segunda-feira, 22 de outubro de 2018
No último sábado, 20
No último sábado, 20, foi finalizado o Módulo III do Projeto Reconhecer com o tema “Preconceito, Racismo e Desigualdades no Brasil”. O evento foi concluído com aula do professor Sílvio de Almeida sobre racismo no Brasil. Na ocasião, o professor também lançou seu livro intitulado “O que é racismo estrutural?”. O Reconhecer é realizado pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), por meio da Escola de Conselhos, que desenvolve projetos de Educação em Direitos Humanos.
Foram levantadas discussões sobre a construção do Brasil e a situação das populações vulnerabilizadas em decorrência do racismo e do preconceito. Assim, foram evidenciadas demandas de povos específicos, como negros e indígenas. A Aula Inaugural contou a história do Brasil a partir da perspectiva indígena e foi ministrada pela professora, Alessandra Guajajara e pela pesquisadora, Zeneide Cordeiro, que levantaram reflexões sobre o processo de violência e deslegitimação que tem implicado a existência de indígenas no país.
O professor, Sílvio de Almeida, mediou as aulas seguintes refletindo
sobre a racialização das populações não brancas no mundo e
especificamente, na realidade brasileira. Almeida destacou que o racismo
cria a noção de raça como um instrumento de dominação, como um
distintivo que se apresenta como natural para justificar a opressão e os
privilégios. O professor conceituou o racismo e o preconceito no
Brasil, destacando o contexto da reprodução de condições de
subalternidade e segregação, desmistificando a categoria do racismo
reverso a partir da perspectiva de que o racismo é sistêmico.
Almeida diferenciou entendimentos individuais, institucionais e estruturais de racismo. Destacou que é necessário assumir a negritude como uma forma de combater o racismo, pois trata-se de uma disputa de narrativas e assumir uma identidade é se propor a construir uma nova narrativa. O professor destacou como o racismo se consolida por meio da ideologia, através da qual é construído saberes sobre os negros e brancos e a partir deles reservados espaços sociais para os sujeitos. Nesta perspectiva, a escola tem uma forte contribuição no reforço dos estigmas e na educação que sustenta o racismo, através do modo como as histórias são narradas pela perspectiva branca/europeia.
A Supervisora da Escola dos Conselhos e Coordenadora do Projeto Reconhecer, Ivana Braga, avalia que o curso tem atingido o seu objetivo, na medida em que leva seu público a refletir sobre sua atuação profissional e suas relações interpessoais. Quanto a importância do tema do Módulo III, Ivana destaca que, “a temática do racismo ainda hoje não conseguiu ser incorporado de fato no ensino formal, em todos os níveis, por isso a importância de o curso abordar tão qualificadamente o tema. As relações de classe, gênero e raciais estão subjacentes ao debate político e econômico atual e esse conhecimento é fundamental para defender direitos humanos e a democracia.”, finalizou.
No último sábado, 20, foi finalizado o Módulo III do Projeto Reconhecer com o tema “Preconceito, Racismo e Desigualdades no Brasil”. O evento foi concluído com aula do professor Sílvio de Almeida sobre racismo no Brasil. Na ocasião, o professor também lançou seu livro intitulado “O que é racismo estrutural?”. O Reconhecer é realizado pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), por meio da Escola de Conselhos, que desenvolve projetos de Educação em Direitos Humanos.
Foram levantadas discussões sobre a construção do Brasil e a situação das populações vulnerabilizadas em decorrência do racismo e do preconceito. Assim, foram evidenciadas demandas de povos específicos, como negros e indígenas. A Aula Inaugural contou a história do Brasil a partir da perspectiva indígena e foi ministrada pela professora, Alessandra Guajajara e pela pesquisadora, Zeneide Cordeiro, que levantaram reflexões sobre o processo de violência e deslegitimação que tem implicado a existência de indígenas no país.
| Módulo III do Projeto Reconhecer com o tema “Preconceito, Racismo e Desigualdades no Brasil”. |
Almeida diferenciou entendimentos individuais, institucionais e estruturais de racismo. Destacou que é necessário assumir a negritude como uma forma de combater o racismo, pois trata-se de uma disputa de narrativas e assumir uma identidade é se propor a construir uma nova narrativa. O professor destacou como o racismo se consolida por meio da ideologia, através da qual é construído saberes sobre os negros e brancos e a partir deles reservados espaços sociais para os sujeitos. Nesta perspectiva, a escola tem uma forte contribuição no reforço dos estigmas e na educação que sustenta o racismo, através do modo como as histórias são narradas pela perspectiva branca/europeia.
A Supervisora da Escola dos Conselhos e Coordenadora do Projeto Reconhecer, Ivana Braga, avalia que o curso tem atingido o seu objetivo, na medida em que leva seu público a refletir sobre sua atuação profissional e suas relações interpessoais. Quanto a importância do tema do Módulo III, Ivana destaca que, “a temática do racismo ainda hoje não conseguiu ser incorporado de fato no ensino formal, em todos os níveis, por isso a importância de o curso abordar tão qualificadamente o tema. As relações de classe, gênero e raciais estão subjacentes ao debate político e econômico atual e esse conhecimento é fundamental para defender direitos humanos e a democracia.”, finalizou.
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