segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
12:36
| Postado por
Equipe Baluarte
|
Pela primeira vez em anos, com o caso do Banco
Master, críticas a abusos de poder do Supremo Tribunal Federal (STF) estão
rompendo a bolha direitista e ecoando de forma menos tímida em setores da
esquerda, do mercado financeiro e da grande imprensa. A tendência quebra uma
lógica que vinha prevalecendo desde 2019: a de relativizar a gravidade da
expansão dos poderes do tribunal como algo aceitável sob o argumento de defesa
da democracia. A mudança ocorre após revelações recentes de que os superpoderes
do STF estariam sendo usados não só para conter a direita, mas também para
favorecer pessoalmente os próprios ministros. Toffoli trouxe o caso do Banco
Master para o STF e impôs sigilo máximo dias depois de, em novembro, viajar ao
Peru em jato privado com um advogado de investigado. A controvérsia se agravou
com a revelação do contrato de R$ 129 milhões entre o banco e a esposa de
Alexandre de Moraes e com a decisão de Toffoli de retirar da Polícia Federal a
guarda das provas apreendidas. A reação aos abusos envolve até parlamentares de
esquerda, que, mesmo sem mencionar diretamente ministros do STF, assinaram
pedidos de investigação. Entidades do sistema financeiro, tradicionalmente
silenciosas diante de controvérsias do Judiciário, divulgaram nota pública
criticando interferências no Banco Central. Analistas e formadores de opinião
de esquerda têm quebrado o padrão de defesa automática ao STF, e veículos da
imprensa que confrontavam timidamente o Supremo publicaram editoriais mais severos.
GAZETA
EDIÇÃO DE ANB ONLINE
Assinar:
Postar comentários
(Atom)
0 comentários:
Postar um comentário