sábado, 28 de novembro de 2015

Prefeita Maura é enquadrada por Flávio Dino

A prefeita Maura Jorge, de Lago da Pedra, perdeu o controle emocional durante uma solenidade oficial do Governo do Estado, neste sábado (28), na praça Dep. Waldir Filho naquela cidade.
Maura Jorge participava como convidada de uma cerimônia em que o Governador fez a entrega de Títulos de Regularização de Terra a proprietários rurais, retomada das obras do Hospital e lançou o programa Mais Asfalto.
Devido à disputa política local entre Maura Jorge e Mauro Jorge, o cerimonial foi organizado sem prever o pronunciamento de nenhum dos dois. Tudo transcorria dentro da normalidade até que, depois do pronunciamento do deputado federal Rubens Júnior, quando o Governador Flávio Dino começou o seu discurso a prefeita perdeu o controle.
OLIGARQUISMO EM ALTA Flávio Dino mostrou que é mais controlador que Sarney e chamou Maura Jorge na catraca; ela foi parar num carro de som 
Preocupada com a sua situação eleitoral na cidade, Maura Jorge tentou colar a sua imagem à do Governador e exigiu discursar, exercendo o direito que lhe cabe. Aos poucos o que era insatisfação tomou forma de protesto e Maura passou a lamentar em cima do palanque em função das muitas humilhações. 
O constrangimento era visível para todos. Principalmente para o genro da prefeita, o deputado Neto Evangelista que é secretário de Desenvolvimento Social. Mas que ficou calado. 
Quando os presentes achavam que a humilhação sofrida por Maura não iria além, a prefeita surpreendeu a todos quando abandonou o palanque e foi buscar um carro de som de sua propriedade para fazer o seu discurso na rua, uma vez que se viu coagida. 
Flávio Dino disse, então, que não tinha medo de cara feia. O governador declarou ainda que nunca foram feitas tantas obras como agora em Lago da Pedra, deixando a prefeita visivelmente transtornada em meio ao show de truculências. Em Lago da Pedra a humilhação sofrida por Maura Jorge repercutiu por todo município.
Com Informações do Blog do Carlinhos e Blog do John
Edição da Agência Baluarte 


Maika, mulher do senador Delcídio, chama Presidenta Dilma de 'Filha da Puta'

A coluna Radar conta que Maika do Amaral Gomes, a mulher de Delcídio Amaral, depois de sua prisão, ligou aos berros a um amigo de família, dizendo:
delcídio e mulher
Maika detonou Dilma: 'Filha da Puta' 
“Eu avisei aquele fdf. Ele devia ter saído do PT há tempo”.
E, referindo-se a Dilma Rousseff, arrematou:
“A culpa de tudo é aquela filha da puta”.

Morre o poeta e escritor Nauro Machado

O velório acontece hoje na Academia Maranhense de Letras.
Ele tinha 80 anos e estava internado desde terça-feira.


O poeta e escritor maranhense Nauro Machado morreu na madrugada deste sábado (28) em São Luís após realizar uma cirurgia no intestino. Ele tinha 80 anos e estava internado desde terça-feira (24) em um hospital da capital. O velório está marcado para este sábado na Academia Maranhense de Letras (AML), a partir das 10h30.
Resultado de imagem para nauro machado
O poeta 

Nauro Machado era
 um dos mais importantes literários da história do Maranhão. Tinha 37 livros publicados, foi um poeta autodidata que retratou através da arte sua visão e sentimento do mundo. Sua obra também foi reconhecida pela Academia Brasileira de Letras (ABL).
Carnaval

Em 2002, o poeta Nauro Machado foi homenageado pela escola de samba Turma do Quinto. Com o enrredo "Nauritânia, a Poesia de Barbas Brancas", a escola venceu o carnaval de passarela de São Luís naquele ano. A letra do samba enfatizava frases e o estilo de vida do poeta. 


Poesia


No dia 12 de novembro de 2014, o poeta tinha lançado seu último livro “Esôfago Terminal”, inspirado na sua luta contra o câncer de esôfago que começou em 2012. Nauro Machado havia se curado da doença.  No lançamento do livro ele disse:“A doença é algo inominável, inconcebível, mas acontece com qualquer um. Então, nó nos perguntamos: ‘por que eu?’. E, logo, o universo replica: ‘e por que não você?’”.



Resultado de imagem para nauro machado
Nauro e Arlete


Nauro Machado e a Crítica

Um dos grandes poetas brasileiros de nosso tempo. 

(Adonias Filho)

E se analisarmos [...] a sua marca pessoal – tanto no engenho como na arte – e a compararmos com as marcas dos monstros sagrados do lirismo nacional contemporâneo, chegaremos sem esforço à conclusão de que, no Brasil do século XX, raros são os poetas de tal força, originalidade e domínio artesanal. 

(Fernando Mendes Viana)

Não hesito em colocar Nauro Machado entre os grandes poetas do Brasil de hoje, independente de geração ou idade. 

(Antônio Olinto)

Poeta único na poesia brasileira [...] Nauro conseguiu sintetizar numa linguagem tão rarefeita, quase irrespirável, entre o céu e o inferno, o caótico destino humano.

(Cláudio Murilo Leal)



São Luís perde um de seus últimos pilares e sustentáculos. Morre também uma época.

(Fernando Atallaia, por ocasião da morte do poeta)

Nauro caminha na contramão de um leitor acostumado com as veleidades do fácil.


(José Aparecido da Silva)

Alta e impressionante poesia.

(Carlos Drummond de Andrade)

Poucos poetas – talvez um Baudelaire, um Antero de Quental, um Augusto dos Anjos – têm, como esse solitário maranhense, enfrentado a tarefa árdua e encantatória de expressar, mas o fazendo sob o regime de uma consciência criadora face às possibilidades do verbo – verbo que é fala, pensamento, imagem e melodia – os ângulos escusos, os obscuros abismos, as cartilagens doloridas e inescrutáveis da estrutura humana.

(Hildeberto Barbosa Filho)

Apanha o homem na queda a estágios profundos de impotência e incerteza.

(Donald Schüller)

Uma carreira poética ímpar no contexto literário brasileiro de hoje.

(Alfredo Bosi)


A Poesia fundamental 


O Parto

Meu corpo está completo, o homem - não o poeta.
Mas eu quero e é necessário
que me sofra e me solidifique em poeta,
que destrua desde já o supérfluo e o ilusório
e me alucine na essência de mim e das coisas,
para depois, feliz e sofrido, mas verdadeiro,
trazer-me à tona do poema
com um grito de alarma e de alarde:
ser poeta é duro e dura
e consome toda
uma existência.

(Nauro Machado)


A Homenagem 

Música de Fernando Atallaia composta em 1996 em homenagem a Nauro Machado

Poetas malditos( Fernando Atallaia)

Dizem o que são em palavras inefáveis

Nascem no silêncio de um indeciso coração

Acham o perdido perdem o encontrado

Tentam discernir mas olham para o lado

Negras nuvens em desertos pensamentos

Olhos desolados afundando em poço de lamento

Resultado de imagem para nauro machado

São poetas malditos

São poetas malditos

São poetas malditos



Charles Baudelaire e Nauro Machado

A França e o Maranhão com seus pecados

À noite eles saem de mãos dadas

Flagelos perdidos invadem a sua morada

Pelo beco nas muralhas a tradição e a memória

Eles trazem a vergonha da cidade inglória


São poetas malditos

São poetas malditos

São poetas malditos


Villon

Eluard

Verlaine

Lautréamont

Émile Nelligan

Byron

Keats

Gregório

Yeats

Sousandrade

Deo silva

Rimbaud

Dizem o que são em palavras inefáveis



1996



Com informações do G1
Edição da Agência Baluarte 

Nº de visitas

Central de Atendimento

FAÇA PARTE DA EQUIPE DA AGÊNCIA DE NOTÍCIAS BALUARTE

Denúncias, Sugestões, Pautas e Reclamações, ligue:
(98) 9 8767-7101

E-mail:
agencia.baluarte@hotmail.com

atallaia.baluarte@hotmail.com


Sua participação é imprescindível!

Nossos Seguidores

Parceiros ANB