terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Mais uma vez cumprindo com o compromisso de ofertar educação digna e de qualidade a todos os estudantes do Estado, o Governo do Maranhão apresentou, na última segunda-feira (5), o novo modelo de fardamento escolar com inscrição em Braille para estudantes com...


Mais uma vez cumprindo com o compromisso de ofertar educação digna e de qualidade a todos os estudantes do Estado, o Governo do Maranhão apresentou, na última segunda-feira (5), o novo modelo de fardamento escolar com inscrição em Braille para estudantes com deficiência visual da rede pública estadual.

Em uma ação pioneira para a educação inclusiva no Maranhão, o novo modelo de fardamento é fruto da parceria firmada entre o Ministério Público do Maranhão (MPMA) e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que tem como objetivo criar ainda mais instrumentos para a universalização dos direitos das pessoas com deficiência.

“Nesse momento o nosso sentimento é de agradecimento ao Governo do Estado e ao secretário de Educação, Felipe Camarão, por prontamente terem encampado essa ideia que nasceu no nosso Centro de Apoio Operacional de Proteção à Pessoa Idosa e com Deficiência”, comentou o promotor público e secretário para Assuntos Institucionais do MPMA, Marcos Amorim.

Para a promotora de justiça e representante do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Pessoa Idosa e com Deficiência (CAOP), Gabrielle Gadelha, a apresentação do novo uniforme marca a celebração da parceria firmada entre Ministério Público e Seduc e a conquista alcançada.

“Estamos aqui para agradecer pela parceria que construímos ao longo desse tempo. O fardamento é um elemento identificador, de pertencimento daquele aluno ao seio escolar, só assim o aluno com deficiência visual vai saber realmente o que ele está fazendo ali, a qual escola ele pertence”, disse Gabrielle Gadelha.

Além de representantes do Ministério Público, do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Pessoa Idosa e com Deficiência e da Secretaria de Educação, a cerimônia de apresentação do novo fardamento escolar com inscrição em Braille contou, também, com a presença de representantes do Conselho Estadual e Conselhos Regionais da Pessoa com Deficiência, do Centro de Apoio Operacional da Educação, do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP).

“Hoje é uma conquista, em que vencemos uma barreira e, certamente, mais à frente eliminaremos por completo essa barreira da falta da nomenclatura em braile nos fardamentos escolares. Muito obrigada pelo apoio”, enfatizou Gabrielle.

Além de representantes do Ministério Público, do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Pessoa Idosa e com Deficiência e da Secretaria de Educação, a cerimônia de apresentação do novo fardamento escolar com inscrição em Braille contou, também, com a presença de representantes do Conselho Estadual e Conselhos Regionais da Pessoa com Deficiência, do Centro de Apoio Operacional da Educação, do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP).

A presidente do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, Beatriz Carvalho, destaca a ação como de suma importância para dar visibilidade ao sistema Braille, que é a maior e melhor forma de alfabetização e de autonomia dentro do processo de inclusão das pessoas que têm deficiência visual.

“Essa é uma atitude de dimensão imensa, pois além de contribuir para a autonomia das pessoas cegas, vem atender à necessidade de maior acessibilidade para a pessoa com deficiência. É muito importante difundirmos a prática do Braille que, apesar de todas as tecnologias, continua sendo a ferramenta para todo o processo de alfabetização, de compreensão e de vivência para as pessoas cegas”, enfatiza Beatriz Carvalho.

Já para o professor revisor de braile do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP), Derocy Dias, o uniforme diferenciado é uma ideia inovadora na história da educação do estado e, além da importância prática da grafia em Braille, para a identificação do aluno enquanto parte integrante daquele grupo escolar, há a importância simbólica do sentimento de visibilidade dos estudantes.

“Essa ação faz com que os alunos com deficiência sintam que o serviço público está também os alcançando. E, principalmente, está sendo respeitado o seu sistema natural de leitura e expressão que é o sistema Braille”, disse Derocy.

Durante a apresentação do novo fardamento a secretária adjunta de Ensino, Nadya Dutra, enfatizou que esse momento ratifica o governo Flávio Dino como uma gestão que pensa na educação inclusiva, já que além da confecção dos uniformes, várias outras ações têm sido desenvolvidas em prol da inclusão, como exemplo o prédio próprio para o Centro de Apoio à Pessoa com Deficiência Visual, a assinatura do termo de cooperação com a Escola de Cegos, dentre outras.

“Os uniformes em braile se somam a outras ações promovidas pelo Governo do Estado em prol da inclusão. São ações que reforçam que a educação no Maranhão, hoje, é pensada de maneira inclusiva, com responsabilidade, para a garantia de direitos a todos os estudantes, cidadãos e cidadãs maranhenses”, disse Nadya.

A próxima etapa do processo de entrega dos uniformes consiste na distribuição da vestimenta aos estudantes do C. E. Liceu Maranhense. A escolha do colégio como projeto piloto para o uso do fardamento se deu pelo fato da unidade escolar ser uma das maiores no estado e, também, possuir um dos maiores quantitativos de alunos com deficiência visual.

O C.E. Liceu Maranhense possui mais de dois mil alunos matriculados, que serão beneficiados com duas unidades de fardamento, para que toda a comunidade escolar vivencie a experiência inovadora na rede pública estadual.

A secretária adjunta de Gestão das Unidades Regionais de Educação, Rosyjane Paula Farias Pinto, reforçou ainda que essa é só a primeira etapa e gradativamente o fardamento será disponibilizado para todos os alunos da rede estadual.

“O Liceu Maranhense foi a escola escolhida para ser uma das escolas do estado como o maior quantitativo de estudantes com deficiência visual. Essa é a certeza de que vivenciamos agora no Maranhão uma política educacional de compromisso, ética e qualidade, de forma que apresentamos para a sociedade uma educação inclusiva”, disse Rosyjane Paula.

“Esse é um passo bastante significativo, na certeza que o sentimento de pertencimento desses estudantes será vivenciado por todos no momento em que eles receberem o seu uniforme em braile”, concluiu Rosyjane.

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