sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Ribamar Alves, o 'Taradão de Santa', tem até hoje para manter mandato como prefeito
O prefeito de Santa Inês tem até hoje para voltar ao município, caso contrário, a Câmara de Vereadores pode decidir por mudança de comando

Hoje(dia 12)chega ao limite o período em que o prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves (PSB), pode ficar fora da cidade sem aviso prévio ou pedido de licença para isso. Alves se encontra preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas desde o dia 30 de janeiro, quando foi determinada a sua prisão pela acusação de estupro contra uma jovem de 18 anos de idade.

Na próxima segunda-feira, as atividades na Câmara Municipal de Santa Inês serão retomadas e caberá aos 17 vereadores da cidade a decisão da mudança de comando ou não. Desde a prisão de Alves, a cidade está sem seu principal gestor, apenas secretários estão agindo em nome da prefeitura.

Para mudar a história, Ribamar Alves precisa estar em Santa Inês ainda hoje. Para isso, a defesa dele está agindo com velocidade. O prefeito decidiu trocar de advogado para agilizar os trâmites judiciais que podem colaborar na sua soltura. Quem responde agora pelo processo é o escritório Luiz Freitas Pires de Sabóia Advogados Associados S/S, cujo maior responsável é justamente o que dá nome à associação.
O 'Taradão de Santa' tem até hoje(dia 12) para manter mandato 
Pedido de soltura

Em contato com o advogado, O Imparcial teve acesso à informação de que foi dada entrada em um habeas corpus, com pedido de liminar, em favor de Ribamar Alves junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde pede que seja considerada ilegal a prisão do seu cliente e que seja expedido alvará de soltura. O escritório em Brasília (DF) está acompanhando o andamento do processo.

Para conseguir a liberdade de Alves, o advogado argumenta que não há, no inquérito policial, a existência de relatos do uso de “violência real” ou “grave ameaça” contra a vítima. No trecho explorado, a defesa destaca algumas palavras e trechos que mostram que não houve violência. “[...] combinou com o prefeito de Santa Inês que a buscasse em sua residência para resolver problemas relativos a uma licença para compra de material para a prefeitura. [...] não ofereceu mais resistência [...] Ao exame:Ausência de lesões corporais externas. [...] rupturas himenais antigas. [...] Se a paciente é virgem? Não”, foram alguns dos destaques nas linhas de defesa.

Além dos relatos da vítima e da perícia feita no corpo dela logo após o ato sexual, o advogado usa outras armas, como os depoimentos de pessoas que teriam visto o prefeito e a jovem antes deles adentrarem o motel onde foi consumado o ato sexual.

Com base nesses episódios, o advogado de Ribamar Alves pede a soltura dele. Em último caso, que ele seja transferido para o quartel da Polícia Militar em Santa Inês. O que pode dificultar é a decisão sobre o quartel ter estrutura ou não para abrigar Alves.

Paralelo à ação da defesa, deve ser encaminhado o trabalho dos vereadores de Santa Inês. A volta de um comando na cidade depende deles. Pela Lei Orgânica do município, após oito dias de ausência do prefeito, a autoridade mais próxima por direito a ele deveria assumir o poder. No caso, o vice-prefeito, Ednaldo Alves Lima, o Dino (PT).


Mas a legislação brasileira, que é superior à Lei Orgânica, diz que é preciso esperar por 15 dias, prazo esse que expira hoje. Há quem ainda argumente com mais força em favor do prefeito, dizendo que esses 15 dias precisam ser contados apenas com dias úteis. Nesse caso, ele estaria cumprindo 11 dias e ainda teria quatro dias de tolerância.


Texto: João Carvalho Jr.
Edição: Agência Baluarte

Operação localiza trem de pouso de ultraleve de advogados desaparecidos
Além do trem de pouso dianteiro, a equipe de buscas também avistou parte de uma das asas da aeronave que não pode ser retirada do local

Uma operação iniciada ontem, culminou na madrugada desta sexta-feira, na localização de mais uma parte do ultraleve PU-VCL utilizado pelos advogados José do Vale Filho e Júlio César Moraes, que estão desaparecidos desde terça-feira, dia 09. 

Por volta das 3h de hoje, uma equipe do Corpo de Bombeiros, formada por dez homens, localizou o trem de pouso dianteiro da aeronave em uma região de mangue, entre Estiva e o município de Bacabeira, onde estão sendo realizadas as buscas. 

Arquivo pessoal/cedido pela família

José do Vale Filho (esq) e Júlio César de Moraes (dir) ainda não foram encontrados

De acordo com o major Israel Lopes, o local é de difícil acesso, a área é alagada e com fortes correntezas. No momento, em que foi encontrado o trem de pouso, parte de uma das asa da aeronave também foi vista presa na vegetação de mangue. Entretanto, por causa das condições da região, não pode ser resgatada. Ainda não há sinal dos advogados desaparecidos. Uma nova incursão será feita na região a partir do meio-dia.

A peça encontrada foi levada para o grupamento do Corpo de Bombeiros e será encaminhada para a Aeronáutica onde será periciada por técnicos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) do Pará, responsável pela investigação.

Na quarta-feira, dia 10, uma equipe da Força Aérea Brasileira (FAB), com apoio do CTA, conseguiu encontrar parte da cauda, entre Estiva e Bacabeira. As buscas estão sendo coordenadas pela FAB com o apoio do Corpo de Bombeiros, Capitania dos Portos do Maranhão, Centro Tático Aéreo (CTA), Polícia Militar e Polícia Civil.

Briga motivada por cigarros acaba em morte e três feridos em asilo no RS

Uma briga em um asilo terminou com uma pessoa morta e três feridas na madrugada desta quarta-feira (10) em Cruz Alta, no Noroeste do Rio Grande do Sul.
De acordo com a administração do local, tudo começou por causa de um desentendimento motivado por cigarros.
Durante a noite, um dos idosos que não fumava atingiu um colega com uma tijolada na cabeça. Ele desferiu ainda um golpe de faca no pescoço da vítima com uma faca de cozinha. A vítima de 81 anos morreu.
asilo
O agressor e os outros dois feridos foram levados ao hospital São Vicente de Paulo
O agressor, de 67 anos, atingiu ainda outros dois idosos que estavam em outros dois quartos com mais tijoladas. Em seguida, ele tentou se matar, mas não conseguiu.
As enfermeiras perceberam o que aconteceu depois de um idoso que estava no quarto ao lado ouvir os gemidos e pedir ajuda. O agressor e os outros dois feridos foram levados ao hospital São Vicente de Paulo.

AS INFORMAÇÕES SÃO DO G1
EDIÇÃO DA AGÊNCIA BALUARTE

Neildo é guarda municipal e promete representar os servidores públicos municipais no Poder Legislativo ribamarense

O estudante de Direito e guarda municipal de São José de Ribamar, Neildo Marinho declarou em primeira mão à Agência Baluarte que pretende concorrer a uma vaga no Legislativo ribamarense este ano.

Neildo, que é um diretores do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais-Sindsmur- afirmou que será o nome a representar os interesses da categoria já a partir de 2017, se eleito.

O diretor do Sindsmur, Neildo Marinho: pré-candidato a Vereador de São José de Ribamar
‘’Minha pré-candidatura obedece aos interesses da juventude ribamarense, da população como um todo, mas, sobretudo da categoria dos servidores públicos municipais que pretendo representar na Câmara se eleitor for’’, ressaltou.

Um dos diretores responsáveis pela atuação participativa do sindicato junto aos interesses da coletividade, Neildo Marinho vislumbra o apoio irrestrito dos profissionais do setor à sua empreitada.

‘’Os servidores públicos da nossa cidade precisam de um representante que lute por eles. Já venho fazendo isso no Sindsmur e agora estaremos lutando para fazer também em outras esferas. Por essa razão pus meu nome à disposição da categoria e afirmo minha pré-candidatura a Vereador de São José de Ribamar. Contando com o apoio de todos’’, enfatizou Neildo.

FERNANDO ATALLAIA
DIRETO DA REDAÇÃO

Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na Cohab é alvo de vandalismo

Moradores de rua tem deixado quem frequenta a Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro da Cohab, inseguro. Segundo denúncia à TV Guará, os moradores de rua também são usuários de drogas e utilizam a estrutura externa da igreja como moradia, mesmo sem autorização da Paróquia.
Ainda segundo denúncias, eles estariam cometendo atos de vandalismo e já chegaram a ameaçar pessoas. Há muito lixo no local, roupas estendidas em grades ao redor da igreja e um lustre da igreja já foi arrancado deixando a afiação exposta.
Igreja Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro na Cohab é alvo de vandalismo
Segundo denúncia à TV Guará, os moradores de rua também são usuários de drogas e utilizam a estrutura externa da igreja como moradia, mesmo sem autorização da Paróquia
“São atos que acontecem que nós já estamos repugnados e exigindo das autoridades medidas que resolvam o problema” disse Domingos Marques, Frei da Paróquia que já foi ameaçado e quase agredido.
Esse é a segunda vez que a equipe da TV Guará esteve no local. Em 2015, além de se alojarem nas áreas da igreja, os moradores de rua também tinham relações sexuais em público.
A redação do tvguara.com entrou em contato com a Secretária de Segurança do Estado, mas até agora não obtivemos resposta.

AS INFORMAÇÕES SÃO DA TV GUARÁ
Homem bomba do PT contrata advogado de Yousseff e promete abrir a boca em delação premiada

Delcídio Amaral contratou o advogado Antonio Figueiredo Basto, do escritório Figueiredo Basto. A intenção é usar os serviços do advogado para fazer sua delação premiada.

Figueiredo Basto é o mesmo advogado que defende o doleiro Alberto Youssef, o ex-gerente da Petrobrás Pedro Barusco , o dono da UTC, Ricardo Pessoa e o lobista Julio Camargo ­– quatro dos mais importantes delatores da operação.

DelcidioAdvogadoDEURUIMPT
O senador é acusado de impedir e embaraçar as investigações, além de ser denunciado por exploração de prestígio quando insinuou que poderia influenciar ministros do STF para conseguir favores ao ex-diretor da Petrobrás
Basto é conhecido pela seriedade e competência nos casos em que trabalha. Ele não entra em uma “brincadeira dessas” para deixar que seu cliente se prejudique. Ou seja, vai ter muito petista dormindo com dor de barriga nesse fim de ano.

O senador é acusado de impedir e embaraçar as investigações, além de ser denunciado por exploração de prestígio quando insinuou que poderia influenciar ministros do STF para conseguir favores ao ex-diretor da Petrobrás.

Delcídio afirmou, nas gravações, que iria conversar com os ministros Teori Zavascki, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin para obter habeas corpus a favor de Nestor Cerveró.

O advogado do senador no STF é o criminalista Maurício Silva Leite.


Perguntas que a imprensa precisa responder

Por Roxana Tabakman 

As etapas iniciais de um surto epidêmico oferecem excelentes oportunidades aos jornalistas encarregados da cobertura de saúde pública. Há muitos cientistas que aceitam deixar entrar as câmaras em ambientes habitualmente vedados, o Ministério de Saúde oferece informação o tempo todo, as famílias afetadas procuram a imprensa porque sabem da importância dela para melhorar a situação, há muito interesse do público e os índices de leitura/visualização dos produtos informativos alcançam níveis invejáveis. O nosso trabalho chama a atenção, dá cliques, gera conversa. Em resumo, quando o contexto geral é de intranquilidade, o jornalista pode dormir tranquilo porque não falta trabalho.

A vida boa, porém, está prestes a se acabar. O período em que não é preciso nem parar para pensar como convencer os editores a publicar matérias de saúde produzidas aqui e não simplesmente traduzidas , está com os dias contados. Agora que o vírus zika já foi registrado em 32 países (e logo serão mais) e que a emergência internacional da microcefalia é oficial, chegou a nossa hora: a concorrência com a imprensa internacional é para valer. A mídia brasileira deve sair às pressas da zona de conforto, os jornalistas têm que se preparar para o que vem na frente. Falando direto. Chegou o momento de desviar a atenção dos porta-vozes oficiais e das telas de televisão, e se perguntar: O que será que não está chegando de maneira automática no meu email? O que está acontecendo de importante e que deve ser investigado?
Novas perguntas ou novas respostas
Não dá para continuar repetindo o tempo todo apenas a recomendação de por areia no vaso da sacada. Isso todo mundo já sabe, faça ou não faça. Ou publicar números em constante aumento, seja de vírus, pessoas ou países. O público e a imprensa vão exigir novidades, novas perguntas ou novas respostas.
A lista de pautas possíveis já é significativa. Vai desde cientistas infectando mosquitos para proteger a saúde humana, testando o zika em mini cérebros criados no laboratório, fabricando vacinas Frankenstein com pedaços dos vírus do dengue e a febre amarela, preparando radiação não letal ou avaliando repelentes de última geração que utilizam os últimos avanços das nanotecnologias. Há também fatos bem distantes destas disciplinas. Nos bancos de sangue do mundo nosso líquido vital está virando sangue de segunda categoria e na suspeita de possível transmissão sexual, nas viagens pelo exterior, amantes brasileiros só serão aceitos com dupla camisinha.
Mas no final, a pergunta que todo mundo quer saber é a seguinte: Um mosquito é mais forte que um país inteiro? Vamos ou não ganhar essa guerra? “O Aedes aegypti é o problema de saúde pública mais grave do século e você é responsável por termos uma epidemia”, é a mensagem oficial difundida massivamente. A criação na população da consciência de que estamos diante de um problema de gravidade extraordinária facilita a necessária mobilização. E aos saudosos do militarismo, a mobilização de 220 mil militares e brigadas conformadas por 300.000 agentes públicos lhes dá tranquilidade. Mas será que é mesmo uma guerra? Será que o mosquito é o principal obstáculo para termos saúde? Será que a estratégia de acabar com os criadouros é 100%  efetiva? Será que podemos todos juntos erradicar o mosquito listrado? Ou tudo se trata, apenas, de uma utopia compartilhada?
A luta corpo a corpo e casa a casa é necessária porém, insistem os especialistas, é insuficiente. Se os responsáveis pelo marketing estão oferecendo uma resposta rápida e simples à sociedade é porque acham que isso é o que o povo está precisando.É também a hora da imprensa dizer não. Não basta ser rápida. Tem que ser também uma resposta eficiente, possível e sustentável a longo prazo. E na hora que o jornalista mudar  sua forma de ver o problema, surgirão centenas de novas perguntas, dúvidas e pautas.
Para resolver o problema de vez são necessárias medidas urbanísticas e sociais que estão ficando fora do foco. A nossa angústia atual é em grande parte consequência do crescimento desordenado das cidades e ausência do saneamento básico. O que nos diz esse fato sobre nosso futuro?
Em segundo lugar, vale a pena aprofundar mais nas alternativas biotecnológicas que começam a ser testadas. Algumas nascem envoltas em polêmicas e, a depender do tratamento jornalístico, o repórter pode ser de muita ajuda, ouprovocar muito dano.
No Brasil está sendo desenvolvido, por exemplo, o projeto Wolbachia, que consiste em inocular no Aedes aegypti uma bactéria com o objetivo de torná-lo incapaz de transmitir os vírus (da dengue, zika e chikungunya). O micróbio é, na sequência, transmitido da fêmea para os ovos, e no cenário final uma população de mosquitos incapazes de fazer o mal vai substituir os atuais, que ninguém quer por perto. O desfecho do tipo  “viveram felizes para sempre” seria obtido sem matar ninguém, nem sequer um mosquito. Será que uma estratégia assim é verdadeiramente eficiente e compatível com a saúde do meio ambiente? É uma pergunta que muitos se fazem e que vale a pena responder.
Outra tática de alta tecnologia, com pesquisas já bem avançadas, é a do mosquito transgênico que esteriliza a fêmea e, no longo prazo, permite sonhar em acabar com a espécie (o que não é de lamentar porque o Aedes aegypti é invasor aqui na América Latina, é preciso dizer). O projeto todo parece roteiro de filme. Começa no laboratório de engenharia genética e, na cena final, a população de mosquitos sobreviventes não é suficiente para transmitir o vírus. Outro caminho paralelo que os cientistas avaliam hoje é alterar o DNA dos mosquitos para que sejam incapazes de levar o vírus zika na barriga, uma característica que logo seria transmitida aos seus descendentes (processo tecnicamente conhecido como gene drive). Hoje ainda há muita oposição a liberar animais transgênicos no ambiente natural. Será que o medo mundial da microcefalia muda a percepção pública sobre a necessidade de contar com ajuda dos organismos modificados geneticamente? Tal vez. Isso é desejável? Achamos que sim, mas cada jornalista tem que produzir notícias capazes de levar o público a desenvolver suas  próprias conclusões.
O foco destas estratégias está no bandido de patas listadas, que os cientistas querem, seja aniquilar, seja converter em Aedes do bem. No final da estrada, um cenário maravilhoso de um mundo sem mosquitos malvados. Na teoria é possível, mas o Brasil precisa de repórteres bem formados capazes de ouvir estas maravilhas com suficiente ceticismo profissional para checar as informações recebidas.  A história contada apenas pelos protagonistas, com autoridade e interesses próprios, em jargão preciso e incompreensível, e sem possibilidade de questionamento, constituiria um ato de fé. Depois de todo anúncio ribombante o repórter precisa ir atrás, saber o que opinam outros cientistas trabalhando na mesma área, se avaliam a metodologia, se o investimento faz sentido. Também deve evitar a crítica infundada baseada nas distopias literárias que começam num laboratório de paredes brilhantes e acaba já sabemos como. A mídia brasileira pode dar um show de bola se conseguir difundir o que se faz no país sem “comprar” as informações técnicas de olhos fechados nem fugir delas como se fosse um pecado. A ciência demanda evidências, o jornalismo também.
O diagnóstico da síndrome da microcefalia e o teste do vírus em fluidos humanos é um outro assunto que vai gerar muitas notícias nos próximos meses. Também aqui é essencial que se deixe de repetir a importância de um anúncio apenas porque os próprios autores disseram que ele é genial. É bom saber que um método de identificação da doença não é maravilhoso unicamente por ser rápido e barato. Tem que ser avaliado pela sensibilidade (capacidade de identificar a afecção), especificidade (capacidade de identificar quem não tem a afecção) e valor preditivo (proporção dos exames positivos de pessoas que realmente ficaram doentes), isso é indispensável para saber o que significam os casos confirmados ou descartados. Não ouvi jornalistas fazendo perguntas com essa profundidade, a grande maioria deles apenas está transcrevendo números oficiais.
O ritmo da ciência é lento. A mídia vai ser chamada muitas vezes a noticiar pequenos avanços na busca de um soro ou uma vacina contra dengue, zika, chickungunya entre as muitas fórmulas que estão sendo pesquisadas. A urgência e publicidade podem alavancar o dinheiro necessário e organizar o sistema científico para que o processo não demore mais do que o necessário. Os laboratórios e as instituições precisam da imprensa para que estas pesquisas continuem sendo uma prioridade do Estado. Mas a mídia não pode cometer o erro, como fez no tristemente célebre caso da fosfoetanolamina- de exigir o atropelo de fases clínicas. O método científico exige esperas longas porém extremamente importantes.
Falsas polêmicas
As discrepâncias entre os cientistas são reais e positivas, assim é como avança o conhecimento. Mas outro ponto importantíssimo é refletir sobre o que chega ao público como polêmica sem base na realidade. Os ecologistas não gostam de mexer no ambiente natural? Vamos então perguntar para eles sobre o mosquito transgênico. Pedir a avaliação dos contrários, ou seja, se jornalista tem a certeza que as fontes oferecem distintos pontos de vista e não simplesmente editam a informação à luz da suas paixões pessoais. Nos tempos de epidemia é a hora de fugir de militantes desinformados. Caso contrário, um repórter pode acabar propondo encher o Parque do Ibirapuera de anfíbios que comam os mosquitos ou recomendar velas de citronela, ou estratégias similares na sua falta de eficácia contra o Aedes. A militância bem informada pode, porém, ser de grande ajuda para mostrar como os agravos ambientais impactam na saúde das populações humanas.
A correta avaliação das fontes pode parecer uma recomendação desnecessária, mas a disseminação dos erros é tão marcante hoje em dia que é difícil saber o que é verdade ou não. Será que o leitor, provavelmente bem informado, sabe responder sem erros quais destes métodos são eficientes para protegê-lo de picadas do mosquito? Spray doméstico- Raquete elétrica-Repelentes a base de Icaridina- Repelentes a base de DEET- Repelentes eletrônicos- Lavar o chão com citronela- Plantar crotalaria- Velas repelentes- Limão com cravo- Areia nos pratos- Sal grosso – Borra de café- Carros com fumacê- (lista incompleta devida à extraordinária inocência e criatividade do brasileiro). A cobertura de assuntos que impactam na saúde não significa dar as costas às fontes não oficiais, mas é preciso avaliá-las com rigor porque o dano ficará para as próximas gerações.
Controle do mosquito ou erradicação?
A gente acredita que estamos em um período de tolerância zero, mas não é bem assim. O país abandonou oficialmente a meta de erradicar o Aedes aegypti no mês de julho de 2001. O propósito é controlá-lo. Mas isso não significa que não existam especialistas que apontem a erradicação como único caminho. É o Fla-Flu da Copa Aedes aegypti.
Se o jornalista procura olhares de fora do mainstream, pode encontrar aqueles que acreditam que é de nossa responsabilidade humana preocupar-nos que o mosquito não esteja contaminado com o vírus. São especialistas em modelos matemáticos que insistem que deveria se proteger mais os mosquitos do contato com os infectados do que se faz hoje. Em outras palavras, eles põem o foco no isolamento dos que já estão infectados. A lógica é fácil de entender. Os vírus se reproduzem mais rapidamente nos seres humanos do que no mosquito. O inseto é uma espécie de “disque-virus’ que faz entrega casa por casa, mas o animal que o transporta a grandes distâncias é o humano. A fonte do vírus não é o mosquito, é o homem. Essa mudança de perspectivas é interessante, mas pode ter consequências. A história da medicina brasileira tem uma frase célebre de Oswaldo Cruz: “dêem-me liberdade que eu erradico a febre amarela”. Naquela época (1904) , o mosquito foi mesmo erradicado. A estratégia incluía, entre outras medidas, isolamento rigoroso do doente em ambiente protegido por telas metálicas.
Cingapura contempla multas de alto valor e até cadeia para quem tiver criadouros com larvas de Aedes em casa. Hoje, na Bahia, usuários anônimos fotografam e informam aos órgãos municipais os locais com possíveis criadouros de mosquito através do aplicativo Caça Mosquito (para o sistema Android). A sociedade ainda deve discutir – e a mídia tem um papel crucial neste debate – sobre o que deve ser feito ou não para resolver a difícil convivência das pessoas com os mosquitos. Mas para fazer isso, precisamos dar a conhecer a real efetividade de cada uma das estratégias que podem ser executadas. Os números existem, estão nos discos duros dos computadores dos cientistas. É só saber perguntar, e ter a coragem de divulgar.
Quantos casos são?
Os repórteres vão continuar buscando respostas a essa pergunta por muito tempo e com muita pressão dos editores que procuram manchetes impactantes. Os cientistas também. E os dois sabem que o campo dos números está cheio de armadilhas. Pernambuco tem muitos casos de microcefalia. Será simplesmente uma super notificação?. Os casos mais graves estão no Ceará. Há alguma outra causa contaminando os dados?
O repórter pode fazer uma mudança de foco indo na contramão: perguntar quantos casos de microcefalia se devem mesmo ao Zika e colocar seu interesse noutras possíveis causas da enfermidade. Se não for o Zika, qual pode ser uma outra causa? Há sem dúvida outras questões a serem estudadas, desde redes de atenção básica ineficientes a causas ambientais desconhecidas. Toda substância química ou radiação que interfira em mecanismos essenciais do desenvolvimento do feto pode levar a malformações, a lista de contaminantes parece infinita e provavelmente ainda é incompleta.
Procurar o lado oculto da informação não significa porém alimentar as teorias conspiratórias. Sempre onde a grande maioria enxerga um problema, outros vêem um negócio oculto. O maldito capitalismo lucrando com as nossas doenças é um clássico dos boatos de internet. A afirmação de que o vírus Zika foi criado pelos Rockefeller está sendo amplamente difundida, ao ponto que o site e-farsas.com, que investiga rumores da web, decidiu esclarecer o assunto. (É mentira, lógico, mas de fato o nome do milionário norte-americano   e a saúde pública brasileira estão realmente interligados. Poucos sabem que entre os anos 1923-1940 o Departamento Nacional de Saúde Pública do Brasil passou à Fundação Rockefeller a responsabilidade exclusiva pela eliminação do Aedes aegypti). As teorias conspiratórias abarcam todas as bandeiras. Antes que a OMS declarasse a emergência, muitos se perguntavam, (geralmente em inglês). What must be heavy lobbing from Brazil not to declare emergency?.(Quão forte deve ser o lobby do Brasil para que não se declare a emergência?) Mas a imprensa que tem a responsabilidade de informar sem censurar verdades, deve tomar cuidados extremos para  não cair na armadilha de misturar fatos reais não relacionados.
Com as lições aprendidas com a gripe suína, a prestigiosa plataforma de informação científicascidev.net quis oferecer aos jornalistas de países com poucos recursos e grandes desafios, as suas recomendações. “Para informar com responsabilidade sobre o brote de uma doença, não é apenas necessário dar sentido aos primeiros informes. Também deve ser feito um acompanhamento exaustivo da evolução da doença  a longo prazo…Há necessidade de voltar às fontes para ver se elas mudaram de opinião e levar isto ao conhecimento do público.”
O Zika pode servir para um bom aprendizado no jornalismo científico.  Saibam apenas que a contagem regressiva da dengue já começou. Os especialistas aguardam uma epidemia forte de dengue tipo IV, a dengue neonatal e encefalite por Chikungunya. Aliás, também temos possibilidades de outras doenças chegando. O Zika pode ser o desafio que precisávamos para conseguir estar no patamar de nossos colegas dos EUA e Europa fazendo com que as matérias de saúde sejam baseadas em evidências, assim com deveria acontecer na política, na economia ou com as notícias da cidade.
Roxana Tabakman é bióloga e jornalista, autora de “A saúde na mídia. Medicina para jornalistas, jornalismo para médicos”. Ed. Summus.
As mulheres palestinas que enfrentaram soldados israelenses
Vídeo de palestinas enfrentando soldado de Israel já foi compartilhado mais de 57 mil vezes. As imagens mostram um militar tentando imobilizar com estrangulamento o garoto Mohamed Tamimi, de 12 anos, quando é cercado pela mãe, a tia e a irmã do adolescente

Um vídeo que mostra mulheres palestinas enfrentando um soldado israelense tem gerado grande repercussão na internet desde que foi publicado.

A postagem gerou mais de 57 mil compartilhamentos no Facebook e foi visualizada por aproximadamente 3,4 milhões de pessoas.

As imagens mostram um confronto na Cisjordânia e, segundo moradores do vilarejo palestino de Nebi Saleh, um assentamento judeu na região teria restringido o acesso a uma fonte de água.

palestinas soldados israel
Na confusão, um soldado tenta imobilizar com estrangulamento o garoto Mohamed Tamimi, de 12 anos, acusado de jogar pedras nos militares, quando é cercado pela mãe, a tia e a irmã do adolescente
Na confusão, um soldado tenta imobilizar com estrangulamento o garoto Mohamed Tamimi, de 12 anos, acusado de jogar pedras nos militares, quando é cercado pela mãe, a tia e a irmã do adolescente.

Elas puxam e batem no soldado até conseguirem libertar o menino.
Ao comentar o caso no Facebook, Bassem Tamimi, o pai de Mohamed, disse que o garoto, que já estava com o braço engessado, precisou de cuidados médicos depois da ação do militar israelense e acusou o Exército de ter atirado contra outro de seus filhos dois dias antes.


“Nós protegemos nossa família e nossa terra através da resistência”, escreveu. “Pessoas do mundo, apoiem os palestinos. Apoiem os direitos humanos”.

AS INFORMAÇÕES SÃO DO PRAGMATISMO POLÍTICO
Antigo quadro do PPS, Magão deverá se filiar ainda este mês para concorrer ao Executivo ribamarense 

POR FERNANDO ATALLAIA
DIRETO DA REDAÇÃO

O ex-popular-socialista e pré-candidato a Prefeito da cidade balneária, Maerbeth Nina Garcês, o Magão deverá se filiar ainda este mês a um novo partido para concorrer ao Executivo ribamarense. A confirmação foi feita pelo próprio pré-candidato em ligação telefônica a Agência Baluarte na tarde dessa quinta-feira (11).

‘’Muito se especula no meio politico de São José de Ribamar sobre a minha filiação. Gostaria de dizer que já tenho partido e que ainda este mês irei promover meu ato de filiação em respeito a meus apoiadores e eleitores, pessoas que me acompanham desde quando fui vereador na nossa cidade’’, anunciou.

O pré-candidato a Prefeito de São José de Ribamar,  Maerbeth Nina Garcês, o Magão: filiação a novo partido ainda este mês
Afirmando-se o único pré-candidato genuinamente ribamarense capaz de representar os anseios dos munícipes, Magão aproveitou a oportunidade para alfinetar os demais postulantes à sucessão do prefeito Cutrim(PDT). Ele foi incisivo.

‘’Todos eles (referindo-se aos demais pré-candidatos) moram em São Luís e não tem uma vida em Ribamar. Só vem para cá em época de eleição. No que diz respeito à minha pessoa, eu sou ribamarense, moro aqui na Sede e participo da história da minha cidade. Serei o único candidato genuinamente ribamarense a representar os interesses da nossa população’’, afirmou de forma categoria. 

Bovespa despenca, acompanhando quadro internacional alarmante  

Já o dólar encerrou a sessão de hoje em alta acima de 1%


Jornal do Brasil

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em forte queda nesta quinta-feira (11), refém da queda das principais bolsas mundiais e do preço das commodities. Investidores retomaram a aversão ao risco observada no início da semana (quando a Bovespa esteve fechada devido ao Carnaval), refletindo o momento delicado por que passa a economia mundial e as dúvidas quanto à saúde do sistema financeiro europeu. 
O Ibovespa, caiu 2,62%, a 39.318 pontos, no que foi o terceiro dia seguido de queda. Em fevereiro, a bolsa acumula uma baixa de 2,61%. Em 2016, o índice desvaloriza 9,29% até aqui. 
O mercado acompanhou hoje as declarações da chair do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, Janet Yellen, que discursou no Senado. Questionada sobre a possibilidade de o Fed adotar taxas de juros negativas, como alguns bancos centrais de países desenvolvidos vêm fazendo em 2016, Yellen afirmou que não vê perspectivas de mudanças no crescimento econômico dos EUA que tornem necessário um corte drástico nos juros. Também hoje, o Riksbank, banco central da Suécia, anunciou uma redução ainda maior da taxa básica de juros, já negativa, de -0,35% a -0,5%, em uma busca por reaquecer a economia e conter a deflação. 
No Brasil, o mercado digeriu mal a notícia de que o governo optou por adiar o anúncio do corte no Orçamento de amanhã para março. O assunto foi discutido nesta quinta-feira em reunião da junta orçamentária realizada no Palácio do Planalto, com participação da presidente Dilma Rousseff. 
No Brasil, o mercado digeriu mal a notícia de que o governo optou por adiar o anúncio do corte no Orçamento de amanhã para março. O assunto foi discutido nesta quinta-feira em reunião da junta orçamentária realizada no Palácio do Planalto, com participação da presidente Dilma Rousseff 
Ganha 
força nas mesas de operações o rumor de que a agência de classificação de risco Moody´s pode tirar a qualquer momento o grau de investimento do Brasil, já que técnicos da agência estiveram no país pouco antes do Carnaval para avaliar as contas públicas. Operadores, no entanto, não acreditam que um eventual rebaixamento da nota brasileira pela Moody´s possa ter grande impacto no mercado, pois já seria algo esperado após rebaixamentos pelas demais agências. 
Entre as ações de mais peso no Ibovespa, Vale PNA (-4,13%) teve a maior baixa, seguida por Itaú PN (-2,96%), Bradesco PN (-2,58%), Brasil Foods ON (-2,03%), Petrobras PN (-1,85%) e Ambev ON (-0,50%). 
Com a nova queda dos preços dos barris de petróleo e a valorização do dólar, as ações da Petrobras despencaram. Enquanto os papéis ordinários da estatal, PETR3, caíram 3,43%, a R$ 5,91, os preferenciais, PETR4, tiveram queda de 1,86%, cotados a R$ 4,23 no fechamento. 
Acompanhando a baixa de grandes mineradoras europeias no pregão de hoje, as ações ordinárias da Vale, VALE3, caíram 3,24%, a R$ 9,87, e suas preferenciais, VALE5, 4,14%, a R$ 7,41. 
Bolsas europeias voltam a cair
As bolsas europeias fecharam em forte queda nesta quinta-feira, após leve recuperação na véspera, pressionadas por uma liquidação de ações do setor bancário e pela queda no preço das commodities, com investidores preocupados com a desaceleração da economia chinesa e inseguros quanto aos rumos da economia global.
O índice FTSE 100, da bolsa de Londres, recuou 2,39%, aos 5.536,97 pontos. O DAX, de Frankfurt, perdeu 2,93%, aos 8.752,87 pontos e o CAC 40, de Paris, cedeu 4,05%, aos 3.896,71 pontos. O Ibex 35, de Madri, caiu 4,88%, aos 7.746,30 pontos, enquanto o FTSE Mib, da bolsa de Milão, recuou 5,63%, aos 15.773,00 pontos. O PSI 20, de Lisboa perdeu 4,39, aos 2.155,09 pontos.
Bolsas asiáticas também fecharam em queda
As bolsas asiáticas registraram queda nesta quinta-feira (11). Na primeira sessão em Hong Kong após o feriado do Ano Novo Lunar, o índice Hang Seng caiu 3,85%, aos 18.545,80 pontos. Em Seul, o Kospi fechou em queda de 2,93%, aos 1.861,54 pontos.
A instabilidade ocorre após declarações da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, de que a turbulência nos mercados pode prejudicar o crescimento dos Estados Unidos. A executiva sinalizou que não irá aumentar as taxas de juros no curto prazo.
Em Cingapura, o índice Straits Times reucou 1,70%, a 2.538 pontos. Já a bolsa de Sydney, apresentou leve crescimento. O índice S&P/ASX 200 avançou 0,95%, a 4.821 pontos.
A bolsa de Tóquio não abriu nesta quinta-feira (11) devido ao feriado de Dia da Fundação Nacional do Japão.
Dólar fecha em alta, reagindo ao ambiente global de aversão ao risco
O dólar avançou hoje pelo terceiro dia seguido, reagindo ao ambiente de aversão a risco nos mercados globais diante de persistentes preocupações com a saúde da economia global e nova queda dos preços do petróleo.
A moeda norte-americana teve alta de 1,22%, vendida a R$ 3,9837. 

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