segunda-feira, 8 de junho de 2026
No
início de maio, a defesa de Jair Bolsonaro pediu a anulação da sentença que
condenou o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão. Para os advogados, o
processo foi conduzido de maneira… Leia matéria completa no link abaixo:
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Anderson Valfré: A VEIA TORTA DA CRUZHá uma semana
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MAIS DO MESMO, OS MENINOS CRIADOS NO AR-CONDICIONADO - Em 2014, Lobão Filho entrou na disputa pelo Governo do Maranhão carregando uma das maiores estruturas políticas do estado. Tinha o apoio do grupo Sarney, da então governadora Roseana e de uma ampla base partidária. No papel, parecia uma candidatura competitiva. Nas ruas, porém, o sentimento era outro.
ResponderExcluirA eleição mostrou que estrutura não substitui conexão popular. Mesmo com máquina, palanques, prefeitos e aliados, Lobão Filho foi derrotado por Flávio Dino ainda no primeiro turno. O eleitorado não comprou a ideia de continuidade.
Agora, Orleans Brandão enfrenta um dilema parecido. Tem o apoio do governo, reúne partidos, circula com força institucional e tenta se apresentar como nome natural da sucessão. Mas as pesquisas mostram que a máquina, sozinha, ainda não conseguiu transformá-lo em favorito.
A semelhança entre os dois cenários está justamente na imagem pública: candidaturas vistas mais como projetos de grupo do que como movimentos populares. Lobão Filho era o nome da continuidade de um ciclo desgastado. Orleans tenta evitar ser visto como o herdeiro político de uma estrutura que pode ser grande por dentro, mas distante do sentimento das ruas.
A política maranhense já ensinou uma lição dura: governo ajuda, estrutura pesa, partido empurra, mas quem decide é o povo.
E quando a candidatura parece nascer mais dos gabinetes do que das ruas, o risco é repetir o roteiro de 2014.
Caio Prado Júnior e as três correntes no marxismo que debateram a excepcionalidade brasileira
ResponderExcluir"O capitalismo no Brasil, entendido como capitalismo comercial, não foi tardio. Tardias foram a urbanização e a industrialização. E não há capitalismo sem capitalistas. Esse esclarecimento é uma dívida que o marxismo tem com Caio Prado Júnior. Foi ele quem formulou no Brasil, pela primeira vez, pioneiramente, ainda nos anos quarenta do século XX, o problema. Foi ele quem fez a desconcertante, portanto, corajosa elaboração de que os fazendeiros brasileiros já se formaram, no contexto da América portuguesa, desde o início, como uma burguesia na colônia."