quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Cachês dos artistas que se apresentaram no Carnaval e São Joao pela Prefeitura de São Luís nunca foram pagos
Secretário havia anunciado que uma das parcelas sairia hoje. Não saiu.


As dezenas de mentiras ditas até aqui aos produtores culturais de São Luís pelo secretário de Cultura da Prefeitura, Marlon Botão que a cada semana anuncia uma nova nova data para pagar os shows dos artistas que se apresentaram nos últimos Carnaval e São João, podem acarretar sérios danos ao início da segunda gestão de Edivaldo Holanda Júnior na capital maranhense. 


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O secretário caloteiro Marlon Botão: artistas ameaçam quebrar o prédio da Secretaria, caso os pagamentos não sejam efetuados  até sexta-feira.

Ameaçando quebrar tudo, sede da Secretaria e demais prédios das autarquias ligadas à pasta, por toda tarde de hoje (16) os artistas caloteados por Marlon e Holadinha protestaram nas redes sociais anunciando uma grande manifestação-dessa vez não pacífica-contra seus devedores. ''Vocês não têm noção da bomba que vem aí!

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Helena Leite (foto) é uma das produtoras culturais que nunca recebeu um centavo da Prefeitura de São Luís.
O pagamento que foi acordado para hoje, não aconteceu, estamos aguardando uma posição do prefeito Edivaldo Holanda Júnior e seus secretários. Notícias desagradáveis com relação a cultura popular do Estado, vão estourar a qualquer momento'', escreveu na sua rede social uma produtora prejudicada pelo calote que já se estende há meses.


Outro artista revoltado com a situação em ligação telefônica ao ANB Online, único Blog de jornalismo independente da grande São Luís, afirmou que ''se não nos pagarem até sexta-feira agora 18, nós  vamos quebrar tudo, prédio dessa Secretaria de merda e os órgãos da Sectur; esses bandidos tem que aprender a respeitar os artistas de São Luís; Marlon Botão é um escroto'', disse ele em visível descontrole.

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CALOTEANDO DESDE JUNHO Gil Cutrim, prefeito de São José de Ribamar, nunca pagou os artistas ribamarenses que se apresentaram no último São João.
A prefeitura de São Luís , assim como a de São José de Ribamar, são conhecidas por humilharem os artistas, agentes e produtores culturais das respectivas cidades em tempo integral, mas diante das declarações, a lamentável realidade, pelo visto, tende a mudar a partir de agora quando os lesados anunciam manifestar-se através do embate  corporal. Única forma, pelo que se vê, de despertar a sensibilidade dos prefeitos caloteiros.




FERNANDO ATALLAIA

DIRETO DA REDAÇÃO
Deputado tenta a todo custo emplacar nome como diferencial, esbarrando, contudo na escrachada constatação de que seus interesses não passam de eleitoreiros.


POR FERNANDO ATALLAIA

DIRETO DA REDAÇÃO

O deputado estadual Wellington do Curso, o Wellington Midiático, tenta a todo custo apresentar-se como diferente entre seus pares e diferencial em postura parlamentar aos maranhenses. Estratégia já conhecida dos eleitores da Ilha que fizeram Midiático despencar na corrida pela cadeira da Prefeitura de São Luís há dois meses, Wellington fez uma viagem à China. 

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O deputado Wellington do Curso, o Wellington Midiático: indo longe demais para nada.
O embarque, sem nenhum propósito e completamente desconectado dos interesses do estado, deixou claro por mais uma vez as intenções de Wellington que não abre mão dos holofotes irresponsáveis que o circundam. O deputado gasta grande parte de seu tempo sob as câmeras dos bajuladores de plantão.


Na China, Wellington Midiático conseguiu um avanço: suspender a bandeira brasileira em algum momento. A 'missão de alta relevância para o País', ganhou ares de oficial, mas foi na verdade mais uma das traquinagens voluntariosas do professor forrozeiro que agora quer alçar-se à condição de único nome a enfrentar Flávio Dino daqui a 18 meses nas eleições para Governador.



Wellington voltou todo feliz. Já há rumores de que a próxima viagem dele será para o Vietnam. Ou Finlândia.


Parlamentares brasileiros são os mais bem pagos da América Latina
Aumento de 47% para deputados e senadores argentinos alimenta polêmica e revela abismos na região.
  
A crise econômica na América Latina atrai atenção para um problema antigo: a disparidade entre os ganhos dos parlamentares e o salário médio dos cidadãos que representam. O Brasil tem o maior rendimento para deputados e senadores da região, seguido de Chile, Colômbia e México. A Argentina não está no primeiro pelotão, mas está no centro da polemica da vez. A inflação de 40% prevista para este ano no país de Mauricio Macri não é um problema para seus deputados e senadores. Num momento em que o Governo se nega a discutir reajustes salariais com os sindicatos, os parlamentares ganharão 47% a mais por seu trabalho no mês de outubro. A elevação se soma a outra, de 31%, aplicada em março, resultante de um acordo salarial envolvendo todos os funcionários do Congresso. Desta vez, porém, os legisladores não mexeram no seu salário básico, preferindo em vez disso até duplicar as verbas extraordinárias – para passagens aéreas, auxílio-moradia e gastos de representação, por exemplo. As cifras, definidas por consenso entre os deputados e senadores, permite que os congressistas somem o equivalente a 8.320 reais a um salário que já é de 17.920. O aumento aconteceu neste mês, para surpresa de muitos legisladores. O deputado Néstor Pitrola, da Frente de Esquerda, decidiu abrir mão da verba adicional por considerá-la moralmente condenável. “O salário geral caiu 10%, as aposentadorias, 15%. Vivemos uma situação de recessão econômica complicada, com 200.000 demissões e um tarifaço que dolarizou os serviços públicos. O contraste é obsceno, imoral”, diz Pitrola.

O Parlamento argentino.

Somados o salário e as verbas adicionais, um legislador argentino pode ganhar o equivalente a até 26.240 reais, pouco mais de 15 salários mínimos de 8.060 pesos (1.718 reais). O salário mínimo foi fixado em maio deste ano e já ficou 3.000 pesos abaixo da cesta básica de alimentos calculada pelo INDEC (Instituto Nacional de Estatística e Censos) para medir o índice de pobreza. A última medição oficial, divulgada no fim de setembro, apontou que 32% dos argentinos são pobres. Cálculos extraoficiais realizados pela Universidade Católica Argentina (UCA) estabeleceram que desde janeiro 1,4 milhão de pessoas caíram abaixo do limite da pobreza e não ganham o suficiente para comer. “O salário [dos servidores do Congresso] já aumentou 31% em março, e agora, sobre isso, subiram 100% os gastos de representação, passagens e auxílio-moradia. Isso num país onde a metade ganha menos de 8.000 pesos por mês”, queixou-se Pitrola.


MAMATEADOS Os salários dos parlamentares, em dólares.

Os salários legislativos na Argentina, entretanto, não são tão altos em comparação a outros países da região.Os deputados e senadores do Brasil lideram a lista, com um salário de 33.763 reais por mês, cifra que quase triplica quando são somados cerca de 50.000 reais que recebem os deputados a título de auxílio-moradia, passagens e ajuda de custo. Além disso, eles têm direito a cinco voos mensais e 97.116 reais para pagar até 25 funcionários de gabinete. No caso dos senadores, além do salário, eles recebem mais de 69.000 reais para o apoio para as atividades parlamentares. Os senadores brasileiros também recebem 159 mil reais como verba de gabinete para pagar até 55 servidores. No Brasil, o salário mínimo atual é de 880 reais.


Quanto ganha um parlamentar no Brasil? 
Deputado Federal
Salário: 33.763 reais
Auxílio-moradia: 4.245 reais
Cota para o exercício da atividade parlamentar : 44.632 reais
Adicional de cota parlamentar: 1.353 reais ( para líderes de partido)
Verba de gabinete para até 25 secretários: 97.116 reais
Senador
Salário: 33.763 reais
Auxílio-moradia: 5.500 reais
Cota de serviços gráficos: 8.500 reais
Valor da cota parlamentar: 41.844,45 reais
 Verba de gabinete para até 55 servidores: 159.805 reais


O segundo lugar entre os legisladores mais bem pagos é dos chilenos, com salários de 32.640 reais, livre de impostos. Como ocorre no Brasil e na Argentina, essa soma sobe bastante quando são adicionadas as verbas para a manutenção de escritórios parlamentares nos distritos, telefones, automóveis, gasolina, passagens aéreas, materiais de escritório e divulgação, que correm por conta do Congresso. O pódio é completado pelos congressistas colombianos, com 30.080 reais por mês, sem contar ganhos extras. O salário mínimo colombiano é de aproximadamente 750 reais. Um pouco abaixo se encontra o México, com um salário líquido de 22.400 reais, que pode chegar a 48.000 quando acrescido das verbas extraordinárias. O salário mínimo dos mexicanos é um dos mais baixos da região: 320 reais.



Do teto do Brasil, Chile, Colômbia e México se passa ao grupo de países cujos legisladores recebem salários em torno dos 16.000 reais, como Argentina, Equador, Paraguai e Peru, embora os montantes extras nem sempre sejam comparáveis. Um deputado equatoriano que não viva na capital, por exemplo, recebe um bônus equivalente a 2.240 reais para pagar uma moradia, além de quatro passagens áreas por mês. Mas os peruanos e os argentinos até duplicam sua renda original quando somam todas as verbas. No final da lista aparecem Panamá, El Salvador e Bolívia.



Em todo caso, a comparação revela a disparidade entre os salários legislativos e a renda mínima estipulada por lei em cada país. “As comparações com outros refletem o mesmo nível de desigualdade que há na Argentina. Dizemos que um legislador deve ganhar quatro salários mínimos, e se quiser ganhar mais que eleve esse salário mínimo”, diz Pitrola.

O presidente do bloco de deputados da Frente para a Vitória (FPV), o kirchnerista Héctor Recalde, disse que o aumento das verbas é uma “forma de financiar a política”. E, falando a uma rádio, foi irônico com os colegas que se queixaram do aumento. “Devem doar o excedente ao Garrahan”, disse, em referência a um hospital público infantil que é referência em todo o país. O salário dos deputados e senadores argentinos se tornou rapidamente um assunto de acalorado debate, porque o cenário econômico não é dos melhores. Crescem as reivindicações salariais, a inflação não cede, e a economia não chega a decolar. Na segunda-feira, o INDEC divulgou o índice de atividade industrial com uma queda interanual de 7,3%. O dado mais desalentador foi o da construção, principal motor de emprego, com uma queda de 13,1%.



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