quarta-feira, 31 de maio de 2017
Mauro Sérgio Correia, presidente do Sindguarda


Nos últimos meses o Sindicato dos Guardas Municipais de São José de Ribamar-Sindguarda se viu arrolado a diversas polêmicas que expuseram as demandas da categoria junto ao novo governo do prefeito Luis Fernando Silva, do PSDB, à opinião pública. A atual gestão do sindicato afirma que os pleitos não vêm sendo atendidos pela atual administração municipal. 


Mauro Sérgio Correia já foi comandante da Guarda Municipal de São José de Ribamar e partiu para o front do debate. À frente da entidade representativa dos guardas da cidade, Correia como é mais conhecido, em breve entrevista a Agencia Baluarte esclareceu pontos importantes da acalorada discussão que vem norteando o cotidiano de guardas, governo e lideranças ligadas à segurança pública na terceira maior cidade do Maranhão. Boa leitura:


POR FERNANDO ATALLAIA

EDITOR-CHEFE DA AGÊNCIA BALUARTE



Agencia Baluarte- Em 5 meses da atual gestão, o que a categoria ganhou ou perdeu neste início do novo Governo? 


Mauro Sérgio Correia- Infelizmente não avançamos e sim retrocedemos, a partir do momento que o prefeito reviu a Secretaria Municipal de Segurança- SEMUSP e retornou ao velho modelo da Secretaria de Transportes e Trânsito- SEMTRANS, enquanto em todo Maranhão criaram ou estão criando Secretarias Municipais de Segurança. Quem perdeu foi a população ribamarense. Uma cidade de potencial turístico e a 3ª maior cidade do Maranhão e com índice de violência alto, sem uma secretaria desse porte. A Guarda se fosse bem preparada,  qualificada com cursos na área ajudaria a Polícia Militar nas ações ostensivas, mas nem do fardamento temos  previsão de quando iremos receber: o guarda anda de qualquer jeito, a carteira funcional ainda não foi entregue; progressões do tempo de serviço está parada e os critérios de cargos comissionados dentro da nossa Guarda são preenchidos por pessoas alheias ao quadro da Guarda descumprindo a Lei Federal 13022 no seu artigo 15 que diz que todos os cargos tem que ser ocupados por guarda de carreira comissionado, fazendo horas extras no posto, exercendo a função do guarda. Isso aí já é um grande desrespeito, um retrocesso enorme. Hoje a instituição Guarda Municipal de São José de Ribamar  é a pior referência do Maranhão entre as Guardas por mau gerenciamento. 

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O presidente do Sindicato dos Guardas de São José de Ribamar, Mauro Sérgio Correa: ''Infelizmente o gestor Luis Fernando Silva está tratando as entidades legítimas com desrespeito. O Sindguarda enviou mais de 20 ofícios solicitando uma audiência com o prefeito e até hoje em cinco meses nunca fomos atendidos''. 

Agencia Baluarte- Parte dos membros da própria Guarda atribui ao Sindguarda certa motivação politica nas deliberações do sindicato. Essa especulação é verdadeira? 


Mauro Sergio Correia- Não. O Sindguarda  não tem direcionamento político, e sim sindical. Nosso objetivo é vê a nossa Guarda sendo valorizada para desempenhar um  bom serviço. O bem-estar da população ribamarense é nosso maior alvo. Isso é o que buscamos: um sindicato combativo e independente. 


Agencia Baluarte- Como é hoje a relação entre o Sindguarda e o governo do prefeito Luis Fernando Silva no tocante às demandas pleiteadas em São José de Ribamar? 


Mauro Sérgio Correia- Infelizmente o gestor Luis Fernando Silva está tratando as entidades legítimas com desrespeito. O Sindguarda enviou mais de 20 ofícios solicitando uma audiência com o prefeito e até hoje em cinco meses nunca fomos atendidos. Já que ele(prefeito) não quer nos  receber que  envie algum secretário do Governo,  mas esse tratamento é para  todas as entidades. Não recebe para discutir soluções e ponto. Se o Sindguarda é o problema, como alegam, vamos continuar sendo porque não vamos nos calar sobre as irregularidades dessa administração no âmbito da SEMTRANS e já fizemos essas denúncias ao Ministério Público que até o momento não apresentou uma resposta ao sindicato. Ações feitas são inúmeras, como remoção de servidores de boca sem justificativa para tais remoções; vários cargos comissionados fazendo horas extras no posto que era atribuição da Guarda e tudo isso com aval do Comandante Pires, que além de ser comandante  está como presidente da Associação dos Guardas de São José de Ribamar, acumulando funções como gestor e ao mesmo tempo como representante da categoria, o que é imoral e antiético. Então essa Secretaria está sendo gerenciada com toda finalidade, menos a de proporcionar uma Guarda Municipal de elite. Só promessas e mais promessas. O prefeito deve entender que o palanque acabou e que devemos trabalhar pela segurança da população ribamarense. Não se faz gestão na democracia sem diálogo, sem ouvir, debater e discutir soluções e hoje em Ribamar a lógica da forma de governar é a do ‘Eu é que mando, eu é que posso, eu é que faço e pronto’. Luis Fernando terá que ouvir o sindicato. Está na Constituição. Se não for através do diálogo, vai ser via Justiça, pois continuaremos combativos, cobrando os direitos do Guarda Municipal ribamarense e sempre ao lado dele.

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