sexta-feira, 14 de abril de 2017
Centro é tombado no País  e São Luís, a  capital , Patrimônio Cultural da Humanidade.


POR FERNANDO ATALLAIA

EDITOR-CHEFE DA AGÊNCIA BALUARTE



Quem passa pela Rua Grande em São Luís no Maranhão e vê lixo, ratos, abandono e mau cheiro não se dá conta que aquele logradouro não é uma rua qualquer. A Rua Grande, assim como as demais avenidas, ruelas e becos do Centro Histórico da capital maranhense são tombados e deviam ter sua estrutura vigiada e preservada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgão responsável por sua proteção. Contraditoriamente não se veem técnicos ou agentes do IPHAN vistoriando aquele patrimônio. A prefeitura de São Luís também desconhece a importância do local e nada faz. 

Na Rua Grande, as calçadas estavam cheias de lixo ainda do dia anterior.  (Foto: Flora Dolores/O Estado)
Rua Grande no Centro Histórico de São Luís; paisagem do desconhecimento de sua importância.
O que ocorre a Rua Grande não é uma exclusividade apenas daquele perímetro abandonado no seio da capital maranhense. São Luís, que carrega dentre tantas láureas e designações de reconhecimento nacional e internacional as prerrogativas de ser a Capital Brasileira do Reggae no país, Atenas Maranhense (de onde surgiram radiantes para o mundo grande quantidade de intelectuais, pensadores e escritores capazes de influenciar a cultural nacional), Ilha do Amor (alusão ao romantismo que antigamente lá havia embalado pela poesia,  segurança e tranquilidade em praças e bairros)e Patrimônio Cultural da Humanidade , maior título já concedido a uma cidade no mundo, nada vive hoje da dimensão que  é e representa. 
 
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ABANDONO INSTITUCIONALIZADO Edvaldo Holanda Jr não tem noção da capital Patrimônio Cultural da Humanidade; ele segue como prefeito.
Os órgãos competentes responsáveis pela Cidade-Patrimônio, a saber, a Prefeitura, sob a gestão do prefeito pedetista Edivaldo Holanda Jr, assim bem como autarquias do governo do Estado e órgãos fiscalizadores nada tem feito para inibir a deterioração do Centro Histórico mundial. Recentemente, em face do acúmulo de lixo e podridão nas calçadas da Rua Grande sequer uma notificação ao IPHAN foi feita pelo MPF, para se ter ideia. A situação é deprimente, escandalosa e requer a atenção das entidades internacionais de proteção do Patrimônio Histórico no mundo. Fato similar ocorrido há cinco dias dava conta de que a Fonte do Ribeirão, um dos principais pontos turísticos de visitação do Centro Histórico por mais uma vez foi alvo de ações depredatórias. Garrafas quebradas, lixo e outras manifestações de vandalismo e abandono foram registradas por lá. O que se aplica também a Fonte das Pedras e aos tantos outros monumentos que compõem o acervo da cidade histórica, denegada.

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Responsável pela promoção da Literatura maranhense contemporânea, o Sioge teve sua história delegada ao esquecimento.
A onda de abandono tipificada pela ausência de políticas públicas para uma área onde o Prefeito municipal nomeou um subprefeito sob o pretexto de cuidar do Centro,   esbarra na total  falta de compromisso da atual Gestão  para este fim. Alheios à importância de São Luís enquanto cidade exponencial da   cultura, do pensamento, da arte e detentora do maior conjunto arquitetônico colonial no mundo, os gestores estão aquém da responsabilidade conferida e se mostram indiferentes. Há um ano ações grosseiras e irresponsáveis da Prefeitura do pedetista Edivaldo varreram do mapa azulejos históricos na Praça do Pescador a quem a gestão de Holanda Jr conceituou como ‘’reforma’’. A relação entre tradição e modernidade vem sendo ignorada pelo prefeito quando o assunto é o Centro Histórico de São Luís. O que não ocorre quando da supervalorização de atrações ‘culturais’ de outros estados contratadas por  Holanda Jr   ao seu gosto pessoal, privado


Cenário sinistro, obscuro e criminoso- Um dos locais onde os visitantes das mais  diferentes cidades do estado do Maranhão e turistas de outros países veem como destino certo em São Luís, o Projeto Reviver já viveu seus tempos áureos. 


Atualmente, espaço de insegurança povoado por uma cena criminosa que encontra em casarões decrépitos prestes a cair reduto, o Projeto vem sendo banhado por uma onda de assaltos e roubos que o descaracterizaram. Chama atenção o fato de a Secretaria de Estado da Cultura ali ficar localizada e nenhum projeto cultural ou artístico ter sido implementado no local nos últimos anos. Artistas dos segmentos da arte denunciam a ausência de um programa cultural sistemático no espaço, hoje local perpetrado pelo medo e insegurança. 

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No Projeto Reviver, nenhum programa cultural em execução; onda de crimes e  insegurança se instala.

Nas últimas semanas, ações  criminosas foram  registradas e o público que no passado frequentava  com assiduidade o Projeto,  desapareceu. Os ludovicenses se sentem assustados com o aspecto sombrio do local ,  onde as programações musicais geralmente acontecem só aos fins de semana. Retrato da fragilidade da identidade cultural maranhense, a chamada MPM sumiu do Projeto Reviver para dá lugar a gêneros musicais de estados brasileiros como Rio Janeiro, Bahia, Ceará, Gos e mais recentemente o Pará. 


IPHAN, UEMA E UFMA no mesmo balaio- Longe do debate em torno da revitalização das expressões culturais  da Cidade-Patrimônio, seus acervos histórico-arquitetônicos que fizeram de São Luís uma das referencias mundiais em muitas frentes, as universidades do estado, UEMA e UFMA, seguem o coro do IPHAN. 


O Instituto beneficiado pelo PAC Cidades Históricas ,  programa do Governo Federal, com R$ 28,6 milhões para requalificação da Rua Grande já declarou atraso na iniciação da obra. Dinheiro em caixa, o IPHAN alega que os responsáveis pela não entrega da ‘nova Rua Grande’ no tempo determinado são os tramites burocráticos. O Instituto não disfarça o desinteresse pelo projeto. 

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IPHAN RECEBE R$ 28,6 MILHÕES PARA REQUALIFICAÇÃO DA RUA GRANDE Projeto que nunca saiu do papel.

Já a Uema, que mantém próximo ao IPHAN o curso de Arquitetura da universidade sequer debate a lamentável situação em que se encontra o Centro. O que vem fortalecendo o descaso instalado pelas instituições que deveriam, por legitimidade, trazer à baila a problemática que envolve a área.


Há alguns meses a coirmã da estadual, UFMA, por sua vez, promoveu umas das maiores arbitrariedades quanto à expressão literária do estado. A federal fez do Sioge, órgão responsável pela edição, formação, fomentação e difusão de grande parte da produção literária  maranhense na contemporaneidade mausoléu para uma refinaria, sob  pretexto de instalação de um curso. 


A memória histórica e cultural do Maranhão agradece.
Se provarem ’20 reais ilícitos’, eu paro com a política, diz Lula
 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou as acusações de que teria pedido e recebido dinheiro da Odebrecht  afirmou que, se alguém provar que ele tenha recebido “20 reais ilícitos na vida”, ele abandona a política. O petista foi citado em mais de uma delação, inclusive do ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht, como beneficiário de recursos ilegais da empreiteira, tanto para campanhas eleitorais do PT quanto para benefício pessoal ou de familiares.

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ODEBRECHTEADO? O ex-presidente Lula: Se provarem ’20 reais ilícitos’, eu paro com a política.
“A vida continua, eu vou continuar fazendo política. O dia que alguém provar um erro meu ou 20 reais ilícitos na minha vida, eu paro com a política”, disse. Ele declarou, ainda, que continua “desafiando qualquer empresário brasileiro, qualquer empresário, a dizer que um dia o Lula pediu 10 reais para ele”. “E se alguém pediu em meu nome, essa pessoa tem que ser presa, porque eu nunca autorizei ninguém a pedir dinheiro em meu nome’, disse.


A entrevista foi dada à rádio Metrópole, de Salvador, ao radialista Mário Kertész, que também foi citado por delatores da Odebrecht na colaboração premiada firmada na Operação Lava Jato – ele teria recebido caixa dois em sua campanha a prefeito de Salvador pelo PMDB, quando foi derrotado por ACM Neto (DEM).

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O petista foi citado em mais de uma delação, inclusive do ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht.

“Faz mais de dois anos que eu não consigo passar um dia sem ver uma denúncia, uma insinuação, uma mentira, uma leviandade. E estou conseguindo suportar isso com uma tranquilidade. A cada depoimento, eu fico mais abismado com a qualidade das perguntas que eles [membros da força-tarefa da Lava Jato] fazem, é uma coisa até sem nexo, eles querem apenas encontrar um conteúdo para colocar dentro da tese deles”, afirmou Lula.


Segundo ele, “houve mais um absurdo” no depoimento de Marcelo Odebrecht ao juiz Sergio Moro. “A delação do Marcelo Odebrecht eu até compreendo, ele já está preso há mais de dois anos, até compreendo que ele tem família fora e que está comendo o pão que o diabo amassou e que esteja tentando criar condições para sair da cadeia”, disse.
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DE TOCAIA Moro pretende correr atrás dos '20 reais' sugeridos.
De acordo com ele, as acusações são inverossímeis. “É tão irreal que eu não vou nem rir e nem chorar. Eu vou analisar corretamente, vou conversar com meus advogados, ler cada peça do processo, para que a gente possa chegar no dia certo [depoimento a Moro no dia 3 de maio] e dizer claramente o seguinte: a delação tem de ser provada, não basta o cidadão falar, a pessoa tem que provar”, afirmou.



AS INFORMAÇÕES SÃO DE VEJA

EDIÇÃO DE ANB

Governador vistoriou obras da primeira unidade especializada em ortopedia e Casa de Apoio Ninar


As unidades de saúde têm previsão de entrega para o segundo semestre deste ano.


O Governador Flávio Dino, acompanhando de secretários de estado e gestores, vistoriou, na manhã desta quinta-feira (13), as obras de ampliação e reforma do Hospital de Traumatologia e Ortopedia (HTO) e a Casa de Apoio Ninar. As duas novas unidades de saúde estão em fase adiantada das obras.

A primeira parada da vistoria foi no Hospital de Traumatologia Ortopédica do Maranhão, que irá funcionar na Rua Barão de Grajaú, no bairro Jardim Eldorado. Lá, o governador e sua equipe conheceram as instalações do HTO, que será a primeira unidade do Estado em referência em trauma e ortopedia. Mesmo na Quinta-feira Santa, os 30 profissionais que trabalham na reforma e ampliação do hospital seguiam suas atividades em ritmo acelerado para cumprir o prazo de entrega para o segundo semestre deste ano.


Com investimento de mais de R$ 1,5 milhão, a nova unidade vai contar com 44 leitos, 34 para atendimentos gerais e 10 para Unidades de Terapia Intensiva (UTI), três centros cirúrgicos, posto de enfermagem, sala de repouso, salas de curativo e alas especializadas no tratamento pediátrico e de idosos.


Governador vistoriou obras da primeira unidade especializada em ortopedia e Casa de Apoio Ninar.

“Essa é uma grande conquista porque nós teremos, finalmente, um hospital realmente especializado em trauma e ortopedia para atender os pacientes da ilha, e também os pacientes oriundos da nossa rede no interior do estado. É uma unidade de alta complexidade para ajudar em cirurgias com foco em crianças e idosos. É um grande salto nessa área que é de enorme importância porque o Estado não tinha uma unidade especializada em ortopedia”, afirma o governador Flávio Dino.

Além de ser uma unidade especializada, o HTO também é uma grande conquista porque passa a receber os pacientes que antes eram tratados no Hospital do Câncer, dividindo as especialidades em uma só unidade de saúde.


“Essa também é uma grande vitória porque influi diretamente na especialização verdadeira do Hospital Geral, em tratamento de câncer. Hoje nós temos no antigo Hospital Geral casos de câncer e ortopedia e estamos trazendo a ortopedia para cá, tendo um hospital exclusivo para os casos de câncer e outro exclusivo para tratar ortopedia. Uma nova conquista também é a aquisição de um novo equipamento de radioterapia para o Hospital do Câncer, de modo que até o final do ano, teremos uma rede bem melhor, tanto para Traumatologia e Ortopedia como também para os casos de câncer”, completa o governador.

Quando estiver em pleno funcionamento, a estrutura do hospital vai permitir a realização de 400 cirurgias por mês em várias subespecialidades como cirurgia de mão, ombro, cotovelo, joelho, alongamento ósseo, microcirurgia e também tratamento na pediatria para deformidades congênitas.


“O HTO tem uma estrutura com tecnologia de ponta para oferecer aos maranhenses um atendimento especializado em ortopedia, oferecendo suporte para toda a rede estadual, municipal e também federal”, explica o médico ortopedista e diretor da unidade, Newton Gripp.


Casa de Apoio Ninar

O segundo ponto visitado nesta quinta-feira foi a Casa de Apoio Ninar, centro que vai acolher famílias que precisam permanecer em São Luís para realizar tratamento neurológico em crianças com microcefalia.


“A casa está dividida em duas partes. Na área externa, onde eram realizadas as festas, agora será um espaço de recreação e interatividade entre as crianças, com a realização de atividades que incentivem o desenvolvimento de cada uma. Já na área interna, onde funcionava a residência, passa a ser uma casa de apoio para as mães e pais que vivem no interior do estado e não têm onde ficar durante o tratamento. Teremos capacidade para abrigar 11 adultos e 9 crianças por vez”, explica o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Durante a vistoria, a equipe constatou que a área interna da casa já recebeu todos os serviços de instalação elétrica, hidráulica e pintura. O forro foi revisado e recuperado e todas as estruturas de madeira receberam verniz transparente. A próxima etapa é a recuperação do piso com uma camada de resina e instalação de telas protetoras em todas as janelas dos quartos.


Na área externa, o ambiente em que antes funcionava o monitoramento eletrônico, dispensa e área de serviço foi adaptado e ampliado para receber oito novos consultórios com forro, piso e novas instalações elétricas.

A estrutura metálica da quadra está sendo recuperada para receber nova cobertura, o piso será nivelado em concreto com acabamento em pintura de alta qualidade. No muro, com vista para o mar, será instalado alambrado com 1,80 m² para garantir a segurança das crianças. Já a cozinha, copa e novo refeitório também passaram por recuperações no telhado, forro e instalações elétricas.

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