sábado, 29 de abril de 2017
Prefeito mantém no cargo um coordenador de campanha. 
 
POR FERNANDO ATALLAIA
DIRETO DA REDAÇÃO 

Há dois dias o prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva(PSDB) se vê arrolado a uma polêmica envolvendo a Secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer-SEMTUR, após denúncia de um artista local dando conta de que a pasta agiu de má fé ao exclui-lo  da próxima programação festiva da prefeitura. 


A lógica de atuação da gestão fernandista na área não mudou e continua a operar com a apenas realização de eventos datados como São João, Carnaval e Réveillon, não contemplando, portanto, a diversidade e pluralidade cultural na terceira maior cidade do estado. Este fato, somado a denúncia do cantor, expôs ao debate o titular da secretaria, Edson Calixto, que vem sendo alvo de uma campanha entre os ribamarenses que pedem sua exoneração. Calixto é ‘homem de confiança’ de Fernando e trabalhou como coordenador de campanha de Silva na última eleição.
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Luis Fernando erra em escolha de secretário em São José de Ribamar; ribamarenses pedem exoneração. 

Em contato com a Agência Baluarte na tarde de ontem (28), a classe artística ribamarense demonstrou descontentamento com a permanência do secretário no cargo. ANB recebeu entre sexta-feira e sábado (29) cerca  de 73 ligações de pessoas ligadas ao seguimento, questionando em unanimidade, a atuação do titular da SEMTUR . Edson Calixto, no episódio envolvendo o cantor, soltou nota de esclarecimento ‘desmentindo’  o representante da cultura. 


A polêmica em São José de Ribamar continua. Por toda manhã deste sábado, as reprovações, achincalhes e demais demonstrações de repúdio contra a postura do titular da pasta se seguiram. Os ribamarenses exigem tratamento digno aos artistas locais.


Em São José de Ribamar não se fala de outro assunto.


sexta-feira, 28 de abril de 2017
Maranhenses qualificaram como traidores, corruptos, falsos e ladrões os 12 deputados.

POR FERNANDO ATALLAIA
DIRETO DA REDAÇÃO 

Se depender da população do Maranhão os 12 deputados que votaram a favor da Reforma Trabalhista esta semana não irão se reeleger nas próximas eleições. 


A reação dos maranhenses foi imediata quando do anúncio dos nomes dos deputados na capital e nos municípios maranhenses onde manifestações organizadas foram às ruas nesta sexta. 

Manifestação em São Luís (Foto: Douglas Pinto/ TV Mirante)
DESCONTENTAMENTO ECOANDO NA AMPLITUDE  Maranhenses reprovaram votação de deputados do estado: ‘traidores, corruptos, falsos e ladrões’.
O  rechaço quanto à decisão favorável à Reforma  dos políticos eleitos pelo estado no último pleito, seguiu ecoando na amplitude do descontentamento de sindicatos, associações classistas e trabalhadores em geral. Os maranhenses qualificaram como traidores, corruptos, falsos e ladrões os 12 deputados.


Nas redes sociais, eleitores de Alberto Filho (PMDB), Aluísio Mendes (PMN), André Fufuca (PP), Cleber Verde (PRB), Hildo Rocha (PMDB), João Marcelo (PMDB), José Reinaldo (PSB), Júnior Marreca (PEN), Juscelino Filho (DEM), Pedro Fernandes (PTB), Vitor Mendes (PSD) e Waldir Maranhão (PR) execraram publicamente  os parlamentares num nível de repúdio nunca antes visto por estas plagas.


Desta vez, pelo que se vê, os maranhenses não esquecerão a ‘traição’.  

Uma corajosa arquitetura poética de ter ou não ter
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Por Wybson Carvalho
Nesta obra ODE TRISTE PARA AMORES INACABADOS lê-se a alma metafórica de um poeta inspirado a revelar-se entre as circunstâncias infindas de um sentimento uno e(ou) não correspondido e confesso à solidão existencial e presa em si. Tal qual nos diz em um  trecho  de um dos seus poemas:  Amores à parte... Amores à parte, eu também amei /Amei com a tempestade à garganta / com o grito preso aos lençóis / Amei com todos os nós / Entre mim e as tuas mãos a toda solidão da minha vida. 


O autor da obra, Fernando Atallaia, é arquiteto de um desenho, em palavras de confissão, numa edificação construída com traços à moderna engenharia magnético-sentimental, extraída de seu âmago, exposta à oferta de si para os andares, dela, em seus viveres e sentires quanto ao amor.


Com maestria poética, ele se refaz em inúmeras aventuras intencionadas à oferta de seu desejo em busca de uma cumplicidade, quase nunca conseguida, e esvaída, solitária e duvidosamente, como a questão de ter ou não ter reciprocidade na comunhão do sentimento. 


E com belíssimo acabamento criativo enfeita todos os seus andares – aos poemas caracteres – de um caminho que não tem fim, face ao “amor é infinito enquanto dure” à procura de quem o tenha e queira compartilhar. 

Ode Triste para Amores Inacabados é obra significativa da Moderna Poesia Maranhense.




Wybson Carvalho é crítico literário e membro da ACL-Academia Caxiense de Letras.
quinta-feira, 27 de abril de 2017

Maioria da bancada maranhense votou a favor da reforma trabalhista aprovada na Câmara: 12 a 6 

Maranhão Hoje 

Edição de ANB


A bancada maranhense compareceu em peso à votação do projeto de reforma trabalhista, aprovado nesta quarta-feira (26) à noite, com 296 votos a favor e 177 contra. Dos 18 deputados maranhenses, apenas cinco votaram contra.

Votaram a favor da reforma os deputados Alberto Filho (PMDB), Aluísio Mendes (PMN), André Fufuca (PP), Cleber Verde (PRB), Hildo Rocha (PMDB), João Marcelo (PMDB), José Reinaldo (PSB), Júnior Marreca (PEN), Juscelino Filho (DEM), Pedro Fernandes (PTB), Vitor Mendes (PSD), Waldir Maranhão (PR). Votaram contra, Deoclides Macedo (PDT), Eliziane Gama (PPS), Luana Costa (PSB), Rubens Júnior (PCdoB), Wewerton Rocha (PDT) e Zé Carlos (PT).
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Júnior Marreca votou a favor.
Dos 382 deputados de partidos aliados presentes nesta quarta-feira (26), 86 (22,5%) votaram contra o substitutivo do relator Rogério Marinho (PSDB-RN), apoiado pelo governo. Já a oposição deu um único voto a favor da reforma. Dos 91 oposicionistas que votaram, só o pedetista Carlos Eduardo Cadoca (PE) “traiu” a recomendação partidária.

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Weverton: contra.
A esperança para o presidente Michel Temer veio do PSB, que havia fechado questão contra as reformas trabalhista e Previdenciária. Diante do painel eletrônico, a bancada na Câmara se dividiu. Dos 30 parlamentares da legenda presentes em plenário, 14 votaram com o governo e 16, contra. Entre os que contrariaram a decisão da direção do partido, está a líder do partido, Tereza Cristina (MS). Segundo ela, há um recurso contra a decisão do comando partidário de se posicionar contra as duas reformas de Temer.

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Waldir Maranhão a favor.
Para evitar a debandada do PSB, o presidente liberou o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PE), para reassumir o mandato e votar favoravelmente à proposta. Ele deve retornar ao ministério ainda nesta semana. O segundo aliado menos fiel foi o PP, que teve nove dissidentes entre os 34 que participaram da votação. O Solidariedade, de Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força Sindical, deu cinco votos a favor e oito contra a reforma. Um desses votos foi registrado pelo próprio presidente licenciado da central.

O PMDB, de Temer, e o PR, do ministro dos Transportes, Mauricio Quintella Lessa (AL), aparecem na sequência, com sete “traições” ao governo. Já o PSD, do ministro Gilberto Kassab, registrou cinco votos contrários à orientação do Planalto.
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Luana Alves: contra.
O DEM deu todos os seus 29 votos possíveis ao governo. Apenas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por restrição regimental, não votou. Já o PSDB teve apenas uma dissidência. Entre os 44 tucanos presentes, a catarinense Geovânia de Sá foi a única a votar contra o projeto relatado por Rogério Marinho (PSDB-RN), integrante da bancada.
Complacência tóxica

Por José Luiz Oliveira de Almeida

Há pessoas que não têm boa percepção da realidade porque se contentam em apenas olhar o que está diante delas em vez de refletir profundamente sobre o que se apresenta diante dos seus olhos. Essa posição, puramente contemplativa em face da realidade, é que as conduzem a, por exemplo, votar em pessoas despudoradas, sem compromisso com as promessas que fazem, muitas das quais tendentes, pura e simplesmente, ao logro, à obtenção de vantagens de cunho pessoal, levando os incautos, sem a exata visão da realidade, a se contentarem apenas com percepção das sombras dessa mesma realidade. (Sócrates).

Conquanto me coloque na condição de uma pessoa comum, sei que, de certa forma, as minhas posições podem influenciar as pessoas. Por isso, não me limito, aliás, me recuso a ver apenas as sombras do que está em volta de mim.

Prefiro, ao reverso, encarar a realidade, olhá-la de frente, sem medo, sem receio, sem receio de expor as minhas inquietações, sem me importar com os que, numa visão reducionista da realidade, advertem, para estancar o pensamento, que juiz só fala nos autos, olvidando-se os críticos que juiz é componente da sociedade, que ele participa do seu acervo cultural e dos problemas que a envolvem, e que é um equívoco imaginar que exista juiz neutro, asséptico, acrítico ou inolente.

Esses críticos, é bem de ver-se, não se dão conta de que neutralidade, em relação aos magistrados, é uma inviabilidade antropológica (Zaffaroni). Nesse sentido, importa consignar, os que pensam que existem juízes neutros, apenas se enganam, pois, repito, antes de ser magistrado, somos todos partícipes das tendências sociais nas quais nos achamos envolvidos; pensar de forma diversa é imaginar que somos uma categoria de alienados.

Devo dizer, agora, em face do tema que escolhi para essas reflexões, que não tenho receio de, algumas vezes, parecer monocórdico ou monotemático por, aparentemente, insistir nos mesmo temas, pois, afinal, de rigor, múltiplos são os temas sobre os quais já expendi as minhas opiniões, as minhas inquietações, pois me incomoda, como disse acima, a posição meramente contemplativa, imberbe (sentido figurado), neutra, passiva, anódina e acomodada diante da realidade.

A verdade é que, reconheçamos, a realidade que testemunhamos nos últimos tempos tem nos impelido a, muitas vezes, tratar, até com certa frequência, dos mesmos temas, daí que não me recuso fazê-lo, afinal, como diz Caetano Veloso, está tudo fora de órbita. Aliás, no Brasil, desde o descobrimento, tudo parece estar mesmo fora de órbita. Por isso insisto em refletir sobre temas aparentemente reiterados, os quais, no entanto, têm a sua relevância em face do momento em que estamos vivendo.

Importa anotar nesse panorama – e aqui avanço, definitivamente, na direção do tema que elegi para meditar -, como tenho destacado em vários artigos e/ou crônicas, que tendemos a ser complacentes, quando nos convém, com os desvios de conduta, se eles, de alguma forma, nos dizem respeito.
Essa tem sido, infelizmente, uma realidade que se descortina sob os nossos olhos, olhos que assimilam – e aceitam com benevolência, como indisfarçável condescendência –  as condutas heterodoxas, dependendo do autor do desvio, dependendo dos nossos próprios interesses.

Penso, com efeito, que, para alguns críticos contumazes da conduta dos “outros”, a realidade tem  cores diferentes se os desvios de conduta são de pessoas pelas quais têm algum apreço, e/ou quando, de alguma forma, são beneficiários (os críticos) desses mesmos desvios. Nesse cenário, o que se constata é que os desvios de conduta são assimilados como práticas, digamos, normais, desde que não sejam as práticas dos nossos vizinhos; esses, sim, merecem ser censurados, quando não condenados, quando agem em desacordo com os valores morais que cultivamos ou deveríamos cultivar.

Tenho qualificado esse tipo de atitude de complacência tóxica. Os efeitos danosos dessa conduta compassiva são imensuráveis, desastrosas mesmo, para o conjunto da sociedade, porque, com ela, terminamos por sedimentar na sociedade o sentimento de que a vida é mesmo assim, que é preciso relativizar, também, as condutas morais, premissa a partir da qual terminamos por influenciar os caminhos das novas gerações.

A capacidade que temos de apontar nos outros os defeitos que não vemos – ou preferimos fingir não ver – nas pessoas que estão no nosso entorno e que deveriam ser desencorajadas de seguir na direção errada, é, além de tóxica, perversa, pois estimula a formação de uma geração de oportunistas, para a qual o céu é o limite.

Tenho dito, repetidas vezes, que não adiantA sentar numa mesa de bar, numa roda de amigos, num ambiente familiar e criticar a ação nefanda de políticos que tomaram de assalto o Estado brasileiro, para, no mesmo passo, fazer vista grossa em face das condutas desviantes e condenáveis daqueles que estão próximos de nós, ou pelos quais nutrimos simpatia, como fizeram, por exemplo, Artur Azevedo, Raul Pompeia e Jorge Amado, que foram defensores ardorosos do nefasto autocrata  Floriano Peixoto (Schmidt, Paulo, “Guia Politicamente Incorreto dos Presidentes da República, Leya, 2016-02-26T03:00:00+00:00. ibooks).

A esperança que tenho é de que operações como a Lava-jato sirvam para diminuir o ímpeto dos que ascendem ao poder, em face é de uma outorga popular, para, nele, poder, promoverem toda sorte de falcatrua. Todavia, antes, precisamos fazer a nossa parte. Precisamos preparar as gerações futuras para se insurgirem contra essas práticas nefandas, sem discriminar os seus, condenando-os indistintamente.

Devemos, sim, nos unir numa cruzada, definitiva e moralizadora, contra os desvios de conduta, seja das pessoas que estão próximas de nós, seja dos que estão distantes dos nossos olhos ou pelos quais tenhamos alguma simpatia, desestimulando, na medida do possível, as gerações futuras de seguirem os passos dos que condescendem com os desvios de conduta.
É isso.


José Luiz Oliveira de Almeida é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão. Foi Juiz de Direito da 7ª Vara Criminal e Promotor de Justiça. Também lecionou na Universidade Federal do Maranhão e na Escola da Magistratura do mesmo estado, tendo optado, há alguns anos, pela dedicação exclusiva ao Poder Judiciário.

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