quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Como é viver com esquizofrenia?
Cerca de uma em cada 100 pessoas terá esquizofrenia no decorrer da vida; ainda assim, trata-se de um dos transtornos mentais mais estigmatizados e incompreendidos. Vamos falar de esquizofrenia com compreensão e sem estigmas?
Cerca de uma em cada 100 pessoas terá esquizofrenia no decorrer da vida; ainda assim, trata-se de um dos transtornos mentais mais estigmatizados e incompreendidos. Vamos falar de esquizofrenia com compreensão e sem estigmas?
Cerca de uma em cada 100 pessoas terá
esquizofrenia no decorrer da vida; ainda assim, a doença continua sendo
um dos transtornos mentais mais estigmatizados e incompreendidos.
Para esclarecer alguns equívocos a respeito da
doença, três pessoas que sabem exatamente o que é viver com
esquizofrenia compartilharam suas experiências.
Existem vários tipos de esquizofrenia, cada qual com diferentes características.
Rebecca Dignum foi diagnosticada com transtorno
esquizoafetivo, que pode causar sintomas de esquizofrenia e
bipolaridade, depois de seu primeiro episódio psicótico, em novembro de
2011, quando tinha 20 anos.
| ''Preciso de qualidade de vida. Preciso de alguém que me ame, que cuide de mim, que pense em mim''. |
“O que realmente me frustra são as pessoas que não entendem”, disse ao The Huffington.
“É a atitude, as suposições que as pessoas fazem porque não entendem sua doença.”
De acordo com o Serviço Nacional de Saúde (NHS,
na sigla em inglês) do Reino Unido, a esquizofrenia é uma doença de
longo prazo que pode causar uma variedade de sintomas psicológicos, como
alucinações, pensamentos confusos e delírios.
As pessoas muitas vezes erroneamente igualam a
esquizofrenia ao comportamento violento, mas os portadores do transtorno
raramente são perigosos.
Tim Salmon, que cuida do filho que sofre de esquizofrenia há mais de 25 anos, descreve o transtorno como “uma doença do cérebro”.
“Destrói a capacidade normal das pessoas de lidar com sensações comuns do cotidiano, ter amigos, um emprego, organizar coisas”, diz.
''De certa forma destrói a lógica do seu pensamento.”
Yvonne Stewart-Williams, que foi diagnosticada com
esquizofrenia paranoide há 22 anos, diz que as pessoas com o transtorno
têm necessidades que vão muito além da medicação, assim como qualquer
pessoa.
“Preciso de qualidade de vida. Preciso de alguém que me ame, que cuide de mim, que pense em mim”, diz.
“Algumas pessoas precisam até mesmo de um parceiro. Não são animais, afinal de contas.”
“Me dê um pouco de dignidade, por favor.”
Uma coisa que afeta seriamente as vidas de pessoas
como Rebecca, Yvonne e Tim são as verbas do governo destinadas à saúde
mental.
Os centros de saúde mental na Inglaterra tiveram
seus orçamentos cortados em mais de 8% entre 2014-2015 em comparação ao
período 2010-2011 e, embora os os transtornos mentais respondam por 28%
de todos os custos com doenças no Reino Unido, recebem atualmente apenas
13% do orçamento do NHS.
Segundo Tim, quando a pessoa é diagnosticada com esquizofrenia, recebe alta do hospital e, na maioria das vezes, é “deixada à sua própria sorte”.
“Recomendam uma pessoa que coordenará os
cuidados, que será responsável por seu tratamento, mas, fora a
medicação, você não recebe ajuda com as coisas que as pessoas realmente
precisam de ajuda”, diz.
“[Coisas] como se manter limpo, manter a casa
limpa, se alimentar corretamente. Tudo isso são coisas que as pessoas
com esquizofrenia normalmente não conseguem lidar, e elas não recebem
ajuda para isso.”
As informações são da repórter Rachel Moss, do The Huffington Post
Edição da Agência Baluarte
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