quarta-feira, 18 de abril de 2018
12:55
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Equipe Baluarte
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O presidente Michel Temer acolheu pedido apresentado pela bancada ruralista e exonerou o presidente da Fundação Nacional do Índio, Franklimberg Ribeiro de Freitas
O presidente Michel Temer acolheu pedido apresentado pela bancada ruralista e exonerou o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Franklimberg Ribeiro de Freitas. A reportagem apurou que Franklimberg já foi comunicado da decisão e deverá deixar o cargo até a próxima segunda-feira.
Cerca de 40 deputados e senadores da bancada ruralista apresentaram uma carta a Temer solicitando a demissão, sob argumento de que o atual presidente da Funai não estaria considerando projetos do setor.
Em nota, a Frente Parlamentar Agropecuária afirmou que o pedido de "exoneração imediata" do então presidente da Funai foi "demanda trazida por populações indígenas insatisfeitas com o desempenho" de Franklimberg. Segundo a nota, mais de 170 líderes indígenas assinaram ofício entregue a Temer e, "a partir desta reivindicação, a FPA solicitou a substituição" do dirigente.
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| Cerca de 40 deputados e senadores da bancada ruralista apresentaram uma carta a Temer solicitando a demissão, sob argumento de que o atual presidente da Funai não estaria... |
Nesta terça-feira, 17, Franklimberg não quis comentar o assunto. A Funai também não se pronunciou. Entre os mais cotados para assumir o cargo estaria o diretor da Funai, Francisco Nunes, que teria a simpatia dos ruralistas.
Perfil
Franklimberg ocupa a presidência da fundação desde janeiro de 2017. Sua chegada ao órgão causou polêmica à época, por causa da entrada de militares para cargos na Funai. Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado Maior do Exército, Franklimberg é general de brigada, assessor de relações institucionais do Comando Militar da Amazônia. Comandou a 1.ª Brigada de Infantaria de Selva em Roraima e foi chefe do Centro de Operações do Comando Militar da Amazônia.
Na Funai, liberou a nomeação de servidores do concurso realizado em 2015 pela fundação e que venceria no ano passado. Em meio a uma de suas piores crises, a Funai também conseguiu o descontingenciamento de R$ 27 milhões e trocou de sede em Brasília, o que, segundo a instituição, gerou economia de R$ 400 mil por mês.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Edição da Agência Baluarte
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