segunda-feira, 19 de junho de 2017

Incêndio florestal deixa mais de 60 mortos em Portugal 

Governo português decretou três dias de luto nacional.

As autoridades portuguesas corrigiram neste domingo (18) o último balanço do incêndio florestal que atingiu Pedrógão Grande, na região de Leiria, no Centro de Portugal, e confirmaram a morte de 61 pessoas e 50 feridos, sendo cinco em estado grave. 

De acordo com o secretário de Administração Interna de Portugal, Jorge Gomes, muitas das vítimas morreram carbonizadas em seus carros na estrada entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra. Outras faleceram após inalar fumaça.    
   
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As autoridades portuguesas corrigiram neste domingo (18) o último balanço do incêndio florestal que atingiu Pedrógão Grande, na região de Leiria, no Centro de Portugal, e...
Entre os feridos, 18 foram levados para hospitais. Ao menos cinco bombeiros que tentavam combater as chamas ficaram machucados. Alguns veículos da corporação foram destruídos assim como algumas casas da região.    

A primeira vítima identificada é Rodrigo, uma criança de 4 anos, segundo informou o jornal português Correio da Manhã. O garoto foi encontrado dentro do carro que estava com seu tio após uma árvore em chamas atingir o veículo.    

Até o momento, as causas do incêndio não foram identificadas. No entanto, o diretor nacional da Polícia Judiciária do país, Almeida Rodrigues, descartou que o incêndio seja criminoso. "Tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais. Conseguimos determinar que trovoadas secas estejam na origem do incêndio. Encontramos uma árvore atingida por um raio", afirmou.   

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Até o momento, as causas do incêndio não foram identificadas.
O incêndio começou por volta das 14h local e as chamas se espalharam a partir de quatro focos pela região, que fica perto de Coimbra, Lisboa e Porto. O jornal Público diz que as cidades de Lisboa, Santarém, Setúbal e Bragança estão sob aviso vermelho até as 21h local do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que indica situação meteorológica de risco extremo.  
  
O distrito de Leiria decretou estado de emergência. A região conta com cerca de 4 mil habitantes. O presidente da Câmara municipal, Valdemar Alves, disse que as autoridades tentaram retirar os residentes das áreas mais afetadas, mas que algumas vilas estavam "em muito perigo, completamente cercadas pelas chamas".    

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O presidente da Câmara municipal, Valdemar Alves, disse que as autoridades tentaram retirar os residentes das áreas mais...
Mais de mil bombeiros e 495 veículos foram mobilizados para combater as chamas. O primeiro-ministro, António Costa, visitou a região atingida e disse que "seguramente é a maior tragédia nacional" dos últimos anos no país. Neste domingo, o governo de Portugal decretou três dias de luto nacional. Segundo ele, "a prioridade é combater o incêndio que permanece e entender o que ocorreu".    
O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, viajou à zona atingida para prestar suas condolências às famílias das vítimas e "compartilha sua dor, em nome de todos os portugueses", segundo o governo. Toda sua agenda foi cancelada.   

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, expressou pesar pela morte dos portugueses e anunciou a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. A Comissão Europeia disse que "a União Europeia está pronta para ajudar e tudo será feito para ajudar as autoridades portuguesas, caso seja necessário".    

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A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da Espanha, Manoel Rajoy, ligaram para o primeiro-ministro português, António Costa.
A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da Espanha, Manoel Rajoy, ligaram para o primeiro-ministro português, António Costa, para prestar solidariedade e oferecer ajuda.    

Já o premier italiano, Paolo Gentiloni expressou "a amizade, solidariedade e proximidade" e ainda reiterou "o compromisso da Proteção Civil Italiana para lidar com a situação".    

Nesta manhã, o papa Francisco também prestou solidariedade à tragédia durante audiência na Praça São Pedro. "Quero expressar minha proximidade à querida população portuguesa atingida por um incêndio devastador que causou mortos, feridos e destruição", disse o Pontífice pedindo para os fiéis rezarem em silêncio.   

Os incêndios florestais em Portugal são comuns durante o verão europeu. No sábado, uma onda de calor elevou as temperaturas a patamares acima dos 40 graus Celsius. No ano passado, o país sofreu com um incêndio que devastou mais de 100 mil hectares de floresta. 


As informações são do JB, com Agência Ansa Brasil
Edição da Agência Baluarte 

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