quinta-feira, 14 de novembro de 2019
14:23
| Postado por
Equipe Baluarte
|
Membros
da família do presidente são citados nos relatórios. O PGR Augusto Aras, alçado
por Bolsonaro, agora busca medidas para barrar a determinação do ministro
O
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, intimou o Banco
Central a lhe enviar cópia de todos os relatórios de inteligência financeira
(RIFs) produzidos pelo antigo Coaf nos últimos três anos. Portanto, Toffoli
está com acesso a dados sigilosos de cerca de 600 mil pessoas, o que inclui o
senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
O
pedido do ministro é do último dia 25 de outubro, conforme informado pela
FdS, e foi no âmbito do mesmo processo no qual, em julho, o ministro
paralisou todas as investigações do país que usaram dados do Coaf e Receita
Federal sem autorização judicial prévia.
![]() |
| Dados sigilosos de cerca de 600 mil pessoas, o que inclui o senador. |
Naquela
ocasião, Toffoli atendeu a um pedido de Flávio, que era investigado pelo
Ministério Público do Rio sob suspeita de realizar rachadinhas em seu gabinete
na Assembleia Legislativa fluminense. Nesse esquema, participou seu ex-assessor
Fabrício Queiroz, alvo de um relatório do Coaf que apontou movimentações
atípicas de R$ 1,2 milhão em suas contas.
Em
resposta ao pedido de Toffoli, o Coaf, rebatizado de UIF (Unidade de
Inteligência Financeira), afirmou que entre os citados nos relatórios a que o
ministro ganhou acesso existe “um número considerável de pessoas expostas
politicamente e de pessoas com prerrogativa de foro por função”.
A
Procuradoria-Geral da República (PGR) agora busca medidas para barrar a
determinação do presidente do STF. O procurador-geral, Augusto Aras, alçado por
Bolsonaro, deve receber um parecer interno de um membro do Ministério Público
Federal que consultou a UIF sobre os riscos da decisão de Toffoli. Esse parecer
poderá embasar eventual medida da PGR.
COM
INFORMAÇÕES DA FDS
Assinar:
Postar comentários
(Atom)

0 comentários:
Postar um comentário