quarta-feira, 28 de junho de 2017

Temer escolheu Raquel Dodge para substituir Rodrigo Janot na PGR 

Esta é a primeira vez que uma mulher assume o cargo de procuradora geral da república.

O presidente Michel Temer escolheu, na noite desta quarta-feira (28/6), a sub-procuradora geral Raquel Elias Doges para o cargo de procuradora Geral da República. Ela é a primeira mulher a ser nomeada para PGR. A decisão veio um dia após a divulgação da lista tríplice indicada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). 

Líderes na Câmara se encontraram com o presidente da República nesta quarta-feira e expressaram a importância de ele agilizar o processo de escolha do sucessor de Rodrigo Janot. Eles avaliaram que isso era vital para colocar Janot em segundo plano dentro da PGR.

Raquel foi o segundo nome mais votado entre os procuradores da tríplice de possibilidades. Com essa decisão, Temer quebra a tradição de escolher o nome mais votado na lista tríplice. A expectativa é que o Janot deixe o cargo em 19 de setembro, e só aí Raquel deve assumir. 

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Esta é a primeira vez que uma mulher assume o cargo de procuradora geral da república.

O procurador Nicolao Dino recebeu a maior quantidade de fotos (621), entre os mais de 1.300 votantes. Ele não é um perfil que agrada o presidente Michel Temer, logo, especialistas já acreditavam que, apesar dos números, ele não seria o escolhido. Também vice-procurador-geral eleitoral, Dino defendeu a tese que permitia a cassação da chapa Dilma Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).   
A eleita nova procuradora-geral da república, Raquel Dodge, recebeu 587 votos, ficando em segundo lugar na lista proposta pela ANPR. O terceiro colocado na lista, o subprocurador-geral Mário Luiz Bonsaglia, com 564 eleitores.
O presidente Michel Temer não era obrigado a escolher nenhum dos nomes da lista. A ordem dos nomes por maioria de votos também não precisava ser seguida, apesar da tradição. O primeiro da lista também é o escolhido pelo presidente da República desde a época. 
Como adiantou o Blog do Vicente, em publicação feita na noite de terça-feira (27/6), aliados do presidente Michel Temer já confirmavam que o chefe do Executivo Nacional já tinha um discurso pronto, ensaiado, para indicar Raquel ao cargo maior da PGR.  
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NÃO DEU O maranhense Nicolao Dino foi preterido.
Segundo adiantou a publicação, Temer, segundo auxiliares, usaria o discurso de que estaria nomeando a primeira mulher para a chefia da PGR, um feito histórico. Como se sabe, o presidente foi muito criticado quando anunciou seu ministério, quase que exclusivamente masculino e branco.
"No que depender de Temer, Raquel Dodge será a Procuradora-Geral da República. Entre os três que compõem a lista tríplice, ela é a mais moderada. Não tem sangue nos olhos", diz um integrante do Palácio do Planalto. "Além de tudo, tem o apoio de gente importante do PMDB", acrescenta.
Amigos de Raquel garantem, porém, que as informações de que a procuradora teria o apoio de peemedebistas, como o senador Renan Calheiros (AL), eram falsas e tinham como único objetivo queimá-la junto à opinião pública. Raquel, segundo os amigos, é independente e muito capacitada para comandar a PGR.
Os mesmos amigos garantem que Raquel é uma grande defensora da Lava-Jato. E que vai levar adiante todos os processos conduzidos por Janot. "Ela não aceitará a pecha de que foi colocada na PGR para se tornar uma engavetadora-geral da República", disse um desses amigos ao Blog do Vicente.

Quem é ela 

Raquel é subprocuradora-geral da República e oficia no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em matéria criminal. Integra a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão, que trata de assuntos relacionados ao Consumidor e à Ordem Econômica. É membro do Conselho Superior do Ministério Público pelo terceiro biênio consecutivo. Foi Coordenadora da Câmara Criminal do MPF, membro da 6ª Câmara, Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão Adjunta. Atuou na equipe que redigiu o I Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, e na I e II Comissão para adaptar o Código

Penal Brasileiro ao Estatuto de Roma. Atuou na Operação Caixa de Pandora e, em primeira instância, na equipe que processou criminalmente Hildebrando Paschoal e o Esquadrão da Morte. É Mestre em Direito pela Universidade de Harvard. 
AS INFORMAÇÕES SÃO DO CORREIO BRAZILIENSE
EDIÇÃO DA AGÊNCIA BALUARTE

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