quinta-feira, 12 de março de 2015
Até Viagra entrou nos esquemas de propina do governo petista
O doleiro Alberto Youssef – peça central da Operação Lava Jato – afirmou em sua delação premiada que o esquema de arrecadação de propina do PP via José Janene (PP-PR) – morto em 2010 – atuou também no Ministério da Saúde e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), chegando a render comissionamentos sobre uma transação envolvendo o medicamento Viagra.
“O PP possuía cargos importantes no Ministério da Saúde e na Anvisa, tendo recebido comissionamentos junto a laboratórios”, disse Youssef, em depoimento no dia 21 de outubro de 2014, dentro de seu acordo de delação premiada – agora sem sigilo.
Ele atribui a informação a Janene – o ex-líder do PP, que foi pego no mensalão do PT e desencadeou a origem da Operação Lava Jato.
| Potente até nos esquemas de propina |
Aos investigadores, Youssef disse lembrar que o laboratório Pfizer era um dos envolvidos, “sendo a operação ligada ao medicamento Viagra” – lançado no fim da década de 90.
Composto de citrato de sildenafila, o Viagra é usado no tratamento da disfunção eréctil no homem. O fármaco também é usado como medicamento para hipertensão pulmonar – nesse caso, a Lava Jato já investigava a atuação, em 2014 do doleiro, no Ministério, via laboratório Labogen.
Valores
A recordação sobre o caso do Viagra, segundo o doleiro, era “em especial por conta de Janene ter recebido amostras grátis desse medicamento e distribuído a amigos em tom de brincadeira”.
Segundo ele, isso ocorreu entre 2002 e 2003. O doleiro declarou que recebeu “valores das mãos de Janene, acreditando que isso tenha ocorrido por quatro ou cinco vezes, totalizando cerca de R$ 1,5 milhão”.
O dinheiro era recebido “em espécie e em reais, em São Paulo”, em hotéis onde Janene se hospedava. Um deles, na Alameda Campinas, próximo a uma cantina italiana”, detalhou o doleiro.
Youssef contou que recebia e transportava até Brasília, “sendo os recursos entregues no apartamento funcional de Janene”. Segundo ele, “a influência de Janene junto ao Ministério da Saúde tenha durado pouco tempo, entre 2002 e 2003, aproximadamente”.
Do Estadão, com edição do GI Portal
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