sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Em posse de Marun, Temer diz que votação da Previdência foi adiada para "não constranger" deputados

Presidente pediu ao novo ministro que se dedique "20 horas por dia" à aprovação da reforma.

Durante a posse do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) como novo ministro da Secretaria de Governo, na tarde desta sexta-feira (15), o presidente Michel Temer afirmou  que a votação da reforma da Previdência Social foi adiada para fevereiro do ano que vem para "não constranger" os deputados.

"Eu digo aqui com muita tranquilidade que nós estamos empenhados. [A votação] vai ficar para fevereiro? Ótimo! Para fevereiro vocês sabem por quê? Porque nós contamos votos. Enquanto não tivermos os 308 [votos], não vamos constranger nenhum deputado. Nem nós queremos, nem o Rodrigo [Maia, presidente da Câmara] quer, e nem o Eunício [Oliveira, presidente do Senado] quer", disse Temer.

Em sua fala, o presidente ainda se dirigiu a Carlos Marun, novo responsável pela articulação política do governo, e pediu que ele se dedique "18 horas por dia, se possível 20 [horas]" à aprovação da reforma.

Inicialmente, o objetivo de Temer era votar a reforma ainda neste ano na Câmara. Contudo, a dificuldade em reunir os 308 votos necessários e as reivindicações de categorias de servidores, que se queixam das novas regras para aposentadoria propostas pelo governo, fizeram com que a votação fosse adiada para 2018.

Marun e Temer conversam durante cerimônia de posse

Marun e Temer conversam durante cerimônia de posse: votação adiada para "não constranger" deputados.

Temer afirmou ainda que espera que durante o recesso parlamentar, os deputados aproveitem para constatar que não há na população uma "oposição feroz" à reforma. "No mês de janeiro vai acontecer uma coisa curiosa. Os nossos parlamentares vão para suas bases e vão verificar que não há uma oposição feroz em relação à Previdência. E, portanto, voltarão, penso eu, muito mais animados para votar a reforma da previdência em fevereiro", afirmou.

 Carlos Marun reforçou, após a posse, que o recesso parlamentar, em vez de "atrapalhar," poderá ajudar o governo a aprovar a reforma. "O recesso que é visto por muitos como um dificultador na conquista de votos, no meu modo de ver terá um efeito diferente. [...] Nosso sentimento é que os parlamentares dos partidos da base, ao chegarem às suas bases, receberão apelos pela aprovação da reforma", disse.

Alta hospitalar

A cerimônia de posse de Marun aconteceu poucas horas após Temer receber alta hospitalar, em São Paulo. O presidente estava internado depois de ter passado por uma pequena cirurgia urológica. Temer permanecerá com uma sonda por aproximadamente três semanas e, por “ponderação” médica, não deverá viajar à Ásia no início do ano.


AS INFORMAÇÕES SÃO DO UNICAMP NOTÍCIAS
EDIÇÃO DE FERNANDO ATALLAIA

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