domingo, 9 de abril de 2017
Youtuber contratado pelo governo para elogiar educação xingou nordestinos 


"Nordeste elegeu Dilma porque pensa com a barriga e não com a cabeça", escreveu Lukas Marques, que ofendeu também mulheres, negros e gays.


O Youtuber Lukas Marques, um dos seis contratados pelo Ministério da Educação (MEC) para uma campanha publicitária sobre a reforma do ensino médio, pediu desculpas por comentários preconceituosos que fez em seu Twitter. Usuários da rede social trouxeram à tona algumas postagens antigas de Lukas, nas quais ele chama mulheres de vagabundas, xinga nordestinos e a então presidente Dilma Rousseff e afirma que homossexualidade não é normal.

"Nordeste elegeu Dilma porque pensa com a barriga e não com a cabeça", diz uma das publicações, publicada em 2014. Em 2011, ele postou que "mulher que tem mais de 1000 amigos no Facebook é puta". "Como estragar sua noite: imagine a Dilma de quatro para você", em 2014. "Sobre meus tweets antigos, eu peço desculpas. Não é como eu penso e me arrependo de ter postado. Nunca tive a intenção de ofender ninguém", escreveu ele no pedido de desculpas. "Não vamos mais falar sobre isso. Agora é bola pra frente", completou.

Alguns dos seguidores defenderam Lukas, apontado que as postagens preconceituosas eram antigas, de 2014, 2012 e 2011. "Eu sei que você já foi um garoto estúpido mas que hoje em dia não é como mostraram", escreveu um internauta. Nem todos, no entanto, perdoaram. "Agora que tá recebendo do governo golpista é muito fácil se fingir de arrependido", acusou um seguidor.

Lukas Marques pediu desculpas pelos comentários preconceituosos. Foto: Twitter/Reprodução
"Nordeste elegeu Dilma porque pensa com a barriga e não com a cabeça", escreveu Lukas Marques.
O Ministério da Educação (MEC) pagou R$ 295 mil para seis youtubers fazerem uma campanha sobre a reforma do ensino médio, sancionada pelo presidente Michel Temer (PMDB). Os vídeos explicam as mudanças e fazem elogios à proposta, sem identificar que o conteúdo foi patrocinado pelo ministério.

A pasta informou ter pagado os "influenciadores digitais" porque eles estão incluídos nas mídias digitais e complementam a estratégia de comunicação institucional para divulgação e esclarecimento sobre a reforma. "No caso do ensino médio, o público alvo da campanha de divulgação e esclarecimento é jovem. Pesquisas apontam que 92% de jovens de 15 a 25 anos, de todas as classes sociais, utilizam este tipo de mídia para se informar." A contratação da campanha publicitária foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.


Um dos vídeos foi publicado no canal Voce Sabia?, comandado por dois jovens, que tem mais de 7,1 milhões de assinantes. Os youtubers Luka Marques e Daniel Mologni explicam os benefícios da reforma. "Convenhamos galera, essas mudanças são realmente boas para vocês", dizem, após explicarem alguns pontos da mudança.

O vídeo foi publicado quando estudantes ainda ocupavam escolas contra a reforma. Os youtubers inclusive dizem para os jovens não darem atenção para algumas das críticas que a proposta recebeu. "Acabou gerando uma polêmica também porque tem muita gente reclamando que artes e educação física foram retiradas do currículo básico. Galera, se alguém falar isso para você, nem dê atenção, porque isso nem rolou. O povo fala demais, nem sabe", dizem.

A proposta original apresentada pelo MEC não explicitava a obrigatoriedade dessas duas disciplinas, além de filosofia e sociologia, no ensino médio, o que motivou críticas de especialistas e entidades. Foi apenas em dezembro, com uma emenda protocolada na Câmara, que a obrigatoriedade dessas disciplinas voltou a ser fixada.

Outro vídeo foi publicado no canal do youtuber Pyong Lee, que tem mais de 3,3 milhões de assinantes. O jovem também reduz as críticas recebidas pela reforma. "É um tema que está gerando bastante discussão e até polêmica, mas muita gente nem sabe do que se trata e como vai ser feita essa reforma", diz. Depois de explicar os pontos da reforma, ele diz que as mudanças são um "caminho, uma luz". "O fato de haver uma preocupação em relação à educação, o que há muito tempo a gente não vê, é positivo e motivador", afirma.




AS INFORMAÇÕES SÃO DO DIÁRIO DE PERNAMBUCO

EDIÇÃO DA AGÊNCIA BALUARTE

2 comentários:

  1. Preconceito, arrogância, desprezo,... ao nordeste, é o que tem em comum o nosso atual governo e esses tais "influenciadores digitais" envolvidos na polêmica. O MEC foi sagaz ao usar o dinheiro do povo e esses influenciadores para tentar convencer a população usuária das mídias sociais que a citada reforma é boa, ainda que todos saibam que é totalmente ao contrário. Nosso governo quer a população ignorante, afinal é fácil manipular uma sociedade insciente.

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  2. ''babaCulhãoFDP''
    ForaTemer/JuventudeRibamarense-2 3 4

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