sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Putin manda expulsar diplomatas norte-americanos

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, anunciou nesta sexta-feira planos para expulsar 35 diplomatas americanos do país.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, anunciou nesta sexta-feira(30) planos para expulsar 35 diplomatas americanos do país, em resposta à medida adotada por Washington pela suposta interferência de Moscou nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Na quinta-feira, o mesmo número de diplomatas russos foi expulso de instalações em território americano.

“A reciprocidade é lei diplomática nas relações internacionais. Por isso, propomos ao presidente da Rússia que declare ‘persona non grata’ 31 funcionários da embaixada dos EUA em Moscou e outros quatro do consulado americano em São Petersburgo”, informou Lavrov. O ministro disse ter sugerido a expulsão ao presidente Vladimir Putin, porém, ainda não se sabe se a proposta será aceita.

Resultado de imagem para Putin E OBAMA

QUEDA DE BRAÇO Putin manda expulsar diplomatas norte-americanos

Durante a madrugada, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, afirmou através de redes sociais oficiais que “não há dúvida que que a resposta adequada da Rússia deixará oficiais de Washington igualmente desconfortáveis”. É comum que expulsões de diplomatas sejam respondidas na mesma moeda. Em 2001, o presidente americano George W. Bush expulsou cinquenta diplomatas russos do país por acreditar que se tratavam de espiões. Como resposta, 50 oficiais americanos precisaram deixar a Rússia.

O jornal americano The Washington Post informou que a Casa Branca estuda retaliações à interferência dos russos nas eleições. Entre as medidas que podem ser confirmadas até o fim da semana estão sanções econômicas e censura diplomática. Além disso, o país estaria planejando operações “secretas” cibernéticas contra os russos.

AS INFORMAÇÕES SÃO DA AGÊNCIA ANSA
EDIÇÃO DA AGÊNCIA BALUARTE
Famem deu parecer favorável à contratação da Coopmar por prefeituras
Departamento Jurídico da Federação dos Municípios orientou prefeitos, com pareceres apontando para a legalidade da contratação da cooperativa, investigada por suspeita de desvios de R$ 230 milhões.


O Blog do Marco publicou em 14 e dezembro o post “Famem indicava Coopmar a prefeitos alinhados”,  tratando do provável envolvimento da Federação dos Municípios no esquema que, segundo o Ministério Público, desviou mais de R$ 230 milhões em 17 municípios. (Saiba mais aqui)


No mesmo dia, a Famem negou a indicação aos prefeitos, embora tenha admitido que tinha, ela própria, contratos com a Coopmar, cooperativa investigada no esquema. (Releia aqui)

A revelação dos pareceres põe de volta a atual gestão da Famem ao esquema da Coopmar investigado pelo Ministério Público

Mas a resposta foi uma meia-verdade da Famem.


O Blog teve acesso a pelo menos dois pareceres jurídicos da entidade, em que prefeitos são orientados sob a legalidade da contratação da Coopmar.


– A rigor, no termos da Constituição Federal, o serviço público deve ser prestado por servidores públicos efetivos. No entanto, é cabível a transferência da execução dos serviço para entidades que não estejam integradas à administração pública, sem, contudo, retirar o caráter público do serviço, que obrigatoriamente se submetem aos princípios e regras atinentes ao serviço público – diz o parecer da Famem.

Resultado de imagem para gil cutrim  famem

O presidente da Famem, Gil Cutrim: há outros indícios de que a entidade era um dos braços da cooperativa

A revelação dos pareceres põe de volta a atual gestão da Famem ao esquema da Coopmar investigado pelo Ministério Público.


Há outros indícios de que a entidade era um dos braços da cooperativa: relação entre os sócios e diretores da Famem, além do grau de parentesco entre membros da entidade e da cooperativa.


Mas esta é uma outra história…



AS INFORMAÇÕES SÃO DO BLOG DO MARCO

EDIÇÃO DE ANB ONLINE
Depois da PEC do Teto, o que acontece com a Saúde no Brasil?
Aprovada no Senado na última terça-feira, a PEC do Teto, proposta pelo governo Temer, que congela salários e investimentos, já foi promulgada pelo Congresso. Veja o que dizem especialistas sobre o futuro da Saúde no Brasil com a vigência da PEC
 
Promulgada na última quinta-feira (15), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os investimentos em saúde e educação por 20 anos traz uma exigência: o país terá que aprender, com urgência, a definir suas prioridades sob a pena de anos de retrocesso no futuro.

Resultado de imagem para SAUDE PRECARIA NO BRASIL
  Promulgada na última quinta-feira (15), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os investimentos em saúde.

Isso se deve, especialmente, às mudanças que a emenda promove na maneira como o governo federal vai investir nas áreas de Saúde e Educação, setores prioritários para o desenvolvimento de um país, pelo menos durante a próxima década.


Em linhas gerais, com a nova regra, o financiamento para ambos setores deixa de ser vinculado ao crescimento da receita e passa a ser reajustado, no mínimo, pela inflação.


Críticos da medida são unânimes ao afirmar que essa mudança pode decretar o fim do Sistema Único de Saúde (SUS), que se arrasta há anos com menos recursos do que o necessário. “O SUS era um paciente em estado grave numa UTI funcionando com aparelhos. Essa PEC desliga os aparelhos”, afirma Ronald Santos, presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Histórico


Historicamente, o patamar de gastos do país em Saúde já é inferior ao total bancado por nações que também possuem sistemas universais.

Resultado de imagem para SAUDE PRECARIA NO BRASIL
De acordo com o mesmo estudo, se a PEC tivesse sido aprovada em 2003 (e nenhum recurso para além da inflação fosse destinado para a Saúde), o setor teria perdido 135 bilhões de reais em 12 anos.

Ao longo de todo ano de 2014, por exemplo, o país gastou 947 dólares para financiar a saúde de cada um de seus habitantes, segundo os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Esse valor é cinco e quatro vezes menor do que o investido pelo Canadá e Reino Unido, respectivamente, em seus sistemas de saúde.


Em tempo: do total gasto no setor no Brasil, apenas 46% vem de recursos públicos.


Se a regra não mudar e mais recursos não forem alocados para o setor, a estimativa do Grupo Técnico Interinstitucional de Discussão sobre o Financiamento do SUS (GTIF-SUS) é de que a Saúde perca cerca de 415 bilhões de reais até 2036, quando termina o prazo para o teto das despesas da União.

De acordo com o mesmo estudo, se a PEC tivesse sido aprovada em 2003 (e nenhum recurso para além da inflação fosse destinado para a Saúde), o setor teria perdido 135 bilhões de reais em 12 anos.

Resultado de imagem para SAUDE PRECARIA NO BRASIL
De acordo com o mesmo estudo, se a PEC tivesse sido aprovada em 2003 (e nenhum recurso para além da inflação fosse destinado para a Saúde), o setor teria perdido 135 bilhões de reais em 12 anos.

“Nós gastamos, no ano passado, 3 reais por dia para garantir da vacina ao transplante. O dono da empresa de transporte público em São Paulo não leva nenhum passageiro na ida por menos de R$ 3,80, mas nós temos que garantir um sistema universal de saúde por 3 reais para uma população que está envelhecendo”, diz Arthur Chioro, ex-ministro da Saúde (2014 – 2015) e professor da Unifesp.


O envelhecimento da população nas próximas décadas é um dos principais pontos de atenção nas análises sobre o futuro do SUS. A expectativa do IBGE é de que, até 2036, os brasileiros vivam, em média, até os 79 anos – quatro anos a mais do que a atual esperança de vida ao nascer.

Resultado de imagem para SAUDE PRECARIA NO BRASIL
Hoje, segundo dados do Conasems, os municípios respondem por cerca de 80% da execução dos serviços de saúde, que são custeados pelos três entes federativos.

Uma população mais velha e maior (segundo o IBGE, seremos 226 milhões de pessoas em 20 anos) demanda mais serviços de saúde e, por consequência, mais recursos.


Paralelamente a esse fenômeno demográfico, os críticos da PEC apontam outra distorção no texto da medida: a inflação do setor é maior do que o IPCA, segundo o qual o investimento em saúde será reajustado anualmente. Além disso, se as receitas do país voltarem a subir, os investimentos do governo não devem acompanhar esse ritmo.


“Podemos imaginar que essa será a maior crise do SUS, já que no mesmo período em que teremos esse congelamento das despesas, teremos uma elevação dos custos por incorporação tecnológica e um aumento considerável do número de pessoas idosas”, afirma Mário Scheffer, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP.

A conta

Hoje, segundo dados do Conasems, os municípios respondem por cerca de 80% da execução dos serviços de saúde, que são custeados pelos três entes federativos. Se, de fato, os recursos do governo federal ficarem mais escassos no próximos 20 anos, o peso maior cairá sobre estados e municípios, que também amargam uma crise fiscal.

Resultado de imagem para SAUDE PRECARIA NO BRASIL
Além disso, se as receitas do país voltarem a subir, os investimentos do governo não devem acompanhar esse ritmo.
“O subfinanciamento da Saúde no Brasil é histórico e crônico, e ano após ano a União, instância que mais arrecada impostos, vem diminuindo sua participação proporcional no financiamento do SUS. No estado de São Paulo, ela não chega a 25% das despesas. A conta fica para o estado e para os municípios”, diz David Uip, secretário da Saúde de São Paulo.


Segundo cálculos do ex-ministro da Saúde Arthur Chioro, a previsão é de que, até 2022, estados e municípios tenham que arcar com 70% dos gastos do SUS. Hoje, eles já respondem por 57% desse montante.


DO PRAGMATISMO
COM INFORMAÇÕES DA REVISTA EXAME
EDIÇÃO DA AGÊNCIA BALUARTE

Nº de visitas

Central de Atendimento

FAÇA PARTE DA EQUIPE DA AGÊNCIA DE NOTÍCIAS BALUARTE

Denúncias, Sugestões, Pautas e Reclamações, ligue:
(98) 9 8767-7101

E-mail:
agencia.baluarte@hotmail.com

atallaia.baluarte@hotmail.com


Sua participação é imprescindível!

Nossos Seguidores

Parceiros ANB