terça-feira, 23 de janeiro de 2018
Mulher à frente de seu tempo, a mineira Maria Martins (1894-1973), hoje é reconhecida como uma das maiores escultoras brasileiras ligadas ao movimento surrealista. O documentário Maria: não esqueça que eu venho dos trópicos, de Francisco C. Martins, lançado ano passado, relata a...
Mulher à frente de seu tempo, a mineira Maria Martins (1894-1973), hoje é reconhecida como uma das maiores escultoras brasileiras ligadas ao movimento surrealista. O documentário Maria: não esqueça que eu venho dos trópicos, de Francisco C. Martins, lançado ano passado, relata a trajetória da artista.
Em 1920, distante dos padrões tradicionais da época e alvo de polêmica,
separou-se do historiador Otávio Tarquínio de Sousa para casar-se com o
diplomata Carlos Martins. Na Bélgica, um dos lugares que o casal
residiu, Maria começou a fazer aulas com orientação do escultor Oscar Jespers. Já em Nova Yorque, estudou com Jacques Lipchitz,
realizando trabalhos em bronze. Nesse período, destacaram-se temas com
referência à natureza, mitos e tradições brasileiras e obras como Não te esqueças que eu venho dos trópicos (1942), Cobra grande (1943) e Sem eco (1943).
Dentre os nomes de artistas que conheceu em exposições, está o do francês Marcel Duchamp. Os dois mantiveram mútua colaboração no desenvolvimento dos seus trabalhos, além de uma relação que ultrapassou os limites artísticos. As cartas de Duchamp a Maria, entre 1946 e 1969, foram reunidas no livro Étant Donnés.
Na década de 50, participou da Bienal de São Paulo, premiada com A soma dos nossos dias,
e colaborou na formação do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e de
São Paulo, entretanto foi no exterior que teve maior destaque e
consolidou sua produção artística.
É considerada a primeira escultora brasileira a retratar a sexualidade a partir da perspectiva feminina, enfatizando o desejo e a sensualidade. Suas obras pouco convencionais como figuras antropomórficas com tentáculos, deformações e formas desproporcionais revelam toda a ousadia da artista. Seus trabalhos estão espalhados em museus de diversos países.
No documentário, a vida de Maria Martins é
reconstituída por meio de entrevistas com estudiosos de arte, leitura de
livros, cartas, depoimentos, fotos e imagens das obras, evidenciando o
seu talento e a liberdade com que circulava no meio artístico, fato
incomum para época. Ainda revela o contato da escultora com outros
grandes nomes da arte como Carmen Miranda, Frida Kahlo e Picasso.
AS INFORMAÇÕES SÃO DO NT
EDIÇÃO DA AGÊNCIA BALUARTE
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| Em 1920, distante dos padrões tradicionais da época e alvo de polêmica, separou-se do historiador Otávio Tarquínio de Sousa para casar-se com o diplomata Carlos Martins. Na Bélgica, um dos lugares que o casal residiu, Maria começou a fazer aulas com... |
Dentre os nomes de artistas que conheceu em exposições, está o do francês Marcel Duchamp. Os dois mantiveram mútua colaboração no desenvolvimento dos seus trabalhos, além de uma relação que ultrapassou os limites artísticos. As cartas de Duchamp a Maria, entre 1946 e 1969, foram reunidas no livro Étant Donnés.
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| Dentre os nomes de artistas que conheceu em exposições, está o do francês Marcel Duchamp. Os dois mantiveram mútua colaboração no desenvolvimento dos seus trabalhos, além de uma relação que ultrapassou os limites artísticos. |
É considerada a primeira escultora brasileira a retratar a sexualidade a partir da perspectiva feminina, enfatizando o desejo e a sensualidade. Suas obras pouco convencionais como figuras antropomórficas com tentáculos, deformações e formas desproporcionais revelam toda a ousadia da artista. Seus trabalhos estão espalhados em museus de diversos países.
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| No documentário, a vida de Maria Martins é reconstituída por meio de entrevistas com estudiosos de arte, leitura de livros, cartas, depoimentos, fotos e imagens das obras, evidenciando o seu talento e a liberdade com que circulava no... |
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