sexta-feira, 1 de setembro de 2017
Entrevista: Carlos Lula 


O secretário de Saúde do Estado Maranhão, Carlos Lula, desde quando irrompeu aos quatro ventos o escândalo do IDAC, vem sendo alvo de uma enxovalhada de acusações que tentam de uma ou outra forma responsabilizá-lo pela condução duvidosa da saúde pelas gestões passadas. 


Advogado de carreira e contemporâneo de uma geração de políticos maranhenses  afeita ao ideal humanista de elevar o Maranhão à condição digna de estado desenvolvido, o advogado de 34 anos vê pela primeira vez em sua biografia inaugurar-se um novo momento que, além de biográfico, em muito pouco tempo se somará à história politico-administrativa do estado. Pesa sobre ele a responsabilidade de gerir uma das áreas mais importantes da gestão pública no governo. 


Escritor do segmento jurídico, Carlos Lula é autor de “Direito Eleitoral para o concurso de Procurador da República”, Editora Edipro, São Paulo, 2013; “Direito Eleitoral”, Editora Imperium, São Paulo, 2014 , 4ª edição; e guarda no prelo a obra “Eleições Municipais 2016”. 


Nessa entrevista exclusiva a Agencia Baluarte, ele fala aos milhões de maranhenses sobre os avanços proporcionados por sua gestão na saúde, destaca o conceito do governo Flávio Dino para a área e ainda expõe as reais motivações da oposição nas insistentes tentativas de desconstruir a sua imagem. Boa leitura:  

POR FERNANDO ATALLAIA

EDITOR-CHEFE DA AGÊNCIA BALUARTE 

atallaia.baluarte@hotmail.com       

Agencia Baluarte- Em quase um ano à frente de uma das pastas mais importantes da Gestão estadual, quais avanços o Sr. poderia destacar como destoantes das administrações dos governos passados?

Carlos Lula- Deixamos de querer inventar um SUS maranhense, modelo que a comunidade técnica, científica  e de gestores do SUS já avisaram não daria certo. O SUS é uma grande rede e, como tal, deve ser integrada e construída com todos os entes. Mudamos a concepção de saúde para apostar no reforço da atenção básica (saúde preventiva)e por um modelo hospitalar regional e resolutivo. Nossos hospitais regionais funcionam de verdade, e são construídos, segundo as especificidades regionais. Deixamos de lado a construção de hospitais segundo a lógica meramente eleitoral. Podemos dizer, portanto, que nosso trabalho busca a melhoria e ampliação de serviços que são oferecidos pelo poder público na área da saúde. Estamos nos esforçando também em abrir a antiga 'caixa preta' da saúde, permitindo que o cidadão acompanhe a gestão pública. O governo vem aumentando a cobertura da rede pública de saúde. Estamos falando de mais de 502 leitos de internação implantados entre 2015 e 2017. Mais do que isso, efetuamos a ampliação dos cuidados na área  materno infantil, por exemplo, com a entrega da Casa de Apoio Ninar, dois Centros Sentinelas de Planejamento Reprodutivo(São Luís e Balsas), UTI Materna na Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão, Projeto Pequeno Maranhense.

Os novos investimentos na saúde serão um marco na gestão estadual: Hospital de Traumatologia e Ortopedia(HTO) do Maranhão, Centro Odontológico de Crianças e Adultos-Sorrir, Central de Armazenamento Farmacêutico(CAF), Hospital Regional de Balsas, Maternidade em Colinas, Hospital de Alto Alegre do Pindaré, Hospital de Carutapera, Hospital de Turiaçu e quatro Centros de Nefrologia nas cidades de São Luís, São José de Ribamar, Coroatá e Pinheiro, disponibilizando 160 máquinas. Também estamos focados no fortalecimento da saúde no transporte seguro dos pacientes. Já são 106 novas ambulâncias entregues aos municípios pelo governo do estado.

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''A população contará com um hospital apto a fazer 400 cirurgias por mês. O novo hospital disponibilizará 44 leitos, 10 deles para Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O atraso não vai mais voltar. O governo vai entregar o hospital este mês e aumentar em cinco vezes o número de procedimentos cirúrgicos. É contra isso que vocifera a oposição''. 
Comemoramos a parceria entre o governo  e a prefeitura de São Luís que permitiu mais de 7 mil atendimentos na primeira edição do Mais Saúde na Vila Embratel. No próximo fim de semana o  Mais Saúde será no Anjo da Guarda. São exames e consulta mais perto da comunidade.

O modelo é diferente, a gestão é diferente e estamos tentando realizar o que já era apontado como medida correta por todos os técnicos da área. A Secretaria de Saúde do Estado do Maranhão deixou de estar de costas para o SUS e para o Ministério da Saúde. Temos de andar de mãos dadas. São muitas ações desenvolvidas ao mesmo tempo. Enquanto a oposição cria factoides, nós trabalhamos. 

Agencia Baluarte- No episódio que pôs o Idac no centro das atenções, o Sr. afirmou na ocasião que o dinheiro subtraído pela quadrilha que operava no instituto deveria num curto espaço de tempo ser devolvido aos cofres públicos. Já foi? 

Carlos Lula- Não, porque não deu tempo ainda. Mas todas as medidas para o ressarcimento dos recursos, na maior brevidade de tempo, estão sendo buscadas em conjunto com o Ministério Público Federal, Polícia Federal e demais órgãos envolvidos nas investigações. Combateremos tudo que se oponha ao nosso compromisso diário de qualificar a rede estadual de saúde. É importante lembrar que o governo reforçou os mecanismo de controle e transparência de gastos públicos na celebração e execução de contratos de gestão e termos de parceria com Organizações Sociais(OS) Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público(Oscip), da  execução financeira à prestação de contas por meio do decreto do governador Flávio Dino nº 33.109, de 14 de julho deste ano. Basta recordar que no governo anterior havia simplesmente a 'indicação' dos institutos que deveriam fazer a gestão dos hospitais públicos. Atualmente, o modelo é transparente e obedece  um concurso público de projetos.

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''Deixamos de querer inventar um SUS maranhense, modelo que a comunidade técnica, científica  e de gestores do SUS já avisaram não daria certo''. 
Agencia Baluarte- Passado o ranço político-eleitoreiro aproveitado ao máximo pela oposição no caso da Clínica Eldorado, o que a população deve de fato saber acerca do que houve?


Carlos Lula- Reafirmo que todos os procedimentos para instalação do Hospital de Traumatologia e Ortopedia foram executados dentro da normalidade. Tenho convicção sobre a legalidade dos atos praticados pela Secretaria de Estado da Saúde. A falta histórica de investimentos na área de traumatologia provocou o vazio assistencial. O resultado? O aumento de uma demanda por procedimentos na área de traumatologia e ortopedia no Maranhão. A população contará com um hospital apto a fazer 400 cirurgias por mês. O novo hospital disponibilizará 44 leitos, 10 deles para Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O atraso não vai mais voltar. O governo vai entregar o hospital este mês e aumentar em cinco vezes o número de procedimentos cirúrgicos. É contra isso que vocifera a oposição.


Agencia Baluarte-  A gestão de Saúde no Maranhão segue os ditames nacionais de qualidade na configuração nacional? Quais as metas locais a serem atingidas pelo Governo até 2018? 

Carlos Lula- Entre as melhorias no setor de leitos de internação, para este ano, a SES vai implementar mais 393 leitos e, para 2018, mais 544 leitos, totalizando até o final da atual gestão, 1 499 novos leitos. Para 2018, a nossa lista de entrega de equipamentos é extensa: Hospital de Santa Luzia do Paruá, Hospital de Chapadinha, Hospital de Lago da Pedra, Hospital de Timon, Hospital de Viana, Hospital do Servidor, ampliação da Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão. Vamos entregar três centros de hemodiálise nas cidades de Santa Inês, Chapadinha e Imperatriz. Nosso propósito é oferecer um futuro melhor para todos os maranhenses.

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''Estamos abertos para debater, em qualquer espaço, a saúde pública do estado. O que há hoje, contudo, é um discurso histérico e histriônico, que em nada ajuda a construir nosso modelo de assistência em saúde. No fim das contas, lamento que um grupo político que se manteve tanto tempo no poder tenha tão pouco a oferecer ao debate público. Apenas destilam ódio e ressentimento. Não me parece que seja a melhor maneira de discutir assuntos tão graves com a sociedade''.
Agencia Baluarte- O Sr. vê legitimidade nas cobranças da oligarquia quanto à sua atuação na SES? Durante muito tempo eles estiveram no comando. Porque os processos  que os envolvem quando de sua permanência na pasta ainda se mantém ‘adormecidos’ na Justiça?

Carlos Lula- Reforçamos que o governo estende as mãos aos municípios, sempre com o propósito de assegurar a melhor assistência em saúde. Juntos podemos fazer muito mais pelo Maranhão. Estamos reparando os anos de esquecimento de várias regiões do estado por parte do governo anterior. Nós vamos continuar lutando contra o atraso. Agora, a oposição tem legitimidade para criticar, e até mesmo para apontar outros caminhos para o governo do estado. Em toda democracia assim funciona. Todavia, ela não quer debater a saúde pública porque simplesmente o cenário lhe é completamente desfavorável. Assim fulaniza o debate  e tenta criar falsas crises. Estamos abertos para debater, em qualquer espaço, a saúde pública do estado. O que há hoje, contudo, é um discurso histérico e histriônico, que em nada ajuda a construir nosso modelo de assistência em saúde. No fim das contas, lamento que um grupo político que se manteve tanto tempo no poder tenha tão pouco a oferecer ao debate publico. Apenas destilam ódio e ressentimento. Não me parece que seja a melhor maneira de discutir assuntos tão graves com a sociedade. 


8 comentários:

  1. Muito boa entrevista /Parabéns

    Sara Mendes(FACAM)

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  2. Raiva de Dona Andrea com Sousa capacho é que a maior fonte de renda de Ricardo acabou, Era da saude que eles tiaravam o diindim Grosso
    Entrevista Show de Bola
    Avante! Zeca Tadeu

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  3. Meu Deus, ele vai 'salvar' a saúde do Maranhão, assim espero. Que bom que ele lhe concedeu esta entrevista, está registrado o que pode ser feito... Aguardemos e oremos.

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  4. RicardoMurad já viu ficou lokaaaaa de raiva kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Dani Calhau

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  5. Lula? 🐙 rsrsrs
    Há de se lembrar que Lula, o PT e o Petismo [PCdoB; CartaCapital; Luis Nassif; PSOL] adoram a baixa-cultura para poder dominar mentes e fazer quem tem bom gosto ficar com vergonha do bom gosto (chamam até nas universidades tais pessoas de “ELITISTAS”).

    O PT e seus satélites são de gosto e política que valorizam a indústria cultural, a cultura de massas, o coitadismo cultural, o brega, o cafona, o barango e o Kitsch.

    Péssimo para a educação do Brasil 🇧🇷 e para a identidade e construção de um PROJETO de NAÇÃO.

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  6. Ricardo Murad sumiu da midia-ESTRANHO!!!!- pq será meu povo?


    Ray Filho

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  7. O ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), concedeu uma entrevista para uma rádio de São João dos Patos, e afirmou que não apoiará o projeto de reeleição de Flávio Dino (PCdoB) para o governo do Maranhão em 2018.

    Madeira alegou que não recebeu qualquer tipo de apoio do gestor estadual enquanto esteve à frente da Prefeitura.

    “Não, não.. se quando eu era prefeito da segunda cidade do estado, bem cotado na minha avaliação, eu não recebi o apoio, que como prefeito precisava, então agora eu estou recebendo recado toda hora, que o governador outro dia ligou, quer almoçar comigo, eu disse não. (…) No projeto do governador Flávio Dino não tem espaço para o Madeira, então o que eu vou fazer lá? Vou seguir meu próprio caminho.”, garantiu o ex-prefeito.

    Em outro trecho da entrevista, Sebastião Madeira comentou que o governo de Dino é um desastre político, pois não apoia e faz “pouco caso” das lideranças políticas das cidades.

    “Eu não diria que administrativamente seria um desastre , é um desastre político. Se ele [Flávio Dino] tivesse me procurado e dito: Madeira não deu certo sair candidato do teu partido e nem do meu, eu preciso eleger a Rosângela, porque tenho que agradar o PDT, Weverton Rocha, mas ver o que tu precisa para completar tua administração, para sair desse sufoco; Madeira, eu posso te apoiar para o Senado, vamos juntos, eu iria. Agora, é um exemplo do que eles fazem, simplesmente me desconsideraram como se eu fosse um traste, inútil, então é um desastre político”, desabafou Madeira.
    O ex-gestor ressaltou que as obras feitas pela gestão estadual não impulsionam a avaliação de Flávio Dino porque ele faz desconsiderando as lideranças dos município.

    Para o Madeira, as construções realizadas na atual gestão foram possíveis pela existência de R$ 2 bilhões deixados por Roseana Sarney.

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