domingo, 11 de agosto de 2019
Pacto
para impedir "impeachment precoce" de Jair Bolsonaro foi fechado após
mais de trinta reuniões entre membros do mais alto escalão dos três poderes.
Medidas tomadas a partir do grande acordo mudaram os rumos do Brasil
Um
grande acordo nacional para frear o processo de impeachment de Jair Bolsonaro
(PSL) proposto pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli,
junto aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo
Maia (DEM-RJ), incluiu entre os itens o adiamento da sessão em que a corte
julgaria a legalidade das prisões em segunda instância, o que poderia resultar
na libertação do ex-presidente Lula.
Em entrevista à revista Veja,
divulgada nesta sexta-feira (9), o presidente do STF conta que logo nos
primeiros meses do governo foi costurado o acordo entre os poderes para evitar
a convulsão social e o impedimento de Bolsonaro em razão da insatisfação de
militares, da classe política e de empresários, incomodados com a desastrosa
condução do país pelo capitão reformado do Exército.
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| Toffoli e Bolsonaro: o que poderia resultar na... |
Após
mais de trinta reuniões entre os chefes do Judiciário e do Legislativo, um grande
pacto foi fechado. No Congresso, o projeto do parlamentarismo e a CPI da
Lava-Toga foram arquivados e a reforma da Previdência destravada. No Planalto,
o vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), foi calado, e Santos Cruz, demitido
da Secretaria de Governo.
No
Supremo, Dias Toffoli instaurou inquérito para apurar ameaças contra os
ministros, adiou o julgamento que poderia soltar Lula e paralisou as
investigações contra o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
“Estávamos
em uma situação de muita pressão, com uma insatisfação generalizada. Mas o
pacto funcionou. A reforma da Previdência foi aprovada, as instituições estão
firmes. Agora o grande desafio é o país voltar a crescer. O Supremo estará
atento para que julgamentos não impeçam ou atrapalhem o projeto de
desenvolvimento econômico, que é tão necessário”, disse Toffoli na entrevista à
Veja.
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