quinta-feira, 8 de março de 2018
Parentes de vereador
rosariense integram esquema de fraude em prefeituras
Investigação do Gaeco detectou prejuízo de R$ 230 milhões aos cofres públicos
O esquema só veio à tona após o Ministério Público do Maranhão, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Paço do Lumiar, detectar irregularidades na contratação da Cooperativa Maranhense de Trabalho e Prestação de Serviços (Coopmar) pela Prefeitura de Paço do Lumiar.
Na época, foram cumpridos mandados de busca, apreensão e de bloqueio de bens, autorizados pela juíza Jaqueline Caracas, da 1ª Vara da Comarca Luminense. Os mandados ocorreram em residências e escritórios de São Luís e Paço do Lumiar. Também foram apreendidos computadores, notebooks, pendrives e celulares, que foram encaminhados para perícia no Instituto de Criminalística (Icrim).
O processo tramita na justiça há dois anos, mas caberá ao juiz Carlos Roberto Gomes de Oliveira Paula, titular da 2ª Vara da Comarca Luminense, o desfecho sobre os envolvidos de integrar a organização criminosa.
Na tarde desta terça-feira, o blog teve acesso à documentação da
Coopemar que revela as ligações dos parentes do vereador rosariense com
o grupo investigado. Um fato chama a atenção: o elevado número de
familiares do parlamentar na relação de fundadores cooperativa, criada
em 2012.
FAMÍLIA DO CRIME
Darlan Bruno Dias Marinho, filho do vereador Sandro Marinho; Cinthia Rejane Dias Marinho, Ronald Cesar Dias Marinho e Candido Bispo Marinho Júnior, irmãos do parlamentar fazem parte da ‘família do crime’ que integram a lista dos 20 fundadores da organização usada no esquema.
Dentre as prefeituras citadas nas investigações estão Timon, Caxias,
Viana, São Mateus, Grajaú, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Coroatá,
Peritoró, Rosário, Presidente Dutra, São Domingos do Maranhão, Santa
Helena, Santa Rita, Chapadinha, Matinha e Arari.
COMO FUNCIONAVA
Segundo as investigações, as prefeituras contratavam a COOPMAR, que não tinha estrutura de cooperativa com divisão de lucros, mas sim de uma empresa comum. O esquema era montado para que pudessem participar apenas cooperativas e por ser uma cooperativa de fachada era a única empresa a vencer os processos de licitação.
Um pequeno grupo da cooperativa se beneficiava com os recursos milionários por meio de suas empresas, enquanto a maioria dos trabalhadores recebia um salário mínimo mensal.
Há indícios de montagem de licitação, além de pratica de subdimensionamento de valor a ser pago por profissional com a intenção de afastar os interessados e direcionar o objeto da contratação.
INVESTIGAÇÕES
As investigações começaram depois que o Ministério Público verificou que a COOPMAR aparecia como a empresa mais contratada para execução de serviços de limpeza e outros serviços gerais em prefeituras do estado por meio da contratação da cooperativa.
A análise das notas emitidas pela Controladoria Geral da União (CGU)
apontou ainda que houve admissibilidade inapropriada de participação de
cooperativa, superdimensionamento da quantidade de profissionais
terceirizados, ausência de publicação da convocação, termo de referência
incompleto, ambíguo e impreciso e outras exigências que comprovem
autenticidade.
OUTRO ESQUEMA
O blog apurou que para alavancar o esquema, integrantes da família Marinho estariam montando empresas de fachada. Duas delas atuam na área de assessoria contábil com sede na cidade rosariense e também na capital. A roubalheira dos cofres públicos deixou um rastro de corrupção que tem um braço hoje na Câmara de Rosário. Um levantamento do blog revela, inclusive, um suposto desvio de verbas do legislativo rosariense na contratação de empresas desse segmento com valores diferenciados entre R$ 10 mil e R$ 6,5 mil. O blog conta os detalhes desse esquema na próxima matéria.
AS INFORMAÇÕES SÃO DO BLOG MARANHÃO VERDADE
EDIÇÃO DE ANB ONLINE
Investigação do Gaeco detectou prejuízo de R$ 230 milhões aos cofres públicos
![]() |
Pelo menos quatro dos integrantes da quadrilha que ‘assaltou’ R$ 230
milhões dos cofres públicos de dezessete prefeituras maranhenses, têm o
mesmo sobrenome: Marinho. Eles são familiares do vereador de Rosário,
Sandro Mauro Dias Marinho (PDT), e teriam sido alvos da Operação
Cooperare, deflagrada em dezembro de 2016, pelo Grupo de Atuação
Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da
Controladoria Geral da União (CGU) e a Polícia Civil do Maranhão.
O esquema só veio à tona após o Ministério Público do Maranhão, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Paço do Lumiar, detectar irregularidades na contratação da Cooperativa Maranhense de Trabalho e Prestação de Serviços (Coopmar) pela Prefeitura de Paço do Lumiar.
Na época, foram cumpridos mandados de busca, apreensão e de bloqueio de bens, autorizados pela juíza Jaqueline Caracas, da 1ª Vara da Comarca Luminense. Os mandados ocorreram em residências e escritórios de São Luís e Paço do Lumiar. Também foram apreendidos computadores, notebooks, pendrives e celulares, que foram encaminhados para perícia no Instituto de Criminalística (Icrim).
O processo tramita na justiça há dois anos, mas caberá ao juiz Carlos Roberto Gomes de Oliveira Paula, titular da 2ª Vara da Comarca Luminense, o desfecho sobre os envolvidos de integrar a organização criminosa.
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| Darlan Bruno Dias Marinho, filho do vereador Sandro Marinho; Cinthia Rejane Dias Marinho, Ronald Cesar Dias Marinho e Candido Bispo Marinho Júnior, irmãos do parlamentar fazem parte da ‘família do crime’ que integram a lista dos 20 fundadores da organização usada no esquema |
FAMÍLIA DO CRIME
Darlan Bruno Dias Marinho, filho do vereador Sandro Marinho; Cinthia Rejane Dias Marinho, Ronald Cesar Dias Marinho e Candido Bispo Marinho Júnior, irmãos do parlamentar fazem parte da ‘família do crime’ que integram a lista dos 20 fundadores da organização usada no esquema.
| Pelo menos quatro dos integrantes da quadrilha que ‘assaltou’ R$ 230 milhões dos cofres públicos de dezessete prefeituras maranhenses, têm o mesmo sobrenome |
COMO FUNCIONAVA
Segundo as investigações, as prefeituras contratavam a COOPMAR, que não tinha estrutura de cooperativa com divisão de lucros, mas sim de uma empresa comum. O esquema era montado para que pudessem participar apenas cooperativas e por ser uma cooperativa de fachada era a única empresa a vencer os processos de licitação.
Um pequeno grupo da cooperativa se beneficiava com os recursos milionários por meio de suas empresas, enquanto a maioria dos trabalhadores recebia um salário mínimo mensal.
Há indícios de montagem de licitação, além de pratica de subdimensionamento de valor a ser pago por profissional com a intenção de afastar os interessados e direcionar o objeto da contratação.
INVESTIGAÇÕES
As investigações começaram depois que o Ministério Público verificou que a COOPMAR aparecia como a empresa mais contratada para execução de serviços de limpeza e outros serviços gerais em prefeituras do estado por meio da contratação da cooperativa.
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| O blog conta os detalhes desse esquema na próxima matéria |
OUTRO ESQUEMA
O blog apurou que para alavancar o esquema, integrantes da família Marinho estariam montando empresas de fachada. Duas delas atuam na área de assessoria contábil com sede na cidade rosariense e também na capital. A roubalheira dos cofres públicos deixou um rastro de corrupção que tem um braço hoje na Câmara de Rosário. Um levantamento do blog revela, inclusive, um suposto desvio de verbas do legislativo rosariense na contratação de empresas desse segmento com valores diferenciados entre R$ 10 mil e R$ 6,5 mil. O blog conta os detalhes desse esquema na próxima matéria.
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