quinta-feira, 21 de junho de 2018
Poesia Sempre!
Leia na íntegra o poema ‘Poema da Noite Rasa’ da obra inédita Azul Suave Ensandecido, de autoria do poeta e jornalista maranhense Fernando Atallaia

Poema da Noite Rasa

Lá se foi na lareira o imenso vernal
E caiu no subúrbio como tocha
Cimalhas de metal – casa inconclusa ,  nas rochas o corpo devolvido à loucura do Corpo
Com seus olhos unhas e dentes

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Banhando nu frente a frente com as árvores da noite
E a noite rasa acaba
Acaba com o pouco de eterno na raiva dos sóis  –repulsa amarga
Tediosos raios de luz e a noite como cruz em sua boca rosnando mais e mais Putas loucas
Na indecisão do caminho partido ao meio

Operários, estudantes , diaristas ensacoladas vão
Se vão   no batente das horas escassas e voltam sempre às 18h
E por lá a noite é apenas retalho de dia para o dia passado
Noite rasa ,   sem atalho investe contra a dureza do tempo
Tiro de misericórdia na carne da vida sufocada 
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Tiro de misericórdia 


São José de Ribamar, abril de 1997

Um comentário:

  1. Lindo como tudo que você faz
    Sou sua eterna fã

    Kátia(Cohaserma)

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