domingo, 29 de outubro de 2017
Marcial Lima defende que Justiça ouça polícia antes de soltar traficantes 
Em discurso na tribuna da Câmara Municipal de São Luís, o vereador Marcial Lima (PEN) defendeu a atuação conjunta da Justiça com as autoridades policiais na análise de pedidos de soltura de traficantes. Para Marcial, a aproximação entre o Judiciário e a polícia, nesses casos, pode evitar a libertação fácil de indivíduos envolvidos com o comércio de entorpecentes presos com grande quantidade de drogas, a exemplo de um homem e uma mulher flagrados com 200 kg de maconha, no último dia 19, em São José de Ribamar, e soltos menos de 72 horas depois.

O vereador destacou a insatisfação das forças de segurança pública com a liberação dos traficantes e citou a atitude do chefe da Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc), delegado Tiago Bardal, que expôs na mídia local e de outros estados o seu descontentamento com a decisão judicial. Segundo ele, ao soltar o casal a Justiça jogou por terra um trabalho de investigação policial que durou meses. “A bandidagem tem uma facilidade impressionante de sair pela porta da frente das cadeias do Maranhão”, declarou o líder do PEN no parlamento municipal, afirmando que muitos dos beneficiados com a liberdade volta a explorar o tráfico.

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Marcial Lima defende que Justiça ouça polícia antes de soltar traficantes.
Marcial Lima lembrou, ainda, o caso de um traficante de armas, preso em julho com um arsenal, incluindo 10 fuzis, que hoje está livre.

Criminalidade

O vereador alertou que do total de homicídios e latrocínios registrados em São Luís, em torno de 70% estão diretamente relacionados ao tráfico. Lembrou, ainda, que muitos produtos de assaltos e furtos têm como destino as bocas de fumo, para serem trocados por drogas. “O celular que é roubado em uma parada de ônibus e a televisão que o ladrão rouba da casa do cidadão trabalhador vão parar nas mãos de um traficante”, afirmou.

Marcial apela à nova gestão do Tribunal de Justiça, que será empossada em dezembro, a analisar a questão, para que a Polícia Civil e a Polícia Militar sejam consultadas antes de qualquer decisão que possa favorecer o tráfico.

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