terça-feira, 4 de abril de 2017
Casa de shows aposta no gênero musical que representa o país e que voltou a ganhar  força na capital maranhense. 
 

POR FERNANDO ATALLAIA

DIRETO DA REDAÇÃO


Nem ‘’forró’, nem ‘’funk’’, nem ‘’sertanejo universitário’’, nem tampouco ‘’arrocha’’. O gênero musical que vem fazendo a cabeça dos amantes da música brasileira na capital maranhense é a MPB.
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O Nosso Canto Buteco, localizado  no  bairro Vinhais: referencia e fortalecimento.

E para melhor exemplificar essa constatação, a procura dos maranhenses pelo gênero originalmente representativo do país vem sendo grande nas noites da Grande Ilha. Um dos pubs que aposta na força da MPB em São Luís , é o Nosso Canto Buteco, localizado  no  bairro Vinhais, onde a grande maioria dos músicos  intérpretes do gênero se apresenta, diariamente. O Nosso Canto é uma das casas referencia em MPB na capital.  


O sucesso da chamada Música Popular Brasileira entre a juventude do estado e especialmente a ludovicense se dá pelo fato de as canções do repertório  executado serem atemporais, terem alto nível de elaboração, letras sempre atuais e poéticas e ainda harmoniosas sob o aspecto rítmico. Do pop ao samba. De Charlie Brown Jr a Cartola, a MPB agrada aos mais variados  públicos.
Carlos Berg é cantor e compositor maranhense com 15 anos de carreira

O cantor Carlos Berg é um dos interpretes da MPB que difunde o gênero na capital; repertório que agrada a todos os públicos.

O gênero que havia passado por certa desvalorização diante dos hits do momento que invadem o país  voltou com toda força em São Luís do Maranhão onde encontra em nomes como o do cantor Carlos Berg seus fieis difusores. Berg pertence ao cast do Nosso Canto ao lado de outros músicos igualmente adeptos da MPB e que tem público certo para suas apresentações. No repertório do artista uma mescla de rock nacional , blues, canções autorais  e , claro, um passeio pelo cancioneiro popular brasileiro. 


A MPB em São Luís nunca esteve em tão bom momento. 

Desmatamento pode colocar Amazônia em ‘ciclo mortal’, diz estudo 

Perda de cobertura florestal deixaria o ecossistema semelhante ao do Cerrado.

Sob constante pressão do desmatamento e ameaçada pelas mudanças climáticas, a Floresta Amazônica corre o risco de entrar num “ciclo mortal” que pode levar o ecossistema a se transformar em algo mais parecido com o Cerrado. De acordo com um estudo liderado por pesquisadores do Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático, baseado na Alemanha, a perda de cobertura florestal provoca uma redução na umidade do ar, desbalanceando o sistema e tornando outras regiões mais suscetíveis ao desflorestamento. Modelos computacionais indicam que sob condições de seca, essas perdas adicionais, classificadas como “autoamplificadas”, variam entre 10% e 13%.

— Sabemos que a redução das chuvas aumenta o risco de perdas florestais e, por outro lado, as perdas florestais intensificam as secas. Por isso, mais secas levam a menos florestas, que geram mais secas e assim por diante — afirma Delphine Clara Zemp, pesquisadora do Instituto Postdam e líder do estudo publicado em março na revista “Nature”.

Esse efeito dominó tem potencial para desestabilizar o equilíbrio do ciclo das águas na Amazônia. Hoje, a umidade penetra no continente vinda do Oceano Atlântico, carregada pelos ventos alísios até o Andes. Durante o percurso, essa umidade se condensa em chuvas torrenciais, que suportam a riqueza do bioma. Mas grande parte dessa água, em média 70% nas áreas de floresta tropical, retorna para a atmosfera pela evapotranspiração — evaporação da água no solo e da transpiração das plantas — e continua o seu caminho em direção ao interior do continente.

Em áreas com a vegetação típica do Cerrado, só 57% do vapor d’água retorna para a atmosfera. E essas perdas vão se acumulando ao longo do caminho, aumentando o risco de secas nas regiões mais internas do continente e a consequente perda de cobertura florestal.

— A região da Amazônia possui dois estados de equilíbrio possíveis. Um deles é o atual, de floresta tropical, e o outro é o de Cerrado. Nós temos a floresta tropical porque as condições de umidade — com muitas chuvas — e de temperaturas amenas são favoráveis — explica Henrique Barbosa, pesquisador do Instituto de Física da USP e coautor da pesquisa. — Se você reduz as chuvas e aumenta as temperaturas, que é o que está acontecendo, o Cerrado passa a ser favorecido.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento voltou a crescer na Amazônia brasileira. No ano passado foram desmatados 7.989 km², aumento de 29% em relação ao ano anterior. Além da atividade humana local, a região sofre com a pressão global das mudanças climáticas: desde 2005, foram três períodos de seca intensos. As projeções indicam a ocorrência mais frequente de eventos climáticos extremos, com secas fortes e prolongadas.

— Mais do que determinar o que vai acontecer, esse estudo serve como um alerta — acredita a pesquisadora Marina Hirota, da Universidade Federal de Santa Catarina e coautora do estudo, ressaltando que não concorda com a previsão de savanização da Amazônia. — O que nós sabemos é que esse círculo vicioso, essa desestabilização, provoca perdas na floresta sem que o homem tenha que ir lá e desmatar.

BOA NOTÍCIA

Apesar das previsões, o estudo indica forte resiliência do ecossistema amazônico. Por ser heterogêneo, as diferentes espécies de plantas resistem de forma diversa aos períodos de seca, e fornecem maior resistência às alterações nos regimes de precipitação.

— Uma pessoa tem dez vasos com espécies de plantas diferentes na varanda, precisa viajar e pede para o vizinho regar. Por mais que ele regue todos os dias, ele coloca menos ou mais água, perturbando o sistema. Na volta da viagem, quatro plantas morreram, mas seis sobreviveram. Essa é a resiliência da heterogeneidade — exemplifica Marina. — É isso o que acontece na Amazônia. Em regiões diferentes, as florestas são diferentes, e algumas porções podem não sobreviver, mas outras certamente irão.

Carl Schleussner, outro coautor do estudo, concorda que com as mudanças nas chuvas previstas para o fim deste século, a Amazônia não morrerá.

— Mas grandes partes certamente estão em risco — alerta Schleussner.


As informações são do repórter Sérgio Matsuura, de O  Globo
Edição da Agência Baluarte 

Corregedoria da Justiça discute proposta de trabalho e formação para ressocialização de apenados


O juiz auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão (CGJ-MA), Gladiston Cutrim, e o juiz Fernando Mendonça (2ª Vara de Execuções Penais) se reuniram com gestores da Cooperativa de Trabalho e Serviços do Maranhão (COOTRASEMA), para apresentação do trabalho da entidade, que se propõe a proporcionar aos encarcerados e egressos do sistema prisional e aos seus familiares, trabalho e formação geral, como meio de reinserção profissional e social, por meio do cooperativismo.


Durante a reunião, os gestores da cooperativa fizeram uma apresentação do plano de negócios da entidade, que tem como meta “estabelecer negócios cooperativados, estruturados, participativos e sustentáveis, adaptados ao perfil do usuário”. E do seu projeto pedagógico, baseado na metodologia do educador Paulo Freire, na valorização da religiosidade, com apoio de consultores, visando à “reeducação e o protagonismo dos cooperativados”.

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O juiz auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão (CGJ-MA), Gladiston Cutrim, e o juiz Fernando Mendonça (2ª Vara de Execuções Penais) se reuniram com gestores da Cooperativa de Trabalho e Serviços do Maranhão (COOTRASEMA), para apresentação do trabalho da entidade, que se propõe a proporcionar aos encarcerados e egressos do sistema prisional e aos seus familiares, trabalho e formação geral, como meio de reinserção profissional e social, por meio do cooperativismo.
Em troca da participação efetiva do egresso nas atividades, a entidade se propõe a oferecer geração de renda com o fomento de diversos negócios na área de serviços e produtos, atividades de promoção do desenvolvimento pessoal, educativo, cultural, atendimento psicológico e cursos de formação profissional do beneficiário.


PARCERIA - O gestor André Barreto propôs parceria institucional com o Poder Judiciário, por meio da Corregedoria Geral da Justiça e da UMF - Unidade de Monitoramento, Acompanhamento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça do Estado. E discutiu com os magistrados alternativas para levar a proposta da COOTRASEMA à discussão com os demais operadores do sistema de Justiça.

“Somos uma empresa, com uma proposta nova, não assistencialista, com o objetivo de desenvolvimento de atividades de geração de renda para os egressos do sistema prisional, por meio do sistema de cooperativa, e buscamos parcerias institucionais para implementação desse projeto”, ressaltou o gestor.


Para o juiz Gladiston Cutrim, a proposta da Cootrasema é interessante, por reunir todas as condições almejadas pela Justiça Criminal no apoio à ressocialização dos apenados do sistema carcerário. O juiz Fernando Mendonça, da 2ª VEP, acredita que, se bem desenvolvidas, as atividades propostas pela cooperativa vão auxiliar o trabalho de ressocialização já realizado pelo Judiciário e contribuir para evitar a reincidência do egresso no crime e para reduzir a criminalidade na sociedade.


O trabalho da entidade conta com o apoio de um Grupo Focal, formado por cerca de 30 egressos do sistema penitenciário, que definem, com os consultores da cooperativa, as melhores opções de negócios e estratégias comerciais para propiciar trabalho e geração de renda para os cooperativados.

Segundo o egresso Francisco de Assis Ribeiro, que participou da reunião, “a reinserção social, por meio da valorização do trabalho, como o da cooperativa, oferece ao egresso condições dignas para dar prosseguimento a uma vida honrosa, com extensão à sua família, amigos e à sociedade”.


Também participaram da reunião Ariston Apoliano, coordenador da UMF/TJ; Fabrício Cotrim, coordenador de Medidas Cautelares e Execução Criminal da CGJ-MA; Marlon Aguiar, diretor executivo da OCB/MA (Organização das Cooperativas Brasileiras); José Amaro Nogueira (Casa de Francisco de Assis); Ana Lúcia Araújo (Programa Começar de Novo); Gilberto Leda Carvalho (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo); Cleiginaldo Barros e Ilene Rubim (Assembleia de Deus Missão).


MATÉRIA ENVIADA PELA CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DO MARANHÃO

Delegado é investigado por improbidade administrativa

O delegado Joviano Furtado é suspeito de ter envolvimento com dono de bingo.

O promotor Cláudio Cabral Marques, da 1ª Promotoria de Justiça Especializada do Controle Externo da Atividade Policial de São Luís, instaurou no dia 10 de fevereiro um procedimento preparatório para apurar possível prática de ato de improbidade administrativa do delegado Joviano Furtado.

O caso remonta a outubro do ano passado, quando Furtado e homens da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) protagonizaram uma confusão durante uma operação de combate à máfia dos caça-níqueis no Mercado Central, em São Luís.
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EM FRENTE AO BINGO O delegado fechou a casa de jogos e prendeu um Policial Civil no dia 4 daquele mês. Um dia depois, a Seic foi ao local para catalogar o material apreendido, cumprindo ordem do Departamento de Combate ao Crime Organizado.
O delegado fechou a casa de jogos e prendeu um Policial Civil no dia 4 daquele mês. Um dia depois, a Seic foi ao local para catalogar o material apreendido, cumprindo ordem do Departamento de Combate ao Crime Organizado. Ao chegar ao Mercado Central, o delegado já estava novamente em frente ao bingo.

Policiais da Seic dizem que ele tentou obstruir o trabalho dos investigadores. Ao abrirem a porta da casa de jogos, já não havia mais nenhuma máquina no local. Então, eles suspeitaram de envolvimento do delegado com o dono do bingo.


AS INFORMAÇÕES SÃO DO JP
EDIÇÃO DE ANB ONLINE

PIB tem queda de 0,3% em janeiro


O PIB do país recuou 0,3% em janeiro na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (3). A FGV reforçou que foi a menor queda em 22 meses.

A queda foi de 0,06% na comparação com dezembro. No trimestre encerrado em janeiro, houve quedas de 0,22% na comparação com o trimestre encerrado em outubro de 2016 e de 1,1% em relação ao trimestre que terminou em janeiro de 2016.

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O PIB do país recuou 0,3% em janeiro na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (3). A FGV reforçou que foi a menor queda em 22 meses.
Na comparação com o trimestre encerrado em janeiro de 2016, os principais destaques positivos foram os setores de extrativa mineral (7,5%) e eletricidade (5,7%). Contribuíram para a queda de 1,1% do PIB os setores da construção (-6,5%) e transportes (-5,1%).

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias caiu 2,6% no trimestre que acabou em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Já a formação bruta de capital fixo (investimentos) teve queda de 3,9% no período.


AS INFORMAÇÕES SÃO DA AGÊNCIA BRASIL
EDIÇÃO DA AGÊNCIA BALUARTE

Ode Triste para Amores Inacabados, de Fernando Atallaia

Fernando Atallaia é músico, compositor, jornalista e um jovem e belo poeta maranhense, não tão jovem como Edimião, o pastor, mas  belo como Keats, quando se nos revelou as odes contidas naquela urna grega transbordante de melodias inéditas, e como o poeta inglês, também caracterizada por um imaginário sensual. 

E são odes que Fernando Atallaia nos trás, todas carregadas de muita emoção, sensibilidade e erotismo, a levar-nos, o poeta, às raias da luxúria e até aos páramos da concupiscência, com ternura no léxico em que escafandra seus sentidos, e com a enérgica semântica com que golpeia as suas imagens.

Vejamo-lo no poema rendez-vous:  “Demorei séculos para gozar neste latifúndio”. Sente-se aqui que Atallaia é incisivo na palavra e tirano contra o comum existencial no poema...

O escritor Fernando Braga sobre a obra poética de Fernando Atallaia: ''Vê-se por ai que Fernando Atallaia não é só um engajado poeta na temática da hora que passa, mas um músico de grande fôlego, e um poeta e compositor que se confundem com o jornalista e com o repórter, de gosto requintado e talento sem medidas''.
E o poeta grita. Perspicazmente, Fernando se adentra à física quântica em rumo de outros “buracos negros” para se fazer partícula do firmamento e dizer:  “Um átomo saliente rumo a este céu. Meu nome é Jean Yves Lecastel. O senhor das donzelas aprisionadas. Das falas tímidas amordaçadas do púbis tristes entre os  lençóis...”

Quer mais? Por isso o poeta conclui: “Meu nome é  Jean Yves Lecastel. Nasci entre brechas nas frestas escuras do afeto. A ver a pele sangrar no dorso de mamilos rejeitados...”

Vê-se por ai que Fernando Atallaia não é só um engajado poeta na temática da hora que passa, mas um músico de grande fôlego, e um poeta e compositor que se confundem com o jornalista e com o repórter, de gosto requintado e talento sem medidas.

E o poeta prossegue em suas odes, desta vez a projetar-se nas entranhas de “Vivi Fernandes e Lara Stevens devorando Hilda Hilst”, para aconchegarem-se como quem dorme para depois dizer sem despudor: “Despertai das entranhas do desejo olho meu corpo meu Falo meu falo de amor nessa hora...” Para quedar-se, por fim em êxtase: “Chupo o verso da vulva insaciável e Hilda dorme para me sugar enquanto gozo. Chupo e caio. Devo ir agora antes que o mundo se acabe”. 

Deixei para o final este em “Nome da filha”. Poema em que Fernando Atallaia canta como se estivera entre as cinzas do Purgatório e o dionisíaco esplendor dos filhos de Euterpe e Calíope, de quem ele é um dos escolhidos e  legítimo: “Todo dia é a mesma coisa tento  amenidades. E digo que lançarei um livro. A mulher sorrir sem dentes e mostra o decote. Chamar-se-á Ode Triste para Amores Inacabados”

Fernando Braga

Caldas Novas – Goiás, março de 2017.


Fernando Braga nasceu em São Luis do Maranhão em 29 de maio de 1944. Escritor, poeta e jurista com pós-graduação em Ciência Política na Universidade de Brasília (UnB), e estágio em Direito Penal Comparado pela Universidade de Paris-Sorbonne, publicou em poesia: Silêncio Branco, 1967; Chegança, 1970; Ofício do Medo, 1977; Planaltitude, 1978; O Exílio do Viandante, 1982; Campo Memória, 1990; O Sétimo Dia 1997 e Poemas do tempo comum, 2009.  


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