terça-feira, 21 de março de 2017

Sinpol participa de manifestação contra Reforma da Previdência

Policiais civis, além de membros da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Associação da Polícia Técnico-Científica (APOTEC), Associação Maranhense de Escrivães (AMEPOL), Agentes de Trânsito e Agentes Penitenciários, realizaram ato contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que faz reformas na Previdência Social. A manifestação, coordenada pela União dos Policiais do Brasil (UPB) e Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (COBRAPOL), ocorreu na manhã dessa quarta-feira, dia 15, na entrada da Assembleia Legislativa do Maranhão, em São Luís. A mobilização foi simultânea em todos os estados.

Durante o movimento, as entidades classistas receberam o convite para participar de uma reunião na Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa. Com coletes e palavras de ordem, os manifestantes se deslocaram até a Sala das Comissões, local do encontro. Na oportunidade, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão (Sinpol/MA), Elton Neves, reforçou que a categoria está lutando para que as regras da PEC 287, submetidas aos policiais, sejam excluídas.  “A atividade policial, seja na rua ou dentro das unidades, é extremamente estressante, penosa e vai além das nossas próprias condições físicas. Esperamos que essa Casa possa fazer coro à essa questão, para reivindicar, junto ao Governo Federal e usar de todos os meios possíveis, de todo o alcance que, certamente, é maior do que o nosso, para que se possa impedir esse absurdo que querem fazer com a nossa classe”, disse.

O presidente do Sinpol, Elton Neves:"A Polícia Civil carece não só de uma melhora de efetivo. Nosso pleito perpassa, também, pela valorização da classe, visto que está muito longe de chegar ao ideal. Além disso, nós temos, na ativa, 2.178 policiais. Poderíamos ter o efetivo de 3.055, o que ainda é muito pouco. Ou seja, a quantidade de cargos que é disponível, que seria possível, ainda não atinge a necessidade. A sociedade sente na pele a falta de estrutura da Polícia Civil''.
A presidente da Apotec, Érica Brito, afirmou que a reforma, uma vez aprovada, ignora a atividade​ de risco dos profissionais de segurança pública. “Não há condições de visualizarmos um policial com 89 anos na rua, ou um perito criminal com 90 anos, em uma cena de crime. Precisamos de uma proposta consistente para a categoria de segurança pública”, ressaltou.

Atendendo aos anseios dos agentes de segurança, o presidente da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, deputado estadual Júnior Verde (PRB), propôs uma audiência com as instituições, com a participação de deputados estaduais, federais e senadores, com o objetivo de somar forças contra as medidas da reforma. “Nós, enquanto parlamentares, estamos preocupados quanto a garantia dos direitos. Não podemos admitir que haja a perda desses direitos”, comentou.
A sugestão foi acatada por todos. O encontro está previsto para ocorrer no dia 31 de março, às 9h, na Assembleia Legislativa do Maranhão.

COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA REÚNE COM CATEGORIA

Também nessa quarta-feira, dia 15, a segurança pública do Maranhão foi debatida em reunião da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, em que participaram representantes do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol/MA), dos policiais e bombeiros militares e agentes penitenciários.

Na ocasião, o presidente do Sinpol, Elton Neves, expôs a situação específica da Polícia Civil, destacando o salário defasado da categoria, a estrutura precária das unidades, como prédios insalubres, e até falta de algemas, além do baixo efetivo policial. “A Polícia Civil carece não só de uma melhora de efetivo. Nosso pleito perpassa, também, pela valorização da classe, visto que está muito longe de chegar ao ideal. Além disso, nós temos, na ativa, 2.178 policiais. Poderíamos ter o efetivo de 3.055, o que ainda é muito pouco. Ou seja, a quantidade de cargos que é disponível, que seria possível, ainda não atinge a necessidade. A sociedade sente na pele a falta de estrutura da Polícia Civil”, declarou.

O presidente da Comissão de Segurança, deputado Júnior Verde (PRB), garantiu que a Comissão vai cumprir sua função de interlocutora e que as solicitações serão repassadas ao Governo do Estado. “Nós queremos dialogar. Precisamos ouvir as forças de segurança. Estamos falando da base. Os alicerces estão nas entidades representativas. Queremos tomar decisões acertadas. As decisões mais acertadas são provenientes dos entendimentos. Queremos chamar o governo para interagir com as classes, no sentido de buscar políticas públicas para fortalecer a segurança do estado”, ressaltou.
Participaram da reunião os deputados estaduais Levi Pontes (PCdoB), Cabo Campos (DEM) e Wellington do Curso (PP).

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