quinta-feira, 22 de junho de 2017
Tema virou filão entre políticos maranhenses e até instituições públicas lançam mão da farsa.
Na prática, a realidade é outra. E cruel. 

POR FERNANDO ATALLAIA
EDITOR-CHEFE DA AGENCIA BALUARTE 
atallaia.baluarte@hotmail.com
 

Seminários, encontros, eventos. No Maranhão essa tríade ilusionista vem funcionando bem quando o assunto é a autopromoção de políticos interessados em apenas aparecer na pauta do dia. E entre estas, um dos problemas mais sofríveis e graves   já vivenciados pelos maranhenses nos últimos três anos vêm fazendo a festa daqueles que pensam tirar proveito da tragédia humana. 


Midiáticos e desonestos com a realidade, alguns dos políticos do estado e até instituições públicas se renderam a uma duvidosa campanha contra as drogas. Na prática, as reuniões apavonadas com a cara de debate sério, não passam de pura teoria. Não que os fóruns em torno de questões dessa relevância sejam inúteis, mas em se tratando de políticos de mandato e instituições que gerem recursos públicos, a falta de investimento concreto por parte de seus participantes denuncia a verdadeira intenção destes. 

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APENAS TEORIA. NADA CONCRETO A deputada Eliziane Gama levanta bandeira do 'combate às drogas' no Maranhão: destinação de verba pública para enfrentamento do problema , ausente.
Nessa linha de ‘atuação’, nomes como Eliziane Gama e Cabo Campos se sobressaem. Os deputados incorporaram uma bandeira, que sabem,  só teria resultado positivo com ações substanciais e efetivas no campo social. No entanto o que ambos vem  fazendo é palestrar. Isso mesmo: palestrar. Grosso modo em busca de visibilidade para uma questão que a cada dia no Maranhão vem se tornando  nicho eleitoreiro e perdendo, assim, sua dimensão de urgência. Hoje, apenas na Grande São Luís, a farta incidência de ações criminosas evidenciada num nível de violência nunca antes visto tem relação direta ou indireta com o tráfico de drogas, que por sua vez virou válvula de escape para uma geração sem oportunidades e acesso a políticas públicas de inserção social, especialmente formação e geração de emprego e renda. 


É nessa ambiência que o discurso dos deputados, instituições como UFMA e parte das  entidades que corroboram da conduta midiática  de muitos desses  políticos se confronta com uma dura , cruel e devastadora realidade. Crianças e jovens entre 7 e 18 anos no Maranhão dos direitos humanos perderam o direito de viver a puberdade, adolescência e seguem sem perspectiva de futuro. Pior: não conseguem chegar à fase adulta, assassinados que são antes mesmo de alcançar a maioridade. 

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CAFEZINHO E AR-CONDICIONADO Reitora da UFMA, Nair Portela participou de encontro sediado na universidade este ano: eternos debates num campus devassado pela criminalidade.

‘Cultura de Eventos’- Na esfera pública, a população do estado já começa abrir os olhos para os chamados ‘mandatos do destaque’. Deputados maranhenses que tanto na ALEMA quanto na Câmara Federal, pagos pelo dinheiro do eleitor, atuam em plenário ressaltando em tempo real  a importância de eventos festivos, encontros  particulares e aniversários, sem apresentar projetos de enfrentamento à miséria ainda presente no estado.  A estratégia é simples: fazer parecer, à guisa de enganação, que um encontro organizado em sala com cafezinho e ar-condicionado já revolveu o problema real dos maranhenses nesse particular. Não resolveu: milhares de famílias vêm sendo dilaceradas pela cadeia produtiva que se formou em torno das drogas no Maranhão. Debater o assunto podendo-se investir concretamente com verba pública a que esses deputados têm direito não levou a nada até aqui. 


Por trás desses seminários há milhares de jovens, mulheres , crianças e idosos destruídos pelas drogas que não conseguiram chegar até a mesa do debate.  


Lá onde eles estão palestrando, orgulhosos.

4 comentários:

  1. Infelizmente nossos 'representantes' não fazem nada em prol da sociedade. Ao contrário, usam os problemas que devastam famílias inteiras para tirar proveito e manter-se no poder.

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  2. Bom saber que podemos contar com o maior jornalista do Maranhão
    Essa é a materia que faltava
    Professora Tania sua fã de Caiapó

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  3. Político é mestre na arte do blablabla, sempre visando dividendos eleitorais. A cada Encontro, a cada Palestra, a cada Seminário o blablabla vai rendendo de leve alguns votos saídos do povo ingênuo. De quebra, vão se formando algumas ONGs pra sugar um pouco de verba pública, alguns sociólogos ou estudantes de sociologia aproveitam para esquerdizar o público e culpar a sociedade pela falta de ação das autoridades competentes, e os politicóides universitários fazem movimentos e manifestações notoriamente partidárias. Todos fingindo que estão preocupados com o problema.

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  4. Esta reitora é inclassificável! Como continua neste cargo se na gestão dela estupros e homicideos já ocorream? A moça tem a Costa tão quente que deixou o MPF boca de trancadinha. Barbaridade!

    Pedro Tiógenes

    CHH

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