Apenas o ministro Vital do Rêgo votou contra os termos da capitalização da estatal elétrica
Com sete votos favoráveis e apenas um contrário, o Tribunal
de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (18) a proposta do governo
Bolsonaro para privatizar a Eletrobras.
Nesta segunda etapa de análise do processo, os ministros da
corte avaliaram os parâmetros da faixa de valor para precificação das ações que
serão ofertadas ao mercado. A privatização será feita por meio da pulverização
do controle da União.
O acórdão do TCU incluirá algumas ressalvas e recomendações.
Esses detalhes, contudo, já vinham sendo antecipados pelo governo federal.
O único voto contrário foi o de Vital do Rêgo, ministro que
apontou uma subavaliação de R$ 46 bilhões no valor da empresa, na
primeira fase de análise da operação.
O plano do governo é liquidar o controle da estatal, a maior empresa do setor de geração do país, até o início de julho.
| O ministro Vital do Rêgo: voto vencido. |
A intenção é evitar uma oferta no verão no Hemisfério Norte,
que começa em 21 de junho. Durante esse período, a liquidez do mercado de
capitais tende a diminuir. Além disso, o governo quer evitar a proximidade com
as eleições.
O aval do TCU era apontado, no mercado financeiro, como o
principal fator de risco para a concretização da capitalização. Agora, as principais
ameaças à privatização se concentram nas ações contrárias à operação no Supremo
Tribunal Federal (STF).
Uma liminar pode comprometer o calendário planejado, ao
encavalar o cronograma com o fechamento do balanço do 2º trimestre e empurrar a
privatização para a reta final da corrida eleitoral.
No governo federal, que manteve uma articulação intensa
nos últimos meses com ministros do TCU e agentes políticos, vencida esta etapa
no TCU, a privatização é dada como certa.
De fato, desde a proposição da MP da Eletrobras, a operação
é questionada no STF sem que nenhuma decisão contrária tenha sido
tomada. Ações partem não apenas do PT, de Lula, e de siglas de
esquerda e centro-esquerda contrárias à privatização em si. Os liberais
do Novo foram contra a MP.
O mercado de energia teme os efeitos da concentração
das grandes hidrelétricas do país nas mãos de uma corporação privada. Até
mesmo especialistas favoráveis à privatização são contra a capitalização e
apontam inconstitucionalidades na MP e na lei final, como a contratação
obrigatória de térmicas e PCHs.
GUSTAVO GUADARDE
EDIÇÃO DE ANB
Postagens mais visitadas
-
Carlos Brandão e a mentira do ''governo municipalista'', uma invencionice familiar, um engodo para deixar os prefeitos de pi...
-
LEIA NA ÍNTEGRA O POEMA ‘METAFÍSICA EM ANGELINA CROW’ DA OBRA INÉDITA ODE TRISTE PARA AMORES INACABADOS DE AUTORIA DO ENSAÍSTA E POETA RIBAM...
-
A volta dos que não foram Em vistas das vagas aumentarem em mais de 9% nas câmaras que representam populações aci...
-
Os mais de 230 mil ribamarenses distribuídos nas áreas Limítrofes, Sede, Vilas e Zona Rural caem no debate das eleições a 19 meses do pleito...
-
"Os mandados [de busca da Operação Compliance Zero] de quinta-feira marcaram a mais recente de uma série de operações destinadas a reve...
-
A nudez despudorada POR FERNANDO ATALLAIA DIRETO DA REDA ÇÃ O Um grupo de mulheres vem tirando a roupa nas noites de São Luís ...
-
De toda a massa do eleitorado, três quartos (74,8%) estão concentrados nos dez estados mais populosos do Brasil: São Paulo, Minas Gerais, Ri...
-
Para a grande maioria dos ludovicenses que acompanhou nos últimos 7 dias a polêmica envolvendo o aviltamento imposto pela prefeitura de São ...
-
26% DAS CITAÇÕES, SEGUNDO O IPPI. WEVERTON ROCHA VEM EM SEGUIDA COM 23,4% E ROBERTO CRAVA 18,3% A pesquisa do Instituto consultou 1.500 elei...
-
Vereador Henrique Queen é o mais atuante em Ribamar, aponta pesquisa Por Fernando Atallaia Da Agência Baluarte atallaia.balu...
Pesquisar em ANB
Nº de visitas
Central de Atendimento
Denúncias, Sugestões, Pautas e Reclamações: agencia.baluarte@hotmail.com
atallaia.baluarte@hotmail.com
Sua participação é imprescindível!
0 comentários:
Postar um comentário