segunda-feira, 6 de março de 2017
Som na Praça deverá acontecer inicialmente na Sede da cidade

POR FERNANDO ATALLAIA
DIRETO DA REDAÇÃO

O cantor Fran Moreira que desponta, atualmente, em São José de Ribamar como o principal intérprete de MPB da cidade balneária, promete para os próximos meses movimentar a cena musical da terceira maior cidade do estado. Fran concebeu o projeto Som na Praça que visa levar arte, formar plateias para a produção local e proporcionar aos ribamarenses entretenimento inteligente e de qualidade.

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Despontando como principal cantor de São José de Ribamar, Fran Moreira anuncia Som na Praça: projeto deverá ser realizado já nos próximos meses na cidade balneária. 
Som na Praça, segundo o cantor, é uma iniciativa que congregará o público carente de boas opções musicais em São José de Ribamar. ‘’Pensei esse projeto com o objetivo de fortalecer a Música Popular Brasileira que é a música de nosso país, mostrando os talentos de nossa cidade e os valores artísticos de Ribamar, uma cidade repleta de artistas; queremos reunir o público amante da boa música. Já demos entrada na Secretaria de Cultura da cidade para realizarmos já nos próximos meses’’, anuncia Moreira.

Proveniente dos movimentos musicais de São José de Ribamar, Fran Moreira é vocalista da banda Humble, conhecida pela postura independente e vasto repertório de apelo pop. A banda, que vem a cada dia ganhando admiradores e fãs por toda cidade balneária, faz um passeio pela obra de grandes compositores da MPB, primando pelas versões originais.

Presidente do Partido Ecológico Nacional, Jota falou sobre aquela que vem sendo considerada a eleição mais concorrida da história do Maranhão

POR FERNANDO ATALLAIA
DIRETO DA REDAÇÃO

Definitivamente 2018 já chegou ao seio dos partidos políticos do estado. E para melhor exemplificar essa constatação, o presidente do Partido Ecológico Nacional-PEN no Maranhão, Jota Pinto, em declaração a Agência Baluarte, adiantou que o partido presidido por ele já começa traçar metas para o pleito.

''O PEN se diferencia de muitas legendas por pensar o processo político maranhense a médio, longo prazo, e com olhar sempre voltado para o desenvolvimento do estado. Queremos um Maranhão melhor a cada eleição, por isso sempre nos antecedemos'', afirmou Jota.
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Jota Pinto, presidente estadual do PEN: partido fortalecido para 2018. 
Com presença marcante no campo político maranhense, pontuada pela atuação de 57 vereadores,6 vice-prefeitos,  e dois deputados ( um na Alema, outro na Câmara Federal) o PEN é,  tradicionalmente, um dos partidos que mais participa da configuração eleitoral do Maranhão e dos debates arrolados ao cenário político. 

''Poderia relacionar aqui centenas de conquistas estruturais do PEN para o povo do Maranhão. O partido virá forte em 2018 e não se desviará do foco que é contribuir para o crescimento do estado. Pretendemos encampar a candidatura que mais estiver situada dentro do interesse público e das aspirações dos maranhenses’’, adiantou Jota Pinto.

O novo papel da educação pública no Brasil


A Medida Provisória que reformula o ensino médio, agora Lei 13.415/2017, tem gerado inúmeras desconfianças e um debate controverso, sofrendo críticas por parte dos profissionais da educação, especialistas da área, e principalmente pelos estudantes de todo o país, o que tem levado o governo a investir pesadamente em publicidade para o convencimento acerca do tema.
Não restam dúvidas, contudo, sobre a necessidade de aperfeiçoar o ensino médio. Escolas sucateadas, professores mal remunerados, ausência de docentes com formação específica em inúmeras áreas são alguns dos predicados que remetem aos baixos índices educacionais brasileiros. A baixa qualidade do ensino oferecido em grande parte das escolas públicas tem alijado os jovens de um futuro promissor, tornando-os incapazes de uma inserção produtiva no mercado de trabalho tanto quanto impossibilitado o prosseguimento dos estudos em nível superior. É a escola do “nem-nem”, que não prepara nem para o trabalho, nem para a vida. Não raras vezes, em meio a tamanha precariedade, as escolas têm se resumido a um “depósito de jovens”, capazes de garantir por algumas horas a permanência dos estudantes enquanto seus pais trabalham, num ambiente em que é impossível desenvolver qualquer coisa que se aproxime do que entendemos por educação.
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Para dar conta dessa lacuna, o que se propõe para o itinerário de formação técnica é a oferta por meio de parceria com o setor privado de ensino, servindo-se do recurso público do FUNDEB. 
Nesse contexto, há urgência em definir medidas que reconduzam a educação pública a um patamar aceitável, com caráter verdadeiramente emancipatório, capacidade para ser um dos pilares de desenvolvimento do país, e de forma acessível a todos, conforme preconiza a nossa Constituição. Por que então as críticas à atual iniciativa em reformular esse modelo, que tem se mostrado tão fracassado? Para responder a essa questão, traz-se à discussão alguns pontos da reforma:
A primeira e mais evidente fragilidade do novo ensino médio diz respeito ao currículo dividido em duas partes: uma parte comum de 1800 horas e outra dividida em cinco itinerários, em que o estudante deverá cursar aquilo que a escola ofertar. E é importante frisar que a maioria das escolas não possui a mínima condição de proporcionar os cinco itinerários formativos, o que torna a possibilidade – ou liberdade, como diz a propaganda do governo – dos estudantes escolherem seus itinerários uma grande falácia. Menor ainda é a capacidade de ofertar o itinerário formativo do ensino técnico, que requer estrutura específica de laboratórios, equipamentos e materiais didáticos, uso de tecnologias, além de professores especializados nas diferentes áreas técnicas. A reforma começa mal ao vender aquilo que não é capaz de entregar. Para viabilizar esse modelo seria necessário um massivo investimento na estruturação das escolas de todo o país e uma ampla contratação de professores, uma realidade distante com a atual perspectiva de um orçamento congelado por vinte anos, como estabelecido recentemente através emenda constitucional.
Para dar conta dessa lacuna, o que se propõe para o itinerário de formação técnica é a oferta por meio de parceria com o setor privado de ensino, servindo-se do recurso público do FUNDEB. Aqui reside outro ponto de polêmica: pretende-se retirar recurso do ensino fundamental, da educação infantil e das creches – igualmente precarizadas – para “comprar” vagas no setor privado, muito possivelmente nas instituições do sistema “S” (SENAC, SEBRAE, SENAR, SENAI, SENAT, etc.). Além disso, cai a exigência de professor formado na área, flexibilizando a possibilidade de lecionar àqueles que atestarem “notório saber” em qualquer habilitação técnica. É a precarização da atividade docente em níveis inimagináveis.
Somente esses elementos seriam suficientes para colocar sérias dúvidas na capacidade da reforma produzir alguma melhora em nosso sistema de ensino. Mas há pontos ainda mais controversos.
Nessa nova modelagem composta por um ciclo comum e itinerários formativos, é prevista ainda a possibilidade de concessão de certificados intermediários de qualificação para o trabalho, módulos com terminalidade específica. Em outras palavras, o estudante que cumprir um “módulo” – o ciclo comum, por exemplo – poderá obter um certificado parcial. Com os atuais índices de evasão escolar no ensino médio (maior do que em qualquer outro nível), em um país em que trabalhar é um imperativo para grande parte dos jovens, a certificação parcial é a carta branca para a interrupção precoce dos projetos educacionais em desenvolvimento. Especialmente daqueles pertencentes às camadas mais desfavorecidas. O que subjaz essa proposta é a diminuição do papel do Estado em relação à oferta de uma educação global, capaz de preparar para o trabalho ou para a universidade, aumentando as fileiras de trabalhadores semiespecializados. Percebe-se aqui certa natureza liberal e mercadológica da reforma, retomando o sentido da educação para a classe trabalhadora subalternizada no processo produtivo contemporâneo, reservando-lhe um lugar muito específico na atual divisão social do trabalho.
Ainda sobre as mudanças no currículo, as únicas disciplinas obrigatórias nos três anos do ensino médio serão português, matemática e inglês. Todas as outras, geografia, história, sociologia, filosofia, artes, educação física, física e química, por mais estranho que possa parecer, não serão obrigatórias, podendo ser abordadas de forma “diluída” nos itinerários formativos. Como bem descreveu Mônica Ribeiro, do Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio, apropriando-se do conceito do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, estamos diante do ensino médio “líquido”. Um retrocesso que desconsidera o processo histórico que levou à inclusão destes componentes nos currículos e a importância que reside em cada um. Ao não serem obrigatórios, assumem um caráter acessório, tornando o currículo escolar mais pobre, frágil e incompleto, definitivamente alicerçado na lógica da formação aligeirada e de caráter instrumental.
Resolve-se o problema da falta de professores de determinadas disciplinas pela supressão da obrigatoriedade destes componentes, diluindo-os nos itinerários formativos definidos em grandes áreas do conhecimento. Não que o rompimento com a lógica da segmentação do currículo disciplinar, dividido em “caixinhas” incomunicáveis, seja equivocada. Mas aqui vê-se um risco iminente de atenuar a ausência de professores com formação específica por docentes multifuncionais, capazes de abraçar uma “área” inteira. A ideia de trabalhar o currículo em áreas do conhecimento é interessante, e vai ao encontro do que o Exame Nacional do Ensino Médio tem exigido em termos de relacionamento de conteúdos numa abordagem transdisciplinar, mas dependendo da forma como esse currículo for operacionalizado nas escolas – tipicamente com quadros incompletos – pode representar o agravamento do atual cenário de ausências.
Tratam-se, como vemos, de mudanças profundas na estrutura do ensino médio tal como o conhecemos. Apesar da urgência na necessidade de traçar medidas que o qualifiquem, são mudanças que requerem um amplo debate com aqueles que há décadas têm se dedicado sobre o tema, o que a força da medida provisória suprime por completo. É preciso considerar o acúmulo de conhecimento empreendido até aqui e, mais do que isso, lançar um olhar sobre as diferentes experiências educacionais desenvolvidas ao longo da história. Nesse sentido, não há como não mencionar o modelo de ensino médio integrado à formação técnica que os Institutos Federais têm realizado em todo o país, desde 2008, reconhecido pelos melhores resultados em diferentes indicadores educacionais, à frente até mesmo das escolas privadas. Trata-se de um modelo exitoso de ensino médio, público, gratuito, desenvolvido pela rede federal de ensino, mas curiosamente ignorado na proposta que por hora se apresenta.
Segundo a última avaliação do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), se fosse um país, a Rede Federal estaria entre os primeiros colocados nas áreas analisadas. Em ciências, a Rede Federal recebeu 517 pontos, bem acima da média do Brasil – que soma as notas obtidas pelos estudantes das redes Federal, Estadual e Particular – que foi de 401. Se fosse um país, a Rede Federal teria ficado na 11.ª colocação, à frente de países como Coreia do Sul, Estados Unidos e Alemanha. Na área de linguagens, a pontuação da Rede Federal foi de 528 pontos, suficiente para deixá-la na segunda colocação entre os 70 países e territórios analisados, ficando atrás apenas de Singapura. Em matemática, a nota da Rede foi 488, bem acima da média geral do Brasil, que foi 377 pontos. Qual o segredo destes expressivos resultados da rede federal? Professores valorizados com planos de carreira equivalentes ao das universidades, estrutura física compatível, atividades de pesquisa e extensão associadas ao ensino e, principalmente, uma proposta pedagógica que dá um outro caráter para o ensino médio aliado com formação técnica: o princípio da integração.
O ensino médio dos Institutos Federais do ponto de vista filosófico encontra-se em posição diametralmente oposta ao novo ensino médio, ao encarar o trabalhador em suas múltiplas dimensões e o trabalho como um princípio educativo. E entender o trabalho como princípio educativo significa pensar o conhecimento à luz dos processos produtivos modernos e contemporâneos, tornado o saber algo apropriado por aquele que aprende. Por uma circunstância social e histórica brasileira, entende-se que o ensino técnico destina-se fundamentalmente à classe trabalhadora, que é quem em regra busca uma educação profissional, mas o currículo integrado não cabe nesses limites. Isto porque a integração não é uma questão didático curricular, mas antes de tudo uma questão epistemológica, instrumentalizando os seus egressos tanto para o mercado de trabalho quanto para o aprofundamento dos estudos, aliando ensino propedêutico e formação técnica com os princípios da emancipação, da formação crítica e reflexiva, da formação humanista, promovendo indivíduos capazes de transformar a si e à sociedade, e não apenas para alimentar uma demanda do mercado.
Isto explica também os melhores resultados dos Institutos Federais no Exame Nacional do Ensino Médio e vestibulares em geral. No último ranking do ENEM que incluiu as escolas técnicas federais com ensino médio integrado, realizado em 2015 (em 2016 estas escolas foram misteriosamente suprimidas do ranking), o melhor desempenho foi do Instituto Federal do Espírito Santo, à frente de instituições privadas e das escolas militares, que tradicionalmente ocupavam as melhores posições. Isto, em um cenário de capilaridade e interiorização dos campi pelos diferentes rincões do país, do Alegrete, no pampa gaúcho, à Coari, no interior do Amazonas, passando por periferias e zonas rurais, e com um sistema de ingresso caracteristicamente inclusivo, com reserva de vagas por cotas étnico-raciais e cotas para egressos de escolas públicas, o que não faz reunir propriamente a “crème de la crème” dos estudantes brasileiros. E, ao alçar com sucesso os seus egressos ao nível superior, os Institutos Federais não deixam de lado o seu papel de formar técnicos para o mercado, mas desenvolvem o princípio da verticalidade, contribuindo também para a elevação da escolaridade – o que é igualmente importante e necessário – além de propiciar a inúmeras famílias das camadas menos favorecidas a, talvez única, possibilidade de mobilidade social.
A pergunta que deveríamos nos fazer então é: por que em vez de replicar o modelo exitoso de ensino médio que já possuímos, optaríamos por um modelo que desde já apresenta-se tão problemático e ainda implica em deslocamento dos recursos públicos para o setor privado? A quem efetivamente serve essa reforma?
Ao que parece, a opção entre o modelo de ensino médio integrado, desenvolvido pelos Institutos Federais, e o modelo do novo ensino médio, segmentado em itinerários formativos, certificações parciais, e professores sem formação é, antes, a manifestação de um modelo de Estado em maior ou menor grau comprometido com a qualidade da educação pública e a elevação da inserção produtiva da classe trabalhadora. É, em última análise, uma opção entre a educação como motor do desenvolvimento, sintonizada com os arranjos produtivos locais e comprometida com princípios pedagógicos emancipatórios, ou uma educação prescritiva, instrumental, voltada para demandas imediatas do mercado e nem sempre associados ao desenvolvimento humano, econômico ou social que ensejamos.
Lucas Coradini, do Pragmatismo
Deputado falou com exclusividade a Agência Baluarte
Ele lançou luz sobre questões que envolvem a atual situação do setor

POR FERNANDO ATALLAIA
EDITOR-CHEFE DA AGÊNCIA BALUARTE
atallaia.baluartehotmail.com

O deputado estadual Raimundo Cutrim(PCdoB), ex-secretário de Segurança Pública do Estado do Maranhão e especialista da área da Segurança, falou a Agência de Notícias Baluarte na tarde da última sexta-feira( 3) com exclusividade. Cutrim geriu o setor durante os anos 2004 e 2005 , obtendo à época, amplo reconhecimento por ter posto o Maranhão entre os estados da federação com menor  índice  de violência e criminalidade do país. O estado ficou entre os três menos violentos, perdendo apenas para o Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

O deputado, que reconheceu que mesmo diante do esforço do Governo estadual em deflagrar avanços na área, a Segurança Pública do Maranhão não conseguiu a estabilidade desejada para cumprimento de metas como contenção do crescimento da criminalidade, disse está convicto de que há nos dias atuais a necessidade premente de se elaborar um plano estadual de combate à violência e  insegurança pública com ações claras a serem efetivadas.

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O deputado estadual Raimundo Cutrim(PCdoB), ex-secretário de Segurança Pública do Estado do Maranhão e especialista da área da Segurança, falou a Agência de Notícias Baluarte na tarde da última sexta-feira( 3) com exclusividade. 
‘’O problema da insegurança, da violência e da criminalidade não é um problema isolado. Todas as Secretarias de Estado, em minha opinião, devem funcionar conjuntamente levando ações, programas e projetos sociais com uma proposta arrojada de cidadania que passa pela oferta de oportunidades no campo do trabalho e inserção social, como um todo. Só assim poderemos resolver o problema da insegurança no Maranhão’’, disse.

Em face das polêmicas envolvendo o anúncio do Governo de que o estado irá privatizar o sistema penitenciário ,o deputado foi enfático ao declarar que ‘’a questão envolve interesses desinteressados , na medida em que empresas de cunho particular, no  geral, não tem e nem se sentem na obrigação de contemplar o interesse público; creio que a gestão do sistema deve ser feita,  por legitimidade, pelo estado enquanto ente representativo da coletividade e mantenedor do bem comum’’.

Cutrim também destacou que a crise no sistema penitenciário brasileiro se deve, sobretudo, pela falta de orientação acertada no tocante à condição do preso no espaço penitenciário. ‘’O preso no Brasil é caro aos cofres públicos. Precisamos criar uma nova tradição que aponte para que o detento pague suas despesas através de trabalho realizado no Sistema Penitenciário e assim tirá-lo da ociosidade’’, sugeriu o deputado.

Quanto ao fato de o sistema penitenciário maranhense está às vias de ser privatizado, Raimundo Cutrim afirmou que não foi consultado ou mesmo informado sobre a decisão do Governo, embora pertença ao mesmo partido do governador. ‘’Fiquei sabendo pela imprensa. Se fosse consultado, de antemão, como especialista que sou da área da Segurança, daria minha opinião embasado em dados concretos sobre o sucesso ou insucesso dessa possibilidade. Torçamos para que tudo der certo, mas não vejo com bons olhos a mudança para um terreno que a mim ainda me parece muito espinhoso’’, salientou.

Organização Não-Governamental comandada pela médica Diana Serra é pioneira na discussão da proteção aos animais no Maranhão
Combate a práticas reiteradas de genocídio é uma das bandeiras da atuação sistemática da Ong no estado.

POR FERNANDO ATALLAIA
EDITOR-CHEFE DA AGÊNCIA BALUARTE
atallaia.baluarte@hotmail.com

A Ong Bicho Feliz, fundada 2001 por um grupo de pessoas interessadas na defesa, proteção e direitos dos animais, não para. Encabeçando uma causa ainda ignorada pelo Poder Público e considerada de pouca ou menor importância por grande parte da população maranhense  que desconhece sua relevância, a instituição vem atuando de forma incisiva na conscientização da sociedade para um problema que há anos é presente no estado: os maranhenses continuam a dá de ombros com uma questão que abre margem para o mundo truculento da barbárie em tempos modernos, atuais.

Passando ao largo da não identificação de ações criminosas registrados na capital e rincões maranhenses contra animais das mais variadas espécies e que ainda denuncia um povo desinformado e, por outro lado, alheio a punições previstas, a Bicho Feliz chama atenção para a  permissividade que impera no Maranhão quando o assunto é o tratamento dispensado aos animais silvestres e de estimação. A Ong , que vem traçando diagnósticos da situação de maus tratos sofrida por cães, gatos e pássaros em tempo real, põe  no debate central da problemática  deficiências na compreensão de uma questão que sob o ponto de vista da saúde publica é urgente.

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Jumento é sacrificado no interior do Maranhão em 2016: barbárie ainda bem presente nos rincões do estado
‘’As pessoas reclamam e afirmam erroneamente que os animais são os responsáveis por doenças adquiridas pelos humanos, mas na verdade é o contrário: o ser humano promove contágio frequente aos animais e das mais diversas formas, formando uma cadeia de transmissão que reflete na proliferação de enfermidades, inclusive graves’’, explica a medica Diana Serra, presidente da Bicho Feliz.

Nas últimas semanas a Ong intensificou as ações de proteção aos animais  na Grande Ilha. Diana Serra conta que embora já tenha conquistado um papel fundamental na discussão que permeia o abandono aos animais com conquistas claras como a construção de um canil administrado pela Bicho Feliz, a Organização pretende, a partir de abril, promover roda de debates e encontros temáticos visando realçar a importância do enfrentamento ao desprezo que sofrem cães, gatos e animais de carga  na Região Metropolitana. Ela aponta que uma das alternativas para solucionar o problema é a elaboração de campanhas dentro da proposta da Bicho Feliz que é  conscientizar as pessoas de que há um retrocesso histórico em relação ao problema. 
A médica Diana Serra, presidente da Ong Bicho Feliz: luta incansável pela valorização da vida animal no Maranhão
‘’O maranhense ,   definitivamente, não dá importância para a realidade dos animais que abandonados fazem parte da paisagem em ruas da cidade , como se fosse algo normal. Não é. Estamos diante de uma falta de sensibilidade que beira a barbárie quando não vemos registrada a própria barbárie com assassinatos de cães, gatos e demais animais e nada é feito. Iremos nesse primeiro momento chamar a atenção dos poderes constituídos para este retrocesso, esta postura obscura e desumana. Precisamos quebrar esse paradigma que  ameaça à vida animal no Maranhão’’,alerta a médica. 

Projeto na Câmara- Em 2015, motivada pela atuação da Ong a vereador Bárbara Soeiro( PSC) concebeu um projeto para a construção do Hospital Público Veterinário. A intenção da parlamentar indicava para a ausência de contemplação de animais lançados à própria sorte no espaço público. Diana lembra que a proposição é uma das demandas urgentes da  Bicho Feliz.

‘’O projeto do Hospital Público Veterinário já é Lei, mas precisa sair do papel. A vereadora Bárbara brindou nossa causa com essa importante iniciativa, mas precisamos retomar a discussão em torno da implementação do projeto que é uma das bandeiras da Bicho Feliz ; a construção do hospital é urgente’’, ressalta.

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A vereadora Bárbara Soeiro: projeto de Hospital Público Universitário inspirado na Ong 
Funcionando de forma independente e sem apoio governamental, a Bicho Feliz conta, em suas ações ,  principalmente com parcerias  voluntárias e simpáticas ao trabalho realizado pela Ong que tenta mobilizar , diariamente, mais pessoas ao projeto de valorização dos animais no estado do Maranhão.

‘’ A Bicho Feliz continuará seu árduo trabalho pela valorização, respeito, defesa e proteção dos animais no Maranhão. Ainda que contemos apenas com o apoio de pessoas solidárias e amigas e parcerias sensíveis à nossa causa que é deveria ser de interesse de  todos os maranhenses, temos conseguindo avançar e não pretendemos parar. Conclamamos a todos a virem juntamente conosco abraçar essa tão importante missão que está diretamente ligada à saúde publica de toda população e à prevenção  de doenças e resgate e fortalecimento de nossa civilidade. Não podemos conviver com a brutalidade contra os animais achando que é algo desimportante. Para tão grandiosa tarefa nossa Ong concebeu o Código de Proteção Animal do Maranhão,  que infelizmente foi grosseiramente modificado e transformado em lei inócua por um deputado. Nossa missão continua na busca de dignidade para os animais que são vidas presentes no dia a dia de todos nós e merecem total dedicação e respeito’’, enfatiza Diana Serra.

Por um Maranhão do Conhecimento

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Por Sofiani Labidi

A tecnologia é o principal fator de progresso e de desenvolvimento do mundo contemporâneo. Crescimento econômico com equidade depende do fortalecimento, consolidação, expansão e integração do Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação –CT&I, seja a nível estadual ou a nível nacional.

A Ciência é a descoberta e geração de conhecimento.  Ela é fruto da Pesquisa científica que gera tecnologias e inovações e consequentemente impacta a sociedade.  A CT&I tornou-se a chave para a competitividade estratégica e para o desenvolvimento social e econômico dos estados e das nações.

Infelizmente, o Maranhão ocupa hoje a 23º posição no ranking da competividade nacional como uma pontuação de 34,3 de 100, ficando àfrente apenas de Piauí, Alagoas, Acre e Sergipe caindo3 posições em relação a 2015.O estudo analisa a capacidade competitiva dos estados brasileiros em 65 indicadores, agrupados em 10 pilares: Educação (23º lugar), Infraestrutura (16º), Eficiência da Máquina Pública (17º), Sustentabilidade Social (27º), Potencial de Mercado (9º), Capital Humano (21º), Segurança Pública (12º), Solidez Fiscal (18º), Inovação (21º) e Sustentabilidade Ambiental (27º).  O estado mais competitivo da federação continua sendo o São Paulo.

A competividade do Brasil a nível mundial também não anda muito bem.  O país chegou em 2016, a sua pior posição    competitiva ocupando o 81º lugar, perdendo 33 posições em 4 anos.Infelizmente, isto é o reflexo da política brasileira adotada nos últimos anos quando o país baseou sua economia no consumo e não na produção, deixou de fazer as reformas necessárias ede investir na infraestrutura, mas, sobretudo de não priorizar o conhecimento e a inovação.

É comum considerar a ciência e a tecnologia como motores de progresso e que proporcionam não apenas o desenvolvimento do saber humano, mas também a evolução da humanidade.

O Maranhão, a exemplo de vários estados brasileiros, precisa convergir seus esforços para ser um estado produtor, um estado competitivo.  Para isto, carecemos de um “Master Plan” que traduz um Planejamento Estratégico para os próximos 20, 30, 40 e 50 anos e uma verdadeira estratégia de CT&I construída em parceria com a comunidade científica e o setor produtivo.

Prejudica-nos muito, esta visão de curto prazo.  Precisamos de ações de médio e longo prazo.  Precisamos de Projetos de Estado e não de Projetos de Governo.  Precisamos definir claramente quais as nossas prioridades? para onde vamos? com que velocidade? e com qual estratégia?  O que queremos ser quando crescemos?  Onde queremos chegar?  Precisamos traçar caminhos, e apreender cenários plausíveis para as próximas décadas.  Devemos ser proativos, conspiradores, trabalhando e impactando o presente para mudar o futuro.

Precisamos nos esforçar na implantação de um ambiente favorável de CT&I que tenha uma Infraestrutura de qualidade, instituições eficientes, e Políticas eficientes.Precisamos investir no conhecimento como a espinha dorsal do desenvolvimento, ter uma ciência geradora de riquezas e de crescimento, e ter uma Academia forte, uma academia que saia de sua zona de conforto, de seu ninho, e de sua inercia para impactar verdadeiramente o seu entorno e a nossa sociedade: micro e pequenos empresários, agricultores, pescadores, industriais, governos, comunidades carentes, etc.

O sistema estadual de ciência e tecnologia e muito recente.  Iniciou de fato em 2003 com a criação da Fapema, mas esta foi rapidamente extinta em 2008, até ser recriada em 2008.  Durante muitos anos, o orçamento alocado à Fapema era irrisório apesar da emenda constitucional 037/2003 que assegura meio por cento da receita corrente líquida do estado à Fapema.  Esta lei só foi de fato aplicada a partir de 2010 e atualmente os recursos alocados para investimento em CT&I no maranhão são consideráveis embora estiverem muito longe de atingir o patamar ideal.

Apesar de todos esses esforços, o Maranhão continua fora do mapa nacional da ciência e tecnologia.  Isto porque o sistema de TT&I pouco investe na formação e na atração de doutores.  O Maranhão oferece poucos programas de pós-graduação e tem hoje cerca 1.100 doutores.  É muito pouco para um estado que quer se desenvolver e que tem mais de 7 milhões de habitantes.
A segunda razão é que o Maranhão é um dos poucos estados que não mantêm uma Estratégia Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação.  Realmente, é muito alheio que desde 2009, o estado não desenvolva sua Estratégia de CT&I.

A terceira razão é que temos uma academia desconectada da realidade e que é pouco encorajada a interagir com a sociedade: Governo, Sociedade Civil e Setor produtivo.  Infelizmente, o conhecimento gerado pela academia é pouco aproveitado e isto constitua um grande desperdício.

A inovação movida pelo talento é vista como o impulsionador mais importante da competitividade que tem dois pilares: Conhecimento e Inovação.O Maranhão precisa inovar,produzir, desenvolver tecnologias, agregar valor a seus produtos para se tornar um estado produtor, exportador e competitivo e sair do estado de mero copiador de modelos.
A competição é uma das mais poderosas forças da evolução da humanidade e sem essas condições, jamais esperamos ser competitivos.

Precisamos, portanto, disseminar a cultura da inovação na nossa academia e junto com nossos empresários, implantando a disciplina de Empreendedorismo em nossos currículos acadêmicos, encorajando a instalação de Empresas Juniores, e apoiando a criação da Rede Maranhense de Incubadoras de Empresas e instalar um verdadeiro Parque Tecnológico focando as áreas do futuro como Biotecnologia, Aeroespacial, Tecnologias da Informação e Nanotecnologia, i.e. as chamadas de Tecnologias Exponenciais ou NBCI.

Nossa academia precisa se abrir mais para a sociedade, trabalhando de forma eficiente o tripé Ensino-Pesquisa-Extensão com foco na Inovação.Precisamos também encontrar mecanismos para fortalecer a interação Universidade-Empresa.  Isto é fundamental para o sucesso da implantação de uma Política de Inovação no Estado além de sensibilizar e capacitar nosso empresário no uso das tecnologias e na busca contínua por inovações.

Acredito neste estado de tanta brava gente e de natureza extremamente generosa.  Vamos,juntos, valorizar o conhecimento como a força motora do desenvolvimento.  Vamos desenvolver nosso Plano Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação.  Ao priorizar o Conhecimento,certamente o Maranhão estará no futuro.


Sofiani Labidi  é professor e  cientista.  Formado na França,  obteve o Doutorado em Ciência da Computação com ênfase em Inteligência Artificial, no Instituto Francês de Pesquisa em Informática e Automática - INRIA, um dos centros de pesquisa mais conceituados do Mundo. Em 2008, Sofiani Labidi recebeu o título de Cidadão Maranhense pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão e o Prêmio Mérito Timbira, maior comenda do Governo do Estado pelas relevantes contribuições à Ciência do Maranhão. Em agosto de 2012, recebeu o título de Cidadão Ludovicense, pela Câmara de Vereadores de São Luís e foi eleito membro-efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão –IHGMA. 


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