostra um desmonte de políticas públicas em diversas áreas.
“Desmontaram a Educação, a Cultura, Ciência e Tecnologia. Destruíram a proteção
ao Meio Ambiente. Não deixaram recursos para a merenda escolar, a vacinação, a
segurança pública, a proteção às florestas, a assistência social”, disse. Ele
anunciou que tornaria públicos os resultados do diagnóstico.
Desmatamento
Lula prometeu adotar uma política de desmatamento zero da Amazônia e de emissão
zero de gases responsáveis pelo aquecimento global. Disse que é possível
desenvolver o potencial agrícola do país sem desmatar qualquer área nova, mas
apenas aproveitando áreas de pastagem, já desmatadas ou degradadas. ''O Brasil
não precisa desmatar para manter e ampliar sua estratégica fronteira agrícola”,
disse. Ele também defendeu as demarcações de terras indígenas como maneira de
combater o desmatamento.
Armas
O discurso de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi marcado por
críticas ao governo Jair Bolsonaro. Ele anunciou a revogação imediata de
medidas adotadas pela administração anterior, como os decretos que ampliaram o
porte de armas. Lula classificou os decretos de “criminosos”. “O Brasil não
quer mais armas; quer paz e segurança para seu povo”, disse.
Covid-19
Lula criticou o combate à pandemia pelo governo Jair
Bolsonaro e disse que o número de vítimas só não foi maior em razão do Sistema
Único de Saúde (SUS). Ele atribuiu as mortes à “atitude criminosa de um governo
negacionista, obscurantista e insensível à vida” e defendeu a responsabilização
dos culpados. “As responsabilidades por esse genocídio hão de ser apuradas e
não devem ficar impunes”, disse.
Bancos públicos e estatais
O presidente anunciou que uma das primeiras medidas do novo governo será
reforçar o papel dos bancos públicos e empresas estatais nas políticas de
financiamento do desenvolvimento do país. “Os bancos públicos, especialmente o
BNDES, e as empresas indutoras do crescimento e inovação, como a Petrobras,
terão papel fundamental neste novo ciclo”, disse.
Entre as prioridades nessa política de desenvolvimento, estarão
o financiamento de pequenas e médias empresas, potencialmente as maiores
geradoras de emprego e renda, o empreendedorismo, o cooperativismo e a economia
criativa. ''A roda da economia vai voltar a girar e o consumo popular terá papel
central neste processo”, disse.
Política Industrial
Lula criticou a necessidade de o Brasil importar combustíveis, fertilizantes,
plataformas de petróleo, microprocessadores, aeronaves e satélites. “Temos
capacitação técnica, capitais e mercado em grau suficiente para retomar a
industrialização e a oferta de serviços em nível competitivo”, disse. Ele
anunciou estímulo ao que chamou de “indústria do conhecimento”, com
investimentos em ciência e tecnologia.
Ações afirmativas
No primeiro discurso depois de eleito, no Plenário da Câmara, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva justificou a importância de criação de novos ministérios,
como o da Promoção da Igualdade Racial, e anunciou a pasta vai ampliar a
política de cotas nas universidades e no serviço público. Ele também defendeu
políticas para reduzir as desigualdades de gênero no país. “É inadmissível que
as mulheres recebam menos que os homens, realizando a mesma função”, disse, ao
justificar a criação do Ministério das Mulheres.
PEC da Transição
Lula agradeceu a Câmara e o Senado pela aprovação da PEC que permitiu a
ampliação do teto de gastos em R$ 145 bilhões para o pagamento do Bolsa Família
e outros gastos. Segundo ele, a medida foi necessária para reduzir a fome no
país. “Assim fiz porque não seria justo nem correto pedir paciência a quem tem
fome”, disse.
Integração Regional
Lula anunciou a revitalização do Mercosul como maneira de
reconstruir o diálogo e relações comerciais com outros países, como os Estados
Unidos e a China, assim como com a Comunidade Europeia. Ele também defendeu o
fortalecimento dos BRICS, sigla que une, além do Brasil, a Rússia, a Índia e a
China. Também anunciou a retomada de cooperação com países da África.
ACN
EDIÇÃO DE ANB
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