sábado, 6 de janeiro de 2018

O escritor, jornalista e romancista Carlos Heitor Cony morreu na noite desta sexta-feira (5) aos 91 anos no Rio de Janeiro

O escritor, jornalista e romancista Carlos Heitor Cony morreu na noite desta sexta-feira (5) aos 91 anos no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Samaritano. A informação foi confirmada pela ABL (Academia Brasileira de Letras), da qual ele era membro desde 2000.

Cony nasceu em 14 de março de 1926, em Lins de Vasconcelos, zona norte do Rio de Janeiro, e fora considerado “mudo” pela família até os quatro anos de idade. Em 1941, quando já estava com 15 anos, uma cirurgia poria fim ao problema. De 1938 a 1945 ficou no Seminário Arquidiocesano de São José, no Rio Comprido. Saiu aos 19 anos antes de ordenar-se padre.

Publicou contos, crônicas e romances. Seu romance mais famoso é de 1995, Quase Memória, que vendeu mais de 400 mil exemplares. Seu romance A Casa do Poeta Trágico foi escolhido o Livro do Ano, obtendo o Prêmio Jabuti, na categoria ficção. Seu último livro foi A morte e a vida, de 2007, sobre o polêmico tema da eutanásia.

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Publicou contos, crônicas e romances. Seu romance mais famoso é de 1995, Quase Memória, que vendeu mais de 400 mil exemplares.
Trabalhou como funcionário público da Câmara Municipal do Rio de Janeiro até 1952, quando se tornou redator da Rádio Jornal do Brasil.

Em 1960 entrou para o Correio da Manhã. Em 1964 o jornal publicou dois editoriais a favor da tomada do poder pelos militares: Basta e Chega, no jornal Correio da Manhã.
Cony se arrependeu de apoiar a queda de Jango, tendo sido preso seis vezes pela ditadura militar e também enquadrado na Lei de Segurança Nacional pelo então ministro da Guerra, General Costa e Silva (que mais tarde se tornaria presidente). Em 1965 foi demitido do Correio da Manhã, após escrever artigos críticos à ditadura.

Depois do AI-5, em 1968, quando a situação ficou insustentável, Cony aproveitou um convite para ser jurado do prêmio Casa de las Americas e viveu quase um ano em Havana, em Cuba. Retornou ao Brasil para assumir um cargo no grupo “Manchete”, a convite de Adolpho Bloch.
Atualmente Cony era colunista da “Folha de S. Paulo” e comentarista da rádio CBN.


Em julho do ano passado, saiu, em seu artigo no jornal Folha de São Paulo em uma espécie de defesa indireta à três figuras políticas mergulhadas em denúncias de corrupção: Aécio Neves, Sérgio Cabral e Rodrigo Maia.


AS INFORMAÇÕES SÃO DA REVISTA FÓRUM
EDIÇÃO DE FERNANDO ATALLAIA

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