sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Marinho do Paço atropela regimento interno e nomeia comissões de forma aleatória
Arbitrariedade do presidente causou confusão em plenário. 

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PAROQUEANDO O presidente da Câmara Municipal de Paço do Lumiar, Marinho do Paço vem fazendo da Casa Legislativa o quintal da casa dele; dessa vez ele pôs à frente das comissões apenas os aliados.  
Passada a disputa dos vereadores por assentos na Mesa Diretora, eleita no dia 01 de janeiro, agora são as comissões da Câmara Municipal de Paço do Lumiar que estão na mira das discussões que ocorrem a todo vapor. Na manhã da última terça-feira (7), a segunda sessão ordinária foi marcada por muita confusão e bate-boca, após o atual presidente da Casa, vereador Marinho do Paço (PROS), em decisão inédita, escolher a dedo os representantes das comissões permanentes, sem ao menos obedecer à proporcionalidade dos partidos.


Diante da decisão, o ex-presidente Leonardo Bruno (PPS), o vereador Welligton Sousa (PSB), e o vereador Miguel Ângelo (PRP) foram à tribuna e manifestaram-se contrários à arbitrariedade do presidente, que passou por cima do regimento interno do Legislativo luminense. Os vereadores acusaram Marinho de ter orquestrado uma manobra para indicar apenas seus aliados no controle das comissões na Câmara Municipal, sem ao menos dialogar com os demais parlamentares.


Regimento Interno da Câmara Municipal é violado por arbitrariedade do presidente.
O ex-presidente da Câmara, Leonardo Bruno, em sua fala contestou a nomeações ardilosas feitas por Marinho, e disse que o vereador de forma errônea e equivocada não respeitou o regime interno da Casa, "O regimento interno manda que as reuniões devem ser feitas, respeitando a proporcionalidade dos partidos, e o presidente trouxe hoje uma resolução para informar o plenário da Câmara, com uma composição das comissões apenas com as pessoas que ele escolheu, então o meu partido, o PPS, não integrou nenhuma comissão, o partido PRB, do vereador Miguel também não integrou, o PP do vereador Fernando Muniz, não integrou nenhuma comissão de maneira titular, apenas fomos todos contemplados com  suplência, isso atropelando o que reza o regimento interno da Câmara Municipal. Não reconhecemos esta formação unilateral das comissões, e por isso vamos questionar e se for preciso até judicialmente’’, disse Leonardo Bruno.


Já o vereador Wellington Sousa, que também repudiou a ato do presidente, não reconheceu a legalidade da constituição das comissões, e afirmou que o ato atropela o regimento interno.  "Havia uma reunião agendada, nós fomos surpreendidos com a informação de que esta reunião não haveria mais, até compreendemos pelo motivo alegado que foi por questão familiar, mas hoje fomos surpreendidos com as comissões constituídas, sem consulta a todos os vereadores para que houvesse este entendimento. O próprio presidente em uso da palavra, diz que ele fez sim outra reunião, não com todos, só que o regimento interno não fala disso, ele fala de entendimento partidário, isto implica  dizer que todos os partidos com representação dentro desta casa teriam que ser convocados para a reunião para se entender e chegar a uma posição das comissões, como sempre foi feito de 2013 até 2016, então não é questão pessoal, é apenas legalidade sobre entender o regimento interno", afirmou Sousa.



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