terça-feira, 21 de janeiro de 2020
São José de Ribamar ‘pegando fogo’
Militância de pré-candidatos cai em campo em defesa de seus líderes
Por trás do amplo debate, acusações, achincalhes e pequenas covardias forjam o tecido das discussões  na terceira maior cidade do Maranhão
Nas entrelinhas, as intenções de grande parte da militância é  clara:  apenas chegar ao Poder

POR FERNANDO ATALLAIA
EDITOR DE ELEIÇÕES DA AGÊNCIA BALUARTE

Daqui a quatro anos quando termina o governo do próximo prefeito eleito de São José de Ribamar, os mais de 230 mil ribamarenses terão como testemunho do pleito de 2020 para as futuras gerações, um registro  de que a eleição deste ano serviu para revelar uma militância apaixonada, mas , sobretudo preocupada em chegar ao Poder.
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SARNAMBI PRA MEIA DÚZIA Um registro  de que a eleição deste ano serviu para revelar uma...
Nos últimos três dias, a postura de grande parte dos adeptos dos grupos dos principais pré-candidatos desceu à vala comum, e entre achincalhes e pequenas covardias o sentimento do ‘vale tudo’ pelo seu líder tomou conta da Balneária. Não à toa, num cenário trespassado pela politicalha, uma    certa síndrome da retidão aponta para uma cidade diluída ao longo dos últimos 15 anos.

Exemplo factual, a devassa realizada no Legislativo pautou o debate em torno da busca de probidade e alternância na Câmara. Uma casa dominada pela corrupção, mandonismo  e prepotência de seu presidente. Pré-candidatos a Vereador deste ano intitularam nas redes os atuais 17 parlamentares de ‘ratos’. A fome de poder em São José de Ribamar, de fato, é descomunal e tem explicação: o conjunto dos vereadores eleitos   na última   década, ostenta regalias, carrões, mansões e dinheiro aos baldes, criando um eleitor que antigamente, passivo, hoje é o pré-candidato da vez. Mas mais que isso: na população esse desvio de conduta acabou por forjar, dentro de um ambiente de pobreza e miséria extrema,  um ribamarense ávido por também desfrutar o que seus eleitos  em quatro anos jactanciam-se de ter obtido em bens e propriedades.

Debate reles, pobre- As discussões, caracterizadas por questiúnculas desnecessárias, no mais das vezes revelam na Balneária   a falta de articulação dos pré-candidatos a Prefeito. A ausência de coordenadores preparados que elevem o debate ao nível do que anseia a cidade, nos dias atuais, é um aspecto presente e fará toda diferença nas próximas pesquisas.
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Numa fremente escalada de constrangimento à dignidade local.
Em matérias da Agência Baluarte publicadas em 2019, um novo eleitor ribamarense foi identificado há cerca de seis meses. Ele está cansado da troca de acusações entre grupos políticos e ameaça votar nulo em outubro. O perfil se traduz no munícipe que prefere propostas e ideias originais a avalanche de boatos, fuxiquismos e provocações baratas.

Analistas da realidade ribamarense acreditam que esse eleitor decidirá quem será o próximo prefeito de São José de Ribamar. Apesar da onda instantânea de participação nas redes influenciar de alguma maneira o pleito, o ambiente virtual ainda não delimita espaços e conceitos. Não forma opinião por seu caráter gasoso, fugidio.

Sarnambi pra meia dúzia- São muitos os prejuízos causados pelo grupo que vem governando São José de Ribamar com a mesma retórica e forma de administrar já não mais cabíveis à realidade encontrada hoje no município, mas, ainda assim, o grupo liderado por Fernando Moura da Silva/Eudes Sampaio partiu para o ataque a quem consideram seus principais adversários. Na lista negra dos arremessos, os pré-candidatos Dr. Julinho e Jota Pinto. 

Integrando o bojo da lacaiada governista, lideranças ludibriadas creem que viriam a participar de uma  improvável continuidade da gestão de Sampaio na Prefeitura. Ledo engano: elas na verdade vem sendo usadas pelo sistema de trituração de reputações sempre em voga na Balneária a cada eleição, para logo após, serem descartadas.
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Não responde a 10% das demandas sociais de São José de Ribamar. A única forma encontrada pelo representante da...
O sarnambi em São José de Ribamar nas gestões de Moura/Sampaio é para apadrinhados, pseudos preparados de São Luís e demais almofadas de uma burguesia contemplada por ambos. Aos ribamarenses cabe o lamber das botas numa fremente escalada de constrangimento à dignidade local.

Por outro lado, Eudes Sampaio insiste na reeleição num momento onde já se tornou público nas quatro regiões da Balneária que o seu projeto é apenas de Poder. Quer manter alojados, cupinchas bajuladores e técnicos medianos numa gestão engessada que não responde a 10% das demandas sociais do município. A única forma encontrada pelo representante da desistência de Moura é investir na imagem já amplamente desconstruída pelas 139 comunidades locais. Eudes foi o vice em todas as gestões do grupo nos últimos anos. Inclusive naquela que ele e aliados acusam de ter destruído a cidade.

Uma contradição difícil de ser explicada.

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