quarta-feira, 29 de julho de 2026

O levantamento registra candidatos a governador que declararam apoio, firmaram entendimento político com reciprocidade presidencial ou deram sinalização consistente de alinhamento. A presença do partido do presidenciável em uma coligação estadual, isoladamente, não significa que o candidato ao governo apoiará seu nome para o Planalto.

https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/120853/lula-tem-palanque-em-26-unidades-federativas-flavio-ainda-busca-oito

Um comentário:


  1. MONIQUE WITTIG E A DISSIDÊNCIA POLÍTICA

    Você já parou para pensar na heterossexualidade não apenas como um afeto ou orientação, mas como um regime político? É impossível avançar nos estudos de gênero e sexualidade contemporâneos sem cruzar com as ideias revolucionárias da escritora, filósofa e teórica francesa Monique Wittig (1935–2003).

    ✍️ Quem foi ela?
    Nascida na França, Wittig foi uma das figuras centrais da segunda onda do feminismo e uma das mentes mais brilhantes do feminismo materialista. Transitando entre a literatura e a filosofia política, ela aliou a militância prática à produção teórica densa, tornando-se uma precursora fundamental das teorias queer e do pensamento lésbico contemporâneo.
    Sua principal contribuição:
    A grande virada de chave deixada por Wittig — eternizada em sua famosa obra "O Pensamento Hétero" — foi a denúncia de que as categorias "homem" e "mulher" não são dados biológicos naturais, mas sim classes sociais criadas e mantidas pela opressão do regime heterossexual. Ao cunhar a provocativa e histórica frase "as lésbicas não são mulheres", ela demonstrou que a recusa ao contrato heterossexual quebra a própria estrutura política que define o conceito social de "mulher". Wittig nos ensina que, para destruir o patriarcado, precisamos desmontar as suas categorias conceituais primárias.

    🔍 O Grupo Tibira entra em cena:
    Compreendendo o tamanho desse legado e a urgência de tensionar essas normas que ainda hoje organizam nossos corpos e vivências, o Grupo de Beira anuncia que vai se debruçar intensamente sobre a vida e a obra de Monique Wittig.

    Queremos investigar como suas ficções utópicas e seus ensaios materialistas nos oferecem ferramentas críticas para ler o presente, construir alianças e imaginar novos horizontes de liberdade.

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