domingo, 23 de julho de 2017

JBS diz que esquema começou em MS e entrega listas de nomes e notas fiscais

Os irmãos Wesley e Joesley Batista revelaram em delação premiada que o esquema de corrupção da qual a JBS é participante começou no Mato Grosso do Sul. O esquema, segundo os executivos, teria durado 13 anos, e funcionaria com base em falsas vendas de gado para disfarçar pagamentos de propina a autoridades no Estado.

Os empresários entregaram ao MP uma lista com nomes e notas fiscais com simulações de compras dos animais, que nunca foram levados para o abate. 
Wesley também declarou que a JBS fez doações oficiais e via caixa dois a Reinaldo Azambuja (PSDB), atual governador, e Delcídio do Amaral (PT), que disputaram o segundo turno ao governo do Estado em 2014. De acordo com ele, as vendas de gado eram inventadas para justificar a saída do dinheiro da JBS. 
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O pecuarista vendeu 140 cabeças de gado à JBS, por R$ 333 mil, em dezembro de 2016. Os caminhões deveriam levar os animais da fazenda dele, mas nunca foram entregues.
"O Joesley negociou com o Delcídio e com Reinaldo que se o Reinaldo ganhasse, um ia pagar a conta do outro. Ele [Delcídio] recebeu um valor relevante, R$ 12 milhões, tem várias notas frias, dinheiro em espécie. E como ele não foi eleito e foi o Reinaldo, o Joesley falou: 'ó, a conta do Delcídio é sua'", diz Wesley em trecho da delação.

O empresário afirmou que o esquema era antigo e que durou, pelo menos, 13 anos, mas que teria sido interrompido no ano passado devido às investigações da Lava Jato. "Esses pagamentos aqui, que são os mais recentes, R$ 12.900.000 para empresa Buriti, e todos esses aqui, que são pessoas físicas, são produtores que emitiram notas fiscais contra nós", completa Wesley na delação.

Um desses produtores seria o secretário de fazenda de Mato Grosso do Sul, Márcio Monteiro. O pecuarista vendeu 140 cabeças de gado à JBS, por R$ 333 mil, em dezembro de 2016. Os caminhões deveriam levar os animais da fazenda dele, mas nunca foram entregues.

Outros secretários também estão envolvidos. Zelito Alves Ribeiro, coordenador político do governo, teria emitido notas fiscais que totalizaram R$ 1,758 milhão. Nelson Cintra, ex-secretário de Turismo e coordenador político do governador, recebeu cerca de R$ 300 mil.


AS INFORMAÇÕES SÃO DO JB
EDIÇÃO DA AGÊNCIA BALUARTE

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