O segundo Fórum, organizado pela Cepal, reuniu líderes comunitários na Cidade do...
Cidade do Panamá -
Ambientalistas da América Latina e do Caribe propuseram durante o encerramento
do segundo Fórum de Defensores dos Direitos Humanos em Assuntos Ambientais,
realizado no Panamá, que seja incluída uma perspectiva de gênero no plano de
ação que será apresentado na próxima reunião da Conferência das Partes do
Acordo de Escazú (COP 3).
''Uma das propostas que surgiu com muita força é incorporar a perspectiva de gênero”, disse à Reportagem Andrea Sanhueza, da Secretaria Escazú da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).
Na última quinta-feira, líderes ambientais da região se reuniram em grupos de trabalho, moderados por agências da ONU e pela Cepal, para promover propostas a serem incluídas no plano de ação regional sobre os defensores do meio ambiente, que será apresentado na COP 3, marcada para de 22 a 24 de abril de 2024, na sede da Cepal, em Santiago do Chile.
Sanhueza destacou que a
ideia é “que o plano incorpore o maior número de propostas dos próprios
ambientalistas e que seja o mais útil e significativo para quem defende o meio
ambiente e recebe ameaças”.Marcada para de 22 a 24 de abril de 2024, na sede da Cepal, em Santiago do Chile.
''Por exemplo, no diagnóstico que será feito de toda a região, também é importante saber distinguir (…) se existem diferenças entre as tendências de ameaças, intimidação e criminalização que tanto homens como mulheres recebem. Estamos todos à procura de como incorporar essa perspectiva de gênero da forma mais concreta”, destacou.
Por sua vez, a consultora do escritório para a América Latina e o Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, María Candela Zaffiro, disse à Agência EFE que “nos eixos de trabalho se fala em incluir as dimensões de gênero, interculturalidade e intergeracional”.
O segundo Fórum de Defensores de Direitos Humanos em Assuntos Ambientais, organizado pela Cepal, reuniu líderes comunitários na Cidade do Panamá na quarta e na quinta-feira para discutir a situação e os riscos enfrentados por esses ativistas e os mecanismos para sua proteção.
A região mais perigosa do
mundo para ambientalistas é a de América Latina e Caribe, pois concentra 88%
dos assassinatos globais desses líderes, sendo Colômbia, Brasil e México os
países mais violentos, segundo o último relatório da Global Witness.
EFE
EDIÇÃO DE ANB
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