domingo, 17 de abril de 2016

Impeachment de Dilma é aprovado e segue para o Senado

Quatro meses depois, processo de destituição entra numa nova fase. Mas ainda vai demorar até que Dilma Rousseff possa vir a ser afastada da Presidência da República. Governo admitiu derrota ainda antes do final da tensa votação, repleta de apupos entre os deputados.

Num Brasil dividido, venceu o sim ao impeachment, ou seja, a destituição da Presidente Dilma Rousseff na votação da Câmara dos Deputados. Às 23:08 locais (03:08 em Lisboa) chegou o voto que permitiu a maioria de 2/3, faltavam ainda 36 deputados manifestar a sua posição.
Dilma Rousseff não será, pelo menos para já, afastada da Presidência da República. Ainda será preciso esperar que o Senado receba o processo aprovado pela Câmara dos Deputados. O mais provável é que esse processo seja entregue até à próxima terça-feira, dia 19 de abril
A votação durou praticamente seis horas, num ambiente muito tenso entre os deputados, com apupos e insultos bastante audíveis sobretudo durante as intervenções de quem votou não.
Era preciso que pelo menos dois terços dos deputados, isto é, 342 em 513, votassem a favor do afastamento de Dilma Rousseff para o processo passar para o Senado. Caso contrário, o processo seria arquivado. A maioria foi conseguida. Se o Senado considerar a Presidente culpada, destitui-la-á. 
O líder do governo de Dilma, o deputado José Guimarães, admitiu a derrota antes mesmo do desfecho.
"Os golpistas venceram na Câmara. Vamos continuar a lutar na rua. Podemos reverter no Senado. Vamos continuar lutando porque não somos de recuar e não vamos abater-nos com essa derrota momentânea".
Quatro meses depois de o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ter aceitado o pedido de impeachment, o processo para a destituição acabou então aprovado este domingo. As sondagens já indicavam que o pedido de impugnação contra a presidente seria aprovado, e que as hipóteses de Dilma escapar eram cada vez menores.
O Governo de Dilma sofre assim uma derrota, depois de já na terça-feira ter visto os juízes do Supremo Tribunal brasileiro rejeitar a providência cautelar que apresentou para tentar anular o processo de impugnação. 
O processo acabou por seguir e a sessão na Câmara dos Deputados começou este domingo pelas 18:00 de Lisboa. A votação, essa, teve início pelas 21:45 e só terminou já passava das 03:00.

E agora?
Dilma Rousseff não será, pelo menos para já, afastada da Presidência da República. Ainda será preciso esperar que o Senado receba o processo aprovado pela Câmara dos Deputados. O mais provável é que esse processo seja entregue até à próxima terça-feira, dia 19 de abril.
No Brasil, só o Senado tem poder para julgar um Presidente da República e irá decidir, ou não, a instauração do processo. 
Cabo eleitoral de Dilma, Flávio caiu em desespero 
Se Senado aceitar o pedido de impeachment, aí sim, Dilma Rousseff será automaticamente afastada da presidência por um período de até 180 dias, durante o qual o Senado terá de votar sobre a destituição. 
Nesses 180 dias, Dilma Rousseff é substituída pelo vice-presidente Michel Temer, o número dois do Governo, que viu divulgada uma gravação em que ensaia um discurso em pose de estadista como se a presidente já tivesse sido destituída.
Durante esse período, Dilma Rousseff terá direito a receber metade do salário mensal que aufere enquanto presidente: 30.934 reais (quase oito mil euros).
Se o Senado a absolver, Dilma Rousseff reassume automaticamente a presidência e recebe a parte do salário que ficou retida. Mas se dois terços dos senadores, 54 em 81, aprovarem o impeachment, Dilma Roussef é destituída e fica impedida de ocupar qualquer cargo público durante oito anos.

Dilma Rousseff isolada
Ao longo da semana passada, partidos com os quais o Palácio do Planalto contava travar o avanço do processo de impugnação de Dilma Rousseff não resistiram à pressão popular e abandonaram o barco do Governo.
PP, PSD e PTB, por exemplo, mostraram-se a favor doimpeachment. A posição do PP, o partido com mais representantes entre os investigados na Operação Lava Jato, foi uma das mais emblemáticas derrotas para o Planalto, visto que o Governo chegou a oferecer ao partido o Ministério da Saúde e a presidência da Caixa Económica Federal.
Quinta-feira à tarde, o PMDB formou maioria a favor do impeachment


Impeachment porquê?
O processo de impeachment contra Dilma Rousseff foi apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal e está baseado na acusação de que o Governo brasileiro promoveu uma verdadeira “maquilhagem contabilística” nas contas públicas, escondendo da população a grave situação financeira da administração pública.
De acordo com os juristas, a contabilidade criativa foi levada a cabo com aquilo a que os brasileiros chamam “pedaladas fiscais”, com o intuito de a presidente conseguir ser reeleita. As “pedaladas fiscais” são atos ilegais resultantes de atrasos nas transferências do Governo para os bancos públicos, para melhorar as contas públicas.
As escutas entre Dilma e Lula, divulgadas em março, também vieram agravar a perda de apoio político e popular da Presidente.

João Castelo esquece Viaduto da Forquilha e pede apoio para aprovar Impeachment

O deputado João Castelo (PSDB/MA) esquecendo o desvio que fez de R$ 44 milhões do Viaduto da Forquilha que nunca saiu do papel por esse motivo, subiu à tribuna da Câmara dos Deputados na última quinta-feira,14, para “conclamar deputados e senadores da bancada maranhense a fechar questão em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Para ele, existiam diversos motivos que justificavam seu apelo, mas ele destacou particularmente que “70% do povo brasileiro lutam por esse afastamento e o Maranhão não podia ficar de fora dessa cruzada cívica que as ruas estão mostrando de forma clara, absoluta e insofismável, de norte a sul, de leste a oeste do país. E arrematou: “ o Maranhão é um dos estados que menos tem recebido benefícios da União, portanto, ou o país expurga este governo, ou este governo conclui sua obra de extermínio da nação – sentenciou. Castelo, por sua vez, em nenhum momento lembrou do extermínio do Elevado. 
Castelo disse, também, que mais de 80% dos maranhenses, confiaram nas promessas de campanha de Dilma Rousseff e ajudaram a elegê-la nas duas eleições presidenciais,porque ela assegurou que traria para o estado projetos importantes como o da refinaria Premium, que representava um investimento de cerca de 40 bilhões de reais e criaria 150 mil empregos no seu entorno. E mais: que a refinaria estaria com sua primeira fase funcionando até o ano de 2014. Estamos em 2016-lembrou, e o projeto é apenas um terreno abandonado onde estão enterrados dois bilhões de reais.
Acrescentou que“a tal refinaria não tinha sequer projeto executivo elaborado, porque tratava-se apenas de uma intenção de investimento, escorada numa jogada de marketing para desviar recursos públicos, enganar o povo e ganhar a eleição, como de fato ocorreu – disse.
AMNÉSIA DE VIADUTO João Castelo lembrou Beth Carvalho, mas esqueceu Bezerra da Silva
O parlamentar lembrou que “a empreita tinha queimado sonhos e enterrado ilusões dos nossos irmãos que acreditaram na arapuca, arapuca que continua ainda hoje sem solução policial ou judicial.
No seu entendimento, apenas de uma coisa a gente tinha certeza: “ que não haveria mais refinaria, porque a Petrobrás estava literalmente quebrada, saqueada e desmoralizada, e, somente essa pulha já seria motivo de sobra para que a bancada do Maranhão votasse em peso pelo impeachment.
E aproveitou para criticar, também, outras promessas não cumpridas pelo governo federal e referindo-se à ampliação e recuperação de importantes rodovias que cortam o estado, como a BR 135, a BR 226, a BR 316, além de projetos impactantes como o de ampliação do Porto do Itaqui; da construção de estaleiros navais no seu entorno; do prosseguimento da rodovia norte-sul, dentre outros
Frisou particularmente a situação da obra da BR 135 dizendo que ela, “no seu trecho mais importante, cerca de 60 a 70 km, representava, hoje o filme de terror mais odiado do povo maranhense, porque as jogadas, as artimanhas, as embromações e o desrespeito para com o povo e dinheiro público revoltavam, enojavam e feriam de morte a esperança de todos nós.
E concluiu seu pedido de apoio dizendo que era chegada a hora de “cobrar esta fatura com juros e correção monetária e sob os acordes dos versos de um samba que foi imortalizado na voz inconfundível da grande Beth Carvalho e que diz“ você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão. Castelo, no entanto, evitou lembrar o sambista Bezerra da Silva que faz alusão a políticos como ele em sua obra. 

Maranhão Alienação
Manifestantes contrários ao impeachment bloqueiam BR Ana Duarte
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) disse que a interdição total com 1,5 km de extensão de congestionamento, aconteceu por volta das 10h deste domingo.
Alguns ‘manifestantes’ contrários ao impeachment bloquearam trecho da BR 135, conhecida como Ana Duarte, próximo a Itapecuru-Mirim, interior do estado. 

Manifestação na BR 135 contra o impeachment
'Manifestantes' bloqueiam BR Ana Duarte neste domingo; contra os buracos, nunca 
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) disse que a interdição total com 1,5 km de extensão de congestionamento, aconteceu por volta das 10h deste domingo.
Os ‘manifestantes’ bloquearam a BR com faixas, carros, cartazes e gritavam palavras de ordem contra o impeachment.
A pista chegou a ser liberada no sentido decrescente, mas foi interditada minutos depois. A PRF continua no local e o curioso é que para cobrar que as autoridades competentes acabem com os buracos da via, eles nunca se manifestaram.
É mole?

Seminário foi ao Bom Jardim, zona rural da cidade, ouvir os moradores da região. 
A segunda edição do Seminário Planeja aconteceu na noite da última sexta-feira(15) no bairro Bom Jardim, zona rural de São José de Ribamar.
O evento, que conta com a participação popular ouvindo propostas para melhoria do município, está sendo visto como uma boa e necessária iniciativa para a  cidade balneária. 
Seminário Planeja esteve no Bom Jardim; população ribamarense já aguarda a terceira edição 
A expectativa para os próximos Seminários Planeja é grande, pois os encontros visam à elaboração de um organograma de propostas, onde os moradores de cada região do município expõem suas demandas e dificuldades vivenciadas em todas as áreas da Gestão pública: Educação, Saúde, Habitação e Moradia, Cultura, Esporte e Lazer, Geração de Emprego e Renda, Juventude, Segurança e Infraestrutura. 
Ideia original do PSDB da cidade, o presidente da legenda, ex-prefeito e pré-candidato Luis Fernando Silva fez uma rápida avaliação de mais uma edição do evento. ''O conjunto de demandas da sociedade é que vai favorecer o plano de governo seja quem for o candidato eleito. Em tempos de se pensar a reconstrução de nossa cidade, esta é mais uma valiosa contribuição do PSDB para o município. A população ribamarense já aguarda a terceira edição do Seminário, ansiosa'', destacou Luis Fernando. 

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