segunda-feira, 6 de março de 2017
Organização Não-Governamental comandada pela médica Diana Serra é pioneira na discussão da proteção aos animais no Maranhão
Combate a práticas reiteradas de genocídio é uma das bandeiras da atuação sistemática da Ong no estado.

POR FERNANDO ATALLAIA
EDITOR-CHEFE DA AGÊNCIA BALUARTE
atallaia.baluarte@hotmail.com

A Ong Bicho Feliz, fundada 2001 por um grupo de pessoas interessadas na defesa, proteção e direitos dos animais, não para. Encabeçando uma causa ainda ignorada pelo Poder Público e considerada de pouca ou menor importância por grande parte da população maranhense  que desconhece sua relevância, a instituição vem atuando de forma incisiva na conscientização da sociedade para um problema que há anos é presente no estado: os maranhenses continuam a dá de ombros com uma questão que abre margem para o mundo truculento da barbárie em tempos modernos, atuais.

Passando ao largo da não identificação de ações criminosas registrados na capital e rincões maranhenses contra animais das mais variadas espécies e que ainda denuncia um povo desinformado e, por outro lado, alheio a punições previstas, a Bicho Feliz chama atenção para a  permissividade que impera no Maranhão quando o assunto é o tratamento dispensado aos animais silvestres e de estimação. A Ong , que vem traçando diagnósticos da situação de maus tratos sofrida por cães, gatos e pássaros em tempo real, põe  no debate central da problemática  deficiências na compreensão de uma questão que sob o ponto de vista da saúde publica é urgente.

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Jumento é sacrificado no interior do Maranhão em 2016: barbárie ainda bem presente nos rincões do estado
‘’As pessoas reclamam e afirmam erroneamente que os animais são os responsáveis por doenças adquiridas pelos humanos, mas na verdade é o contrário: o ser humano promove contágio frequente aos animais e das mais diversas formas, formando uma cadeia de transmissão que reflete na proliferação de enfermidades, inclusive graves’’, explica a medica Diana Serra, presidente da Bicho Feliz.

Nas últimas semanas a Ong intensificou as ações de proteção aos animais  na Grande Ilha. Diana Serra conta que embora já tenha conquistado um papel fundamental na discussão que permeia o abandono aos animais com conquistas claras como a construção de um canil administrado pela Bicho Feliz, a Organização pretende, a partir de abril, promover roda de debates e encontros temáticos visando realçar a importância do enfrentamento ao desprezo que sofrem cães, gatos e animais de carga  na Região Metropolitana. Ela aponta que uma das alternativas para solucionar o problema é a elaboração de campanhas dentro da proposta da Bicho Feliz que é  conscientizar as pessoas de que há um retrocesso histórico em relação ao problema. 
A médica Diana Serra, presidente da Ong Bicho Feliz: luta incansável pela valorização da vida animal no Maranhão
‘’O maranhense ,   definitivamente, não dá importância para a realidade dos animais que abandonados fazem parte da paisagem em ruas da cidade , como se fosse algo normal. Não é. Estamos diante de uma falta de sensibilidade que beira a barbárie quando não vemos registrada a própria barbárie com assassinatos de cães, gatos e demais animais e nada é feito. Iremos nesse primeiro momento chamar a atenção dos poderes constituídos para este retrocesso, esta postura obscura e desumana. Precisamos quebrar esse paradigma que  ameaça à vida animal no Maranhão’’,alerta a médica. 

Projeto na Câmara- Em 2015, motivada pela atuação da Ong a vereador Bárbara Soeiro( PSC) concebeu um projeto para a construção do Hospital Público Veterinário. A intenção da parlamentar indicava para a ausência de contemplação de animais lançados à própria sorte no espaço público. Diana lembra que a proposição é uma das demandas urgentes da  Bicho Feliz.

‘’O projeto do Hospital Público Veterinário já é Lei, mas precisa sair do papel. A vereadora Bárbara brindou nossa causa com essa importante iniciativa, mas precisamos retomar a discussão em torno da implementação do projeto que é uma das bandeiras da Bicho Feliz ; a construção do hospital é urgente’’, ressalta.

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A vereadora Bárbara Soeiro: projeto de Hospital Público Universitário inspirado na Ong 
Funcionando de forma independente e sem apoio governamental, a Bicho Feliz conta, em suas ações ,  principalmente com parcerias  voluntárias e simpáticas ao trabalho realizado pela Ong que tenta mobilizar , diariamente, mais pessoas ao projeto de valorização dos animais no estado do Maranhão.

‘’ A Bicho Feliz continuará seu árduo trabalho pela valorização, respeito, defesa e proteção dos animais no Maranhão. Ainda que contemos apenas com o apoio de pessoas solidárias e amigas e parcerias sensíveis à nossa causa que é deveria ser de interesse de  todos os maranhenses, temos conseguindo avançar e não pretendemos parar. Conclamamos a todos a virem juntamente conosco abraçar essa tão importante missão que está diretamente ligada à saúde publica de toda população e à prevenção  de doenças e resgate e fortalecimento de nossa civilidade. Não podemos conviver com a brutalidade contra os animais achando que é algo desimportante. Para tão grandiosa tarefa nossa Ong concebeu o Código de Proteção Animal do Maranhão,  que infelizmente foi grosseiramente modificado e transformado em lei inócua por um deputado. Nossa missão continua na busca de dignidade para os animais que são vidas presentes no dia a dia de todos nós e merecem total dedicação e respeito’’, enfatiza Diana Serra.

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