sábado, 28 de outubro de 2017
Governo espanhol destitui presidente catalão e assume poder
O premier espanhol, Mariano Rajoy, designou os poderes e as funções administrativas para sua vice, Soraya Saenz, segundo informou um boletim do Estado espanhol publicado no Diário Oficial.
"O Conselho dos Ministros assume as funções e as competências que correspondem ao Conselho de Governo da Generalitat da Catalunha", informa o Diário Oficial, destacando que os ministros de Madri irão também cumprir seus cargos na região.
Nesta sexta-feira (27), Rajoy anunciou a intervenção na Catalunha através da inédita ativação do artigo 155, que suspende a autonomia da região e deve convocar novas eleições nos próximos meses.
A decisão do Senado ocorreu no mesmo dia em que o Parlamento da Catalunha decretou sua independência da Espanha, em decisões que marcaram o ápice da crise política entre os líderes dos dois lados.
No entanto, apesar da destituição, os representantes catalães ignoraram as medidas e mantiveram sua agenda para este sábado, que inclui uma reunião para preparar as "eleições constituintes" da nova "República catalã".
Um
dos ministros catalães, Josep Rull, se manifestou publicamente sobre a
decisão do governo espanhol e disse que o Parlamento e seus líderes
continuarão "andando adiante".
- Polícia: Além de destituir as lideranças e o Parlamento catalão, o decreto no Diário Oficial anunciou a destituição do comandante do Mossos d'Esquadra, a polícia local. Josep Lluis Trapero foi removido por ordem do Ministério do Interior por conta de não ter seguido as ordens do governo de Madri e impedido as manifestações em Barcelona em 20 e 21 de setembro.
Em nenhum momento os Mossos se colocaram contra a população, ignorando as ordens do governo espanhol e mantendo a segurança dos catalães - inclusive no dia do referendo separatista que foi considerado "ilegal" pela Espanha.
De acordo com a mídia da capital da região, cerca de 150 funcionários do então governo catalão foram destituídos de seus cargos nas últimas 24 horas.
Puigdemont diz que Catalunha fará 'resistência democrática'
Carles Puigdemont fez um pronunciamento neste sábado em que recusa a destituição e diz que a região fará uma "resistência democrática" às atitudes de Madri.
Segundo Puigdemont, os catalães farão uma "oposição democrática à aplicação do artigo 155", que retirou a autonomia e colocou a região sob o governo de Madri, e afirmou que a decisão é uma "agressão premeditada à vontade expressa pelo povo catalão".
No pronunciamento, que foi transmitido pela emissora local "TV3", o líder apareceu com as bandeiras da Catalunha e da União Europeia como cenário - mesmo os europeus não tendo reconhecido a decisão do Parlamento de declarar independência à Espanha.
"Ontem vivemos um dia histórico. O Parlamento da Catalunha cumpriu com aquilo que os cidadãos votaram no dia 27 de setembro. Em uma sociedade democrática, são os parlamentos quem elegem os governos e destituem presidentes", disse referindo-se à decisão de intervenção de Madri.
Puigdemont informou que a vontade dos políticos locais é de "seguir defendendo de forma pacífica a independência".
"Não queremos a razão da força, mas seguiremos trabalhando para construir um país livre", disse ainda.
As informações são do JB , com Agência Ansa
Edição da Agência Baluarte
No entanto, Puigdemont não reconhece destituição e diz que fará 'resistência democrática'.
A região da Catalunha amanheceu neste sábado (28) sob o comando político do governo espanhol, após a destituição do então presidente, Carles Puigdemont, e de seu vice, Oriol Junqueras.O premier espanhol, Mariano Rajoy, designou os poderes e as funções administrativas para sua vice, Soraya Saenz, segundo informou um boletim do Estado espanhol publicado no Diário Oficial.
"O Conselho dos Ministros assume as funções e as competências que correspondem ao Conselho de Governo da Generalitat da Catalunha", informa o Diário Oficial, destacando que os ministros de Madri irão também cumprir seus cargos na região.
Nesta sexta-feira (27), Rajoy anunciou a intervenção na Catalunha através da inédita ativação do artigo 155, que suspende a autonomia da região e deve convocar novas eleições nos próximos meses.
A decisão do Senado ocorreu no mesmo dia em que o Parlamento da Catalunha decretou sua independência da Espanha, em decisões que marcaram o ápice da crise política entre os líderes dos dois lados.
No entanto, apesar da destituição, os representantes catalães ignoraram as medidas e mantiveram sua agenda para este sábado, que inclui uma reunião para preparar as "eleições constituintes" da nova "República catalã".
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Puigdemont recusa a
destituição e diz que a região fará uma "resistência democrática".
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- Polícia: Além de destituir as lideranças e o Parlamento catalão, o decreto no Diário Oficial anunciou a destituição do comandante do Mossos d'Esquadra, a polícia local. Josep Lluis Trapero foi removido por ordem do Ministério do Interior por conta de não ter seguido as ordens do governo de Madri e impedido as manifestações em Barcelona em 20 e 21 de setembro.
Em nenhum momento os Mossos se colocaram contra a população, ignorando as ordens do governo espanhol e mantendo a segurança dos catalães - inclusive no dia do referendo separatista que foi considerado "ilegal" pela Espanha.
De acordo com a mídia da capital da região, cerca de 150 funcionários do então governo catalão foram destituídos de seus cargos nas últimas 24 horas.
Puigdemont diz que Catalunha fará 'resistência democrática'
Carles Puigdemont fez um pronunciamento neste sábado em que recusa a destituição e diz que a região fará uma "resistência democrática" às atitudes de Madri.
Segundo Puigdemont, os catalães farão uma "oposição democrática à aplicação do artigo 155", que retirou a autonomia e colocou a região sob o governo de Madri, e afirmou que a decisão é uma "agressão premeditada à vontade expressa pelo povo catalão".
No pronunciamento, que foi transmitido pela emissora local "TV3", o líder apareceu com as bandeiras da Catalunha e da União Europeia como cenário - mesmo os europeus não tendo reconhecido a decisão do Parlamento de declarar independência à Espanha.
"Ontem vivemos um dia histórico. O Parlamento da Catalunha cumpriu com aquilo que os cidadãos votaram no dia 27 de setembro. Em uma sociedade democrática, são os parlamentos quem elegem os governos e destituem presidentes", disse referindo-se à decisão de intervenção de Madri.
Puigdemont informou que a vontade dos políticos locais é de "seguir defendendo de forma pacífica a independência".
"Não queremos a razão da força, mas seguiremos trabalhando para construir um país livre", disse ainda.
As informações são do JB , com Agência Ansa
Edição da Agência Baluarte
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