quinta-feira, 2 de março de 2017
Iniciativa ocorre após Trump anunciar cortes de financiamento a uma série de agência internacionais.
Representantes de mais de 40 países se reúnem nesta
quinta-feira (2) para discutir a criação de um fundo internacional de apoio ao
aborto seguro e ao acesso a contraceptivos em países em desenvolvimento. O
encontro ocorre em Bruxelas, na Bélgica.
A proposta é uma resposta ao presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, que cortou o financiamento estadunidense a uma
série de agência internacionais que patrocinavam políticas públicas
relacionadas a essas temáticas. O objetivo é compensar o corte de US$ 600 milhões.
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| Lilianne Ploumen, defensora da proposta e ministra de Comércio e Cooperação Internacional da Holanda -- país que propôs a criação do fundo / WikiCommons |
A ideia de criação de um fundo internacional partiu
da Holanda. “Proibir o aborto não significa que menos abortos serão
realizados”, declarou em janeiro, através de comunicado, a ministra de Comércio
e Cooperação Internacional da Holanda, Lilianne Ploumen. “[A proibição] leva a
mais práticas irresponsáveis em lugares insalubres e a mais mortes maternas”,
argumentou.
Ploumen mostrou entusiasmo em relação à adesão ao
fundo. “É fantástico que tantos países mostrem seu compromisso
com mulheres e meninas, que agora provavelmente já não terão acesso à
educação sexual, à anticoncepcionais, ao cuidado na maternidade ou ao aborto
seguro", afirmou.
Participação
Além de representantes governamentais -
representando países africanos, europeus e asiáticos - estarão presentes ONGs,
fundações privadas e empresas. A Holanda já se comprometeu a doar de milhões de
euros ao fundo.
A medida de Trump não é nova, já tendo sido
aplicada por outros governos republicanos, como o de Reagan e os dos Bush.
Ela exige que organizações financiadas pelos EUA provem que não realizam
abortos ou que não apresentem a prática como parte do planejamento familiar.
O cruzamento de dados de diferentes entidades,
incluindo os da Organização Mundial da Saúde, apontam que o corte resultará em
6,5 milhões de gravidezes não desejadas, mais de dois milhões de abortos
inseguros e mais de 20 mil mortes de mães jovens ao longo dos próximos quatro
anos.
As informações são do BDF
Edição de Camila Rodrigues da Silva
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