sábado, 20 de janeiro de 2018
Munícipes acusam 13 vereadores da cidade de rezaram às cegas a cartilha de Fernando Silva em São José de Ribamar 
Relação do Executivo com Legislativo é regida à base de toque de recolher.

POR FERNANDO ATALLAIA
DIRETO DA REDAÇÃO
Caudatários, epigonais, subservientes.  É dentro dessas classificações que os mais de 200 mil ribamarenses existentes hoje em São José de Ribamar, terceira maior cidade do estado, contextualizam e encerram a conduta de 13 vereadores da Câmara Municipal composta por 17 parlamentares. 

Alvo de suspeitas de enriquecimento ilícito, os ribamarenses apontam como causa de a cidade continuar sob aguda  situação de precariedade nas áreas da gestão pública a duvidosa ‘parceria’ da Câmara com a Gestão municipal, que repetindo 2005 abduziu os vereadores em torno de si por mais uma vez. Nas redes sociais, os ribamarenses expõem o descontentamento com o corpo de parlamentares a quem acusam de não terem independência. 

Resultado de imagem para CAMARA DE VEREADORES DE SAO JOSE DE RIBAMAR
Alvo de suspeitas de enriquecimento ilícito, os ribamarenses apontam como causa de a cidade continuar sob aguda  situação de precariedade nas áreas da gestão pública a duvidosa ‘parceria’ da Câmara com a Gestão municipal.
‘’Pau mandados. Vereador de Ribamar é tudo pau mandado do prefeito’’, esbraveja dona Maria do Rosário na Vila Sarney Filho, um dos principais redutos eleitorais do município. 

A controversa atuação dos vereadores de São José de Ribamar  vem sendo posta em xeque há anos, mas só agora com a insatisfação maciça dos ribamarenses com as ações paliativas do Governo que segue sem cumprir agenda social estabelecida em campanha, se fez ouvir em maior  densidade. Nos bairros locais, os munícipes apontam como causa para o entrave do desenvolvimento do município  a relação entre vereadores e prefeito.

Resultado de imagem para LUIS FERNANDO SILVA E EUDES SAMPAIO NA CAMARA DVEREADORES DE SAO JOSE DE RIBAMAR
Ribamarenses se mostram desconfiados com relação de vereadores com prefeito na terceira maior cidade do estado.
‘’Como Ribamar pode desenvolver se quando um vereador fala pra fazer um H o prefeito dá um cala boca e fica tudo bem? É muita promiscuidade meu povo, essa cidade não progride por isso’’, canoniza a manicure Elsa Maria, residente na Sede. A constatação de Elza vai ao encontro da desconfiança dos milhares de ribamarenses espalhados pelos mais de 137 bairros de São José de Ribamar.

Eles buscam saber o porquê de tanta obediência dos 13 vereadores  quanto  às ordens do prefeito.

O mutirão de entregas é parte das ações integradas do Plano Mais IDH, coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), e que com programas de diversas outras secretarias incentiva o desenvolvimento sustentável e justiça social para os 30 municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado


Neste sábado (20), 13 municípios maranhenses receberam ao mesmo tempo as mais de 200 entregas de obras e oferta de serviços do Governo do Maranhão. Com a ação Dia D Mais IDH, secretários e órgãos de governo inauguraram escolas, entregaram casas, títulos de propriedades de terra, kits sanitários, além de atendimentos de saúde, emissão de documentos, feirinhas da agricultura familiar, dentre outros.

O mutirão de entregas é parte das ações integradas do Plano Mais IDH, coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), e que com programas de diversas outras secretarias incentiva o desenvolvimento sustentável e justiça social para os 30 municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado. 


O mutirão de entregas é parte das ações integradas do Plano Mais IDH, coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop).
Realizando entregas em Belágua, o secretário da Sedihpop, Francisco Gonçalves, explicou a importância da ação, que envolve também a iniciativa privada. “É um dia de mobilização, articulação e promoção das ações do Plano Mais IDH. Em Belágua hoje nós estamos entregando escolas, kits sanitários, kits esportivos e também sistemas simplificados de água”, destacou. 

“Especificamente aqui, é importante destacar que a escola que será entregue, a Escola Maria Vitalina é o resultado da parceria da Cemar com o Governo do Estado, diversas empresas no Maranhão atenderam ao apelo do governador e junto com o Governo do Estado estão construindo escola”, completou o secretário.



Nesta segunda edição do mutirão de entregas do Plano Mais IDH, foram beneficiados os municípios de Afonso Cunha, Água Doce do Maranhão, Araioses, Belágua, Cajari, Fernando Falcão, Governador Newton Bello, Milagres do Maranhão, Santana do Maranhão, São Francisco do Maranhão, São João do Caru, São Raimundo do Doca Bezerra e São Roberto.  
 
Entre as entregas, estiveram duas Escolas Dignas, 46 unidades habitacionais do Programa Minha Casa Meu Maranhão, ruas do Mutirão Rua Digna e Programa Mais Asfalto,  kits de irrigação, Sistemas Simplificados de Abastecimento de Água, 95 kits sanitários, 42 títulos de propriedade de terra, kits esportivos, sementes e muito mais. 

Beneficiados

Em Santana do Maranhão, os beneficiários Raimundo Araújo e Rosa Maria moram na comunidade Bacuri. Eles foram beneficiados com uma cisterna de 24 mil litros através do programa Segunda Água. A partir dela, puderam ampliar sua produção de frango e aumentar sua renda.

 
As ações também incluíram o lançamento de cursos de qualificação profissional, a realização da Feirinha da Agricultura Familiar e atendimentos de saúde, por meio da equipe da Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma) e emissão de documentação básica com a...
“Para nós foi muito bom, a gente estava com muita dificuldade para se alimentar mesmo e agora a gente tem o que comer todo dia, tem onde buscar e sempre que alguém vem comprar, a gente vende ovos. Compramos uma chocadeira e vendemos para os nossos vizinhos também, chegou na hora certa”, declarou o agricultor. 
 
As ações também incluíram o lançamento de cursos de qualificação profissional, a realização da Feirinha da Agricultura Familiar e atendimentos de saúde, por meio da equipe da Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma) e emissão de documentação básica com a carreta do Instituto de Proteção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon/MA) e VIVA.


As 13 crianças sequestradas pelos pais dormiam de dia e tomavam banho uma vez por ano
Nunca tinham visto um policial ou um remédio.

Viviam de noite e dormiam de dia, por isso há anos ninguém os via. As crianças não comiam, não viam a luz do sol, não sabiam o que era um policial ou um remédio. Há dois anos estavam planejando a fuga. Finalmente, uma garota de 17 anos reuniu coragem suficiente para sair por uma janela de sua casa, ligar para a polícia e trazer à luz um dos casos mais terríveis de abuso infantil já visto nos Estados Unidos. Na quinta-feira foram conhecidos os primeiros detalhes da casa dos horrores de Perris, Califórnia, onde a polícia encontrou 13 irmãos entre dois e 29 anos, subnutridos e malcheirosos, sequestrados por seus próprios pais.

A conferência de imprensa do promotor do distrito de Riverside, Mike Hestrin, para explicar as acusações contra David e Louise Turpin revelou o inferno que estava escondido em uma casa de classe média a 120 quilômetros a leste de Los Angeles e que foi descoberto pela polícia às 7h da manhã do domingo, dia 14 de janeiro.

A família inteira dormia às 5h ou 6h da manhã, disse o promotor. Dormiam o dia todo e ficavam acordados a noite toda. A casa fedia. As crianças só tinham permissão de tomar banho uma vez por ano. Se lavassem as mãos acima dos pulsos, eram punidos pelos pais por desperdiçar água.

Essas punições incluíam surras e estrangulamento, mas principalmente consistiam em amarrá-los aos móveis. No início, amarravam com cordas. Depois que um escapou, começaram a usar correntes e cadeados. Essas punições “duravam semanas ou meses”. 

Na manhã de domingo, três crianças estavam acorrentadas quando a polícia chegou na casa dos Turpin. Dois deles, de 11 e 14 anos, foram desamarrados antes que os agentes entrassem na casa. Uma jovem de 22 anos continuava algemada. “Pelas provas encontradas na casa, não tinham permissão de ir ao banheiro” quando estavam de castigo.
A única atividade permitida para as crianças, aparentemente, era escrever diários. Há centenas de diários, afirma o promotor, que são considerados essenciais para a investigação.

Crime em Perris, Califórnia
Mike Hestrin, promotor de Riverside, anuncia as acusações contra os Turpin.
A promotoria acredita que o abuso durou muito tempo, por isso os pais responderão a 12 acusações de tortura e 12 de sequestro. A promotoria de Riverside só se refere aos eventos ocorridos desde que a família se mudou para a Califórnia em 2010. Primeiro moraram em Murrieta e, desde 2014, em Perris, dentro do mesmo condado. Antes disso, moraram em Fort Worth, Texas, por 17 anos. Segundo o promotor, o abuso aumentou quando se mudaram para o oeste do país. São 12 acusações, não 13, porque o bebê de 2 anos parecia estar bem cuidado, disse o promotor.

Além das acusações de tortura e sequestro, vão responder a 7 acusações de abuso de adultos dependentes (pelos maiores de idade) e 6 acusações de abuso de menores, e pelo menos uma acusação de abuso sexual do pai sobre uma das meninas.

A promotoria só fez uma breve descrição da vida dessas crianças, mas foi o suficiente para dar uma ideia do espanto. Um dos meninos, de 12 anos, tem o peso normal de uma criança de 7 anos. Outra irmã, de 20 anos, pesa 37 quilos. A que conseguiu escapar e denunciar tinha 17 anos. Quando os policiais foram ao seu encontro pensaram que tinha 10.

Os 13 filhos estão hospitalizados e recebendo alimentação para se recuperar. Nenhum deles tinha visto um médico em pelo menos quatro anos. Além disso, pelas primeiras entrevistas com eles, muitos não têm conhecimento básico sobre a vida. Algumas crianças não sabiam o que era um policial. Quando perguntaram à de 17 anos se havia remédios em casa, perguntou o que era um remédio.

David Turpin tinha um emprego, mas o promotor não especificou qual era. Segundo informou o The New York Times na terça-feira, ele trabalhava como um empreiteiro para empresas de defesa e ganhava 140.000 dólares por ano. A família tinha quatro carros.
O abuso parecia também ter uma dimensão psicológica, um nível especial de crueldade. Os pais compravam comida, comiam na frente das crianças e não dividiam com eles. Compravam bolos, disse o promotor, deixavam sobre a mesa e proibiam que fossem tocados. Na casa havia também muitos brinquedos. Mas estavam em suas caixas. As crianças não tinham autorização de tocá-los.

“Esse é um comportamento depravado”, resumiu o promotor Hestrin. “Como promotor, há casos que nos afetam e atormentam. Às vezes você vê pura depravação humana. É o que estamos vendo aqui”.

Ainda há muitas questões sem resposta. Onde nasceram essas crianças (a promotoria acredita que foi em hospitais), como ninguém percebeu nas extensas famílias de David e Louise Turpin, como pelo menos um dos mais velhos conseguiu ir à escola sem levantar suspeitas (a mãe o levava, esperava na porta, e trazia de volta para a casa). A investigação sobre o maior horror infantil dos últimos tempos está apenas começando. “Alguém deve ter visto algo, alguém deve saber de algo, precisamos da sua ajuda”, disse o promotor Hestrin.


AS INFORMAÇÕES SÃO DO REPÓRTER PABLO XIMÉNEZ DE SANDOVAL
EDIÇÃO DE FERNANDO ATALLAIA
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

As ações do Plano Mais IDH, lançado pelo governador Flávio Dino nos primeiros dias de gestão, têm como principal objetivo elevar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das trinta cidades maranhenses incluídas no projeto


As ações do Plano Mais IDH, lançado pelo governador Flávio Dino nos primeiros dias de gestão, têm como principal objetivo elevar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das trinta cidades maranhenses incluídas no projeto. 

As medidas do Programa Escola Digna prevê a construção de 300 escolas de alvenaria em substituição às estruturas improvisadas de taipa, palha, galpões ou outros estabelecimentos considerados inadequados pelo Ministério da Educação. A previsão é que até o final de 2018 todas as 300 estejam prontas e em uso pelos estudantes maranhenses. Neste sábado o Dia D Mais IDH vai ocorrer em 13 cidades e duas Escolas Dignas serão entregues nos municípios de Fernando Falcão e em Belágua. 


Escola que teve que ser fechada porque corria risco de desabar após fortes chuvas. (Foto: Carlos Pereira)
Escola que teve que ser fechada porque corria risco de desabar após fortes chuvas.
Em Fernando Falcão, no povoado Bacabal, a Escola Municipal de Educação Básica Boa Esperança será entregue a comunidade escolar que há muito tempo aguardava por esta obra.

Em Belágua, o povoado Sagrado Coração vai receber a Escola Municipal Raimundo Nonato Bezerra da Silva.

Umas das cidades que também receberá duas Escolas Digna é Satubinha. As unidades ficam em Boa Esperança, Santa Maria e Sapucaia, que têm obras em execução. 


Uma delas fica no Assentamento Extrativista Santa Maria, distante a um quilômetro da sede do município e onde pais e professores acompanharam a construção da nova escola de perto. A entrega deve ser feita nas próximas semanas.


Escola improvisada funciona para que alunos não sejam prejudicados. (Foto: Carlos Pereira)
Escola improvisada funciona para que alunos não sejam prejudicados.
“Sempre ia lá olhar a obra, saber se estava andando bem, imaginando como seria quando estivesse pronta. O Governador olhou para nós, para os nossos filhos e sou muito grata por isso”, diz Rosa Maria, moradora que tem três filhos em idade escolar.

Dois deles estudam na Escola Municipal Professora Carmelita Queiroz, que funciona de forma improvisada em uma casa doada depois que a antiga casa de taipa na qual estava abrigada ameaçou cair com as fortes chuvas do último inverno.


Governo constrói Escola Digna no povoado Santa Maria, em Satubinha. (Foto: Carlos Pereira)
Governo constrói Escola Digna no povoado Santa Maria, em Satubinha.
Maria das Dores Cesar Quirino é professora de Língua Portuguesa na unidade e conta que a mudança não será só de estrutura. “Vai mudar tudo porque a gente trabalha em uma estrutura muito fraca, as crianças não têm espaço e temos que improvisar a separação de turmas para que eles não fiquem sem aulas. A nova escola, como o nome diz, trará dignidade para alunos e professores”, diz a professora.
Senador e ex-presidente governou país por dois anos até processo de impeachment


O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTC) anunciou nesta sexta-feira (19) sua candidatura à Presidência da República. Em entrevista à Rádio Gazeta, de Arapiraca, em Alagoas, Collor afirmou que sua "vantagem" em relação aos demais candidatos é a de já ter presidido o país.
Resultado de imagem para FERNANDO COLLOR DE MELO

Senador e ex-presidente governou país por dois anos até processo de impeachment. 

"Tenho uma vantagem em relação a alguns candidatos porque já presidi o país. Meu partido todos conhecem, sabem o modo como eu penso e ajo para atingir os objetivos que a população deseja para a melhoria de sua qualidade de vida", disse.

Resultado de imagem para FERNANDO COLLOR DE MELO
Na entrevista, Collor disse que o Brasil precisa de mais reformas.

Na entrevista, Collor, que governou o país de 1990 a 1992 e renunciou ao mandato antes que fosse aprovado contra ele um processo de impeachment na Câmara, disse que o Brasil precisa de mais reformas, "sobretudo a política", sob o risco de uma "ingovernabilidade muito grande" na relação do próximo presidente da República com o Congresso Nacional.
Resultado de imagem para FERNANDO COLLOR DE MELO
"Tenho uma vantagem em relação a alguns candidatos porque já presidi o país. Meu partido todos conhecem, sabem o modo como eu penso e ajo para atingir os objetivos que a população deseja para a melhoria de sua qualidade de vida".
O senador e ex-presidente é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. Collor é acusado pela Procuradoria-Geral da República de receber R$ 29 milhões em propinas por influência na BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras.


AS INFORMAÇÕES SÃO DO JB
EDIÇÃO DA AGÊNCIA BALUARTE

O governador Flávio Dino entrega títulos de propriedade a 700 famílias do bairro Cidade Olímpica em solenidade neste domingo (21)

O governador Flávio Dino entrega títulos de propriedade a 700 famílias do bairro Cidade Olímpica em solenidade neste domingo (21), a partir das 9h, na Companhia de Polícia do bairro. Os títulos garantem aos moradores a propriedade definitiva dos imóveis que moram há anos, em mais uma etapa do programa de regularização fundiária do Governo do Estado.

O programa de regularização fundiária valoriza e garante a segurança de milhares de pessoas que há décadas residem nas casas, segundo a secretária de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), Flávia Alexandrina Moura: “É garantia de dignidade, pois agora poderão chamar de seu o local onde moram".

Resultado de imagem para CIDADE OLIMPICA SAO LUIS
A propriedade da área garante diversos benefícios, sendo um dos mais significativos a condição de venda do imóvel por financiamento bancário. Somados a esta entrega, já são 4.190 os títulos já entregues no bairro.
A Secid coordena a entrega dos títulos, incluindo o registro da área e do imóvel construído. “São milhares beneficiados neste que é um dos mais antigos e populosos bairros da capital”, acrescenta Flávia Alexandrina. 
A propriedade da área garante diversos benefícios, sendo um dos mais significativos a condição de venda do imóvel por financiamento bancário. Somados a esta entrega, já são 4.190 os títulos já entregues no bairro.


SERVIÇO

O QUÊ? Entrega de títulos de propriedade imobiliária  
QUANDO? Neste domingo (21), a partir das 9h
ONDE? Companhia de Polícia, Cidade Olímpica

Em Senador José Porfírio

Projeto da canadense Belo Sun foi suspenso pela Justiça, mas famílias locais já sentem os impactos


“A nossa vida sempre foi independente antes da mineradora, porque a gente tinha condição de trabalhar por conta, éramos autônomos, trabalhávamos por conta própria, não deu pra gente enricar, mas deu pra gente sustentar a família, criar os filhos; depois que a empresa se instalou, nossas atividades acabaram”.

A frase é de Francisco Pereira da Silva, 59 anos, garimpeiro artesanal e morador da Vila Ressaca, no município de Senador José Porfírio, município onde a mineradora canadense Belo Sun Mineração pretende instalar uma mina de ouro a céu aberto.
Resultado de imagem para ouro garimpo pará
“A nossa vida sempre foi independente antes da mineradora, porque a gente tinha condição de trabalhar por conta, éramos autônomos, trabalhávamos por conta própria, não deu pra gente enricar, mas deu pra gente sustentar a família, criar os filhos; depois que a empresa se instalou, nossas atividades acabaram”.
A transnacional pretende extrair cerca de cinco toneladas de ouro por ano no prazo mínimo de 12 anos. A licença de instalação do projeto está suspensa por determinação da justiça.

Silva fala sobre seu sonho, o mesmo de milhares de garimpeiros artesanais que construíram a história de Serra Pelada, a tão desejada montanha de ouro que atraiu homens de diversas parte do Brasil que deixaram para atrás famílias e empregos, no início da década de 1980.
Resultado de imagem para ouro garimpo pará
A história da Serra Pelada, no sudeste do Pará, tem extenso registro em livros, jornais e documentários, como o filme Serra Pelada - A Lenda da Montanha de Ouro. Na época, a notícia percorreu o país como...
“Sempre foi o meu sonho trabalhar com ouro porque a gente passa até vinte dias sem produzir, mas no dia em que você produz, você arrecada todo aquele tempo que você passou sem produção; acontece que em uma hora você ganha o que você perdeu em um ou dois meses, então o objetivo da gente é esse correr atrás do ouro”.

A história da Serra Pelada, no sudeste do Pará, tem extenso registro em livros, jornais e documentários, como o filme Serra Pelada - A Lenda da Montanha de Ouro. Na época, a notícia percorreu o país como rastilho de pólvora e em poucos meses a montanha com cobertura vegetal virou uma cratera com homens enfileirados como formigas. 

Resultado de imagem para ouro garimpo pará
A transnacional pretende extrair cerca de cinco toneladas de ouro por ano no prazo mínimo de 12 anos. A licença de instalação do projeto está suspensa por determinação da justiça.
Atualmente, a cratera em Serra Pelada deu lugar a um grande lago. A mira agora está em Senador José Porfírio. Silva chegou na Vila Ressaca na década de 1980. A comunidade fica nas proximidades da Volta Grande do Xingu, área onde a mineradora canadense quer instalar o projeto de mesmo nome, a 50 Km de Altamira.

Silva mora sozinho, mas tem duas filhas que ainda dependem dele. Ele e outros moradores do município participaram do seminário As Veias Abertas do Xingu, realizado em Belém (PA), na quinta-feira (11). Antes de a empresa se instalar na cidade, ele garimpava, por semana, de 20 a 40 gramas de ouro. Depois que a mineradora comprou as melhores "bocas”, locais onde se extrai o minério, ele passou a extrair não mais de quatro a cinco gramas por semana, o que apenas garante sua sobrevivência.

Após a canadense Belo Sun ter comprado os melhores lotes da região, a produção de Silva caiu drasticamente.
A transnacional mineradora afirma que realizou contratos de compra e venda de posses com os ocupantes de lotes e/ou fazendas de interesse para instalação do Projeto Volta Grande, seguindo os parâmetros legais.



As informações são da repórter Lilian Campelo

Edição de Fernando Atallaia e Mauro Ramos

Maranhão Avante!

Pesquisar em ANB

Nº de visitas

Central de Atendimento

FAÇA PARTE DA EQUIPE DA AGÊNCIA DE NOTÍCIAS BALUARTE

Denúncias, Sugestões, Pautas e Reclamações, ligue:
(98) 9 9164 10 67

E-mail:
agencia.baluarte@hotmail.com

atallaia.baluarte@hotmail.com


Sua participação é imprescindível!

Nossos Seguidores

Parceiros ANB