domingo, 2 de abril de 2017

Mulher aprisionada pelo irmão durante 16 anos é resgatada


Maria Lúcia tem 36 anos e viveu 16 deles em cárcere privado no Ceará. Ela comia duas vezes ao dia em um local sem banheiro, onde o odor de fezes e urina tomava conta. A vítima perdeu a capacidade de falar e se comunica pela escrita.


A agricultora Maria Lúcia Braga tem 36 anos e viveu 16 deles em cárcere privado na cidade de Uruburetama, a 120 quilômetros de Fortaleza.

O acusado pelo crime é João Almeida Braga, irmão de Maria Lúcia. O isolamento forçado terminou há 20 dias e foi divulgado ontem pela polícia.

João, de 48 anos, prendeu Maria Lúcia em um quarto escuro quando descobriu que a irmã, ainda solteira, havia engravidado.

No dia 9, policiais a resgataram e ontem o acusado foi preso, por cárcere privado e maus tratos. O bebê de Maria Lúcia, nascido em 2001, foi doado na época a outra família.

mulher 16 anos presa fortaleza ceará
Maria Lúcia foi encontrada nua e sem conseguir falar em um sítio na cidade de Uruburetama (a 120 km de Fortaleza)
Segundo Harley Filho, delegado responsável pelo caso, o cárcere foi descoberto após uma denúncia. “Tivemos de romper dois cadeados e arames para tirá-la do cativeiro. Deu trabalho, pois, para ter acesso ao quarto, tivemos de passar por um terreno que tem três casas.”

O quarto de Maria Lúcia, contou o delegado, tinha apenas uma rede e um pano usado como lençol. Não havia banheiro. “O odor de fezes e urina tomava conta do local”, descreveu Harley Filho. Ela era mantida nua no quarto.

Segundo depoimentos de parentes de Maria Lúcia, ela tinha duas refeições diárias – uma às 10 horas e outra entre 15 e 16 horas. Nas poucas vezes em que alguém abria o quarto, ela tentava escapar.
O cativeiro não tinha eletricidade e a janela sempre ficava fechada. Maria Lúcia foi levada ao hospital da cidade e agora está na casa de uma família, onde, segundo a polícia, passa bem.

Como perdeu a capacidade de falar, ela se comunica pela escrita. “Aos poucos ela está recuperando a fala”, afirma Harley Filho.

O filho entregue a doação, hoje com 16 anos, foi localizado pelos policiais. “Vamos com calma para não gerar mais traumas”, diz o delegado.

Os pais da vítima são idosos e debilitados, de acordo com a Polícia Civil, e João cuidava das finanças da casa. Ele argumentou que o encarceramento era necessário para que a irmã não engravidasse novamente.
Maria Lúcia teria ficado grávida após o fim de um relacionamento. O término também teria causado problemas psicológicos à jovem, que tinha uma vida normal antes de ser aprisionada.

João de Almeida Braga foi indiciado por maus-tratos e cárcere privado. Se condenado, pode pegar prisão de um a quatro anos pelos maus-tratos e de dois a cinco anos pelo cárcere privado.


AS INFORMAÇÕES SÃO DA AGÊNCIA  ESTADO

EDIÇÃO DA AGÊNCIA BALUARTE
Quem incita o crime merece punição maior 
Rubens Pereira Jr    
Combater quem encoraja um crime é tão necessário quanto punir quem comete alguma infração às nossas leis. Essas batalhas fazem parte do papel de quem defende a vida em sociedade, com paz e diálogo democrático.
A respeito disso, nesta semana a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou meu parecer sobre o Projeto de Lei 7.544, de 2014. A proposta, do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), teve meu apoio e de todos os demais presentes na reunião.
O PL propõe um salto na pena prevista para quem incitar um crime, além de prever multa obrigatória ao criminoso. Incitar é o mesmo que estimular, instigar ou induzir outra pessoa a cometer algo.
O deputado Rubens Pereira Jr: ''A respeito disso, nesta semana a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou meu parecer sobre o Projeto de Lei 7.544, de 2014. A proposta, do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), teve meu apoio e de todos os demais presentes na reunião''.
Pela proposta, a pena mínima aumentaria em quatro vezes – de três meses para um ano –, e a máxima aumentaria até seis vezes – de seis meses para três anos.
Para mexer na pena, o projeto defende mudar o Artigo 286 do Código Penal. Do jeito que é hoje, o réu pode ser punido com a prisão ou multa, sendo esta uma alternativa prevista para evitar a detenção.
A maior inovação da proposta, porém, está no seu complemento. A punição de quem incita poderá ser ainda maior se ela for cometida pela internet ou em meios de comunicação de massa.
Essa parte da medida trata de um aspecto mais moderno das nossas relações sociais, com a presença marcante das redes virtuais de relacionamento. E é por isso mesmo que a iniciativa ganha ainda mais destaque.

Diálogo democrático

Como a tecnologia favoreceu a comunicação, deixando-a inclusive mais rápida, fica ainda mais fácil vermos casos de ofensas, além de incitações a crime. Tanto ontem como hoje podemos ver essas situações partindo, por exemplo, de apresentadores de televisão daqueles programas do tipo policialesco.
Para virar lei, o PL 7.544 precisa ser aprovado pelos deputados no plenário. Vale dizer que o meu parecer estava pronto desde dezembro, mas teve pela frente o recesso parlamentar e precisou esperar a recomposição das comissões.
A aprovação desse PL será mais um passo importante na direção certa, rumo à Justiça. Outros pontos podem ser melhorados, por exemplo no Código de Processo Penal, que está em revisão na Câmara. Como deputado e membro da CCJ, participo da comissão especial que discute o tema, presente no PL 8045, de 2010.
Sobre o aumento da pena prevista à incitação de crime, vale reforçar que se espera que as pessoas tomem mais cuidado antes de manifestar-se. Ou seja, valem sempre os ditados antigos: ‘Ouça mais e fale menos’ ou ‘Pense duas vezes antes de abrir a boca’.
É claro, porém que a intenção não é reprimir a livre manifestação dos cidadãos em seus vários ambientes sociais. Mas o estímulo ao crime é algo gravíssimo em qualquer sociedade. Já são trágicas as mortes e agressões cotidianas. Cabe a nós coibir as mensagens que possam favorecer esses crimes.
A incitação ao crime vai contra a promoção da paz, que inclui o estímulo ao diálogo, a oferta de serviços públicos a todos, além da punição aos delitos.
Aprovar o Projeto de Lei 7.544 será importante para o Legislativo e a sociedade…

ENVIADO PELA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Artistas independentes, Fran e Lucas pretendem agitar a cena musical de São José de Ribamar com o Bromélias Hidropônicas.


POR FERNANDO ATALLAIA

DIRETO DA REDAÇÃO 


Os músicos e cantores Fran Moreira e Lucas Mariachie estão juntos numa empreitada  musical que contemplará a obra dos compositores maranhenses a partir de releituras acústicas. 


Lucas que vem se apresentado às sextas-feiras na Pizzaria Nômades, localizada na sede da cidade, é conhecido em São Luís pela exemplar interpretação que faz de grandes nomes da MPB. Em contato com a reportagem da Agencia Baluarte, Fran Moreira contou que a participação do artista no Bromélias Hidropônicas, título do projeto capitaneado por ambos, é uma iniciativa da banda Humble que há 2 meses anunciou, oficialmente, o projeto Som na Praça que visa ocupar os espaços públicos de São José de Ribamar com música de qualidade.

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O cantor Fran Moreira sobre novo projeto: ''O repertório do Roots na Praça é composto pelas composições de artistas que não só influenciam e influenciaram a mim, mas vem influenciando todas as gerações de novos músicos e novas bandas, além, é claro, da qualidade musical desses compositores que é inegável e já reconhecida em todo o estado e até fora do Maranhão, será uma honra interpretá-los''. 

‘’O  Bromélia Hidropônicas com a participação do nosso querido Lucas Mariachie é uma inciativa da Humble,  dentro da nossa proposta de levar música de qualidade aos espaços públicos de Ribamar e que vai estar acontecendo ainda este mês’’, afirmou Fran. 


O Som na Praça, segundo o cantor, deverá também ganhar desdobramentos dentro de gêneros musicais como Reggae e Samba. Moreira detalha que um repertório com a preocupação de levar grandes nomes da música do Maranhão aos palcos através do  Bromélias já está sendo montado. 


‘’O objetivo é montar um repertório trazendo ao público ribamarense e da Grande  Ilha  a obra musical dos maiores compositores do estado,  explorando os estilos e gêneros musicais. Para as apresentações de reggae teremos o Roots na Praça , para apresentações de Samba o Samba na Praça, por exemplo’’, adiantou. 


Bebendo da fonte- Fran Moreira vem se destacando em São José de Ribamar como um dos principais intérpretes da cidade. Ao lado de nomes como João de Deus e Vinicius Carvalho, o cantor promove em São José de Ribamar eventos culturais voltados para o fortalecimento da identidade musical ribamarense.
 
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Lucas Mariachie vem sem apresentando às sextas-feiras na Pizzaria Nômades na sede da cidade: ele fará parte do projeto Bromélias Hidropônicas, que contempla compositores do Maranhão.
Ansioso para estrear neste primeiro momento  o Roots na Praça, Fran se diz animado com a possibilidade de difundir as composições daqueles que o influenciaram e vem influenciando sua trajetória no mundo musical ao longo dos anos. 


‘’O repertório do Roots na Praça é composto pelas composições de artistas que não só influenciam e influenciaram a mim, mas vem influenciando todas as gerações de novos músicos e novas bandas, além, é claro, da qualidade musical desses compositores que é inegável e já reconhecida em todo o estado e até fora do Maranhão, será uma honra interpretá-los’’, reconheceu o músico.


SERVIÇO


O que: projeto Bromélias Hidropônicas/Roots na Praça, dos artistas Fran Moreira e Lucas Mariachie 


Onde: São José de Ribamar


Quando: nas próximas semanas na cidade balneária.


Repertório:  Santa Cruz, César Nascimento, Zeca Baleiro, Mano Bantu, Mano Borges, Fernando Atallaia, Nicéas Drumont, Banda Guetos, Erasmo Dibell,  dentre outros.

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