domingo, 4 de dezembro de 2016
Morre o poeta maranhense Ferreira Gullar, aos 86 anos
Exílio e
“Poema Sujo”
Nos anos 1970, teve que se exilar durante a ditadura militar por sua filiação ao Partido Comunista. Ao retornar ao Brasil, em 1977, chegou a ser preso, mas depois conseguiu retomar a carreira. Foi durante o refúgio na Argentina que ele publicou uma de suas obras mais importantes: um poema solitário com o fôlego de um livro inteiro.
Entre os vários prêmios e láureas obtidos, Ferreira Gullar foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura em 2002. Venceu o prêmio Jabuti de melhor ficção em 2007 pelo livro “Resmungos”, em que reúne crônicas publicadas no jornal “Folha de S. Paulo”. Em 2011, tornou a conquistar a honra pelo livro de poesia “Em Alguma Parte Alguma”.
Escritor, poeta, dramaturgo e crítico, Ferreira Gullar morreu aos 86
anos, no Rio de Janeiro
Ferreira Gullar, reconhecido poeta, crítico de arte e dramaturgo, morreu
neste domingo (4/12), aos 86 anos. As causas do falecimento ainda não foram
divulgadas. O escritor estava internado no hospital Copa D’Or, no Rio de
Janeiro. Em 2014, o autor foi eleito para a Academia Brasileira de Letras,
imortalizado pela cadeira número 37. Ao longo da carreira, acumulou vários
prêmios, como Jabuti e Camões.
Um dos fundadores do neoconcretismo, Ferreira Gullar foi um personagem intensamente
ativo na cultura brasileira. Nascido em São Luís (Maranhão), mudou-se para o
Rio nos anos 1950 e ajudou a formar os pilares iniciais da chamada poesia
neoconcreta ao lado dos artistas Lígia Clark e Hélio Oiticica.
| Em 2014, o autor foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, imortalizado pela cadeira número 37. Ao longo da carreira, acumulou vários prêmios, como Jabuti e Camões. |
Nos anos 1970, teve que se exilar durante a ditadura militar por sua filiação ao Partido Comunista. Ao retornar ao Brasil, em 1977, chegou a ser preso, mas depois conseguiu retomar a carreira. Foi durante o refúgio na Argentina que ele publicou uma de suas obras mais importantes: um poema solitário com o fôlego de um livro inteiro.
“Poema Sujo” (1976) mistura autobiografia com um balanço dos tempos sombrios
vividos pelo Brasil e pela América Latina. O livro ganhou reedição caprichada
em 2016 pela editora Companhia das Letras, com apresentação do próprio poeta e
introdução de Antônio Cícero.
Em 2015, o “Poema Sujo” virou série na TV. Dirigida pelo cineasta Silvio
Tendler, “Há Muitas Noites na Noite” realiza uma crônica sobre a trajetória de
Gullar, desde o início da ditadura militar ao fim do exílio, em 1977.
Prêmios
Entre os vários prêmios e láureas obtidos, Ferreira Gullar foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura em 2002. Venceu o prêmio Jabuti de melhor ficção em 2007 pelo livro “Resmungos”, em que reúne crônicas publicadas no jornal “Folha de S. Paulo”. Em 2011, tornou a conquistar a honra pelo livro de poesia “Em Alguma Parte Alguma”.
Em 2010, ganhou o importante Prêmio Camões, destinado a escritores de língua
portuguesa. Gullar também recebeu o título de Doutor Honoris Causa da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio da Faculdade de Letras
da instituição.
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