sábado, 23 de dezembro de 2017

Presidente da Assembleia Constituinte disse que Ruy Carlos Pereira é 'persona non grata'

Neste sábado (23), a Venezuela determinou a expulsão do embaixador do Brasil, Ruy Carlos Pereira, declarando que ele é 'persona non grata' no país. A decisão foi anunciada por Delcy Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional Constituinte venezuelana. Pereira está no Brasil, onde passa as festas de fim de ano.

"No âmbito das competências da Assembleia Nacional Constituinte, em que está justamente a soberania, nas nossas bases de comissão, decidimos declarar 'persona non grata' o encarregado de negócios do Canadá, e declarar 'persona non grata' o embaixador do Brasil, até que se restitua o fio constitucional que o governo de fato vulnerou, no caso deste país-irmão", afirmou em comunicado transmitido pelo canal de televisão estatal.

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Presidente da Assembleia Constituinte disse que Ruy Carlos Pereira é 'persona non grata'.

Delcy complementou, se dirigindo a um jornalista para falar sobre a participação de partidos no processo eleitoral. "O caso a que você se refere, especificamente, do Brasil, neste ano, depois do golpe de estado que houve no Brasil, contra a presidente Dilma Rousseff, foi aprovada no Congresso a chamada cláusula de barreira, justamente que impede que partidos pequenos possam ter participação eleitoral. Então essa cláusula estabelece uma porcentagem que começa a ter vigência em 2018, mas que nas próximas eleições vai aumentando, o que, no futuro, impediria algum partido pequeno. Algo que na Venezuela, no sistema plural de partidos políticos,  temos uma ampla gama de partidos políticos, com tendências políticas e ideológicas diversas, e plurais. E no caso do Brasil, se evitaria que partidos minoritários possam ter algum tipo de participação política.”

Delcy explicou então os motivos que levaram à decisão sobre os embaixadores do Brasil e do Canadá. “Nós decidimos declarar ‘persona non grata’ o encarregado de negócios do Canadá, por sua intromissão permanente e insistente, grosseira e vulgar nos assuntos internos de Venezuela, apesar de a chancelaria venezuelana, e não é de agora, durante anos ter feito chamados de atenção para que se respeite a convenção sobre relações diplomáticas. Persistentemente, [ele] faz declarações, faz uso do Twitter, para pretender dar ordens à Venezuela”, disse. No caso do Brasil, Dercy explicou que o motivo é o fato de o país ter tornado vulnerável o "fio constitucional".


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