FUTEBOL: PELÉ FAZ 80 ANOS; O JOGO QUE DEU AO CRAQUE O TÍTULO DE 'REI' EM CRÔNICA DE NELSON RODRIGUES
O clube santista venceu o time carioca por 5 a 3. Dos cinco gols do Santos, quatro foram marcados por...
No
dia 26 de fevereiro de 1958, Santos e América-RJ se enfrentaram pela primeira
rodada do Torneio Rio-São Paulo. O clube santista venceu o time carioca por 5 a
3. Dos cinco gols do Santos, quatro foram marcados por Pelé. "Sozinho,
liquidou a partida, monopolizou o placar", declarou o jornalista Nelson
Rodrigues (1912-1980). Presente no Maracanã, o autor de À sombra das
chuteiras imortais (1998) gostou tanto da atuação do rapaz, então com
17 anos, que lhe dedicou uma crônica inteirinha: A realeza de Pelé.
Era
a primeira vez, assinala o jornalista Ruy Castro na biografia O anjo
pornográfico (1992), que Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, que faz
80 anos nesta sexta-feira (23/10), era chamado de "rei do futebol".
"Pelé
leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável — a de se sentir rei,
da cabeça aos pés", escreveu Nelson na crônica publicada na revista
Manchete Esportiva, do dia 8 de março de 1958. "Quando ele apanha a bola e
dribla um adversário, é como quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento".
Era a primeira vez, assinala o jornalista, que Edson Arantes do Nascimento era chamado de "rei do futebol".
Dos
quatro gols que Pelé meteu no goleiro Pompeia, um deles chamou a atenção do
cronista. Aquele em que o craque, antes de encaçapar a bola, dribla o primeiro,
entorta o segundo e corta o terceiro zagueiro. "Até que chegou um momento
em que não havia mais ninguém para driblar. Não existia uma defesa. Ou por
outra: a defesa estava indefesa", graceja.
Na
crônica, Nelson confessa ter tomado um susto ao descobrir a idade de Pelé:
dezessete anos! "É um menino, um garoto. Se quisesse entrar num filme da
Brigitte Bardot, seria barrado", escreveu na coluna 'Meu personagem do
ano', de janeiro de 1959. "Mas, reparem: é um gênio indubitável! Pelé
podia virar-se para Michelangelo, Homero ou Dante e cumprimentá-los com íntima
efusão: 'Como vai, colega?'".
André
Bernardo
Edição de ANB
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