segunda-feira, 14 de setembro de 2015
O ex-deputado Domingos Dutra terá o apoio do Palácio dos Leões na corrida eleitoral de 2016. Prefeito Josemar Sobreiro tem reeleição ameaçada.

POR FERNANDO ATALLAIA
DIRETO DA REDAÇÃO

A longa e prazerosa conversa do ex-deputado antifuti Domingos Dutra com o governador do Estado, Flávio Dino selou de uma vez por todas a parceria do comunista com o já pré-candidato a Prefeito de Paço do Lumiar que ganhou, oficialmente, o apoio comunista para tornar-se o próximo gestor do município abandonado. 

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Com Flávio: Governador e o PC do B querem Dutra prefeito de Paço do Lumiar
Flávio Dino, que na luta pela libertação do antigo modelo oligárquico instaurado pelos Sarneys no Maranhão, nunca negou a ninguém a admiração por Domingos, quer vê Dutra eleito em Paço do Lumiar em  2016. E para o sonho de ambos se tornar realidade, Flávio e o PC do B pretendem jogar ‘pesado’ na candidatura do politico emblemático. Dutra não se faz de rogado: sabe que é o candidato do Governador e já reúne lideranças luminenses para conceber estratégias para a eleição.
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Situação de Josemar em Paço é cada vez mais complicada 
Só sorrisos e todo praça, Domingos Dutra, diante do acentuado e irreversível desgaste da gestão de Josemar Sobreiro na cidade, tem possibilidades concretas de vitória.  Josemar e grupo vêm sendo alvo constante de ações do Ministério Público por conduta improba e atos de corrupção. Secretariado inerte, despreparado e opaco, a administração do prefeito não agradou aos luminenses. O caminho, portanto, está aberto e Flávio Dino sabe disso.

Agora é aguardar os desdobramentos. 

Flávio Dino faz Marcelo Tavares virar a rainha da Inglaterra

O secretário chefe da Casa Civil do Governo do Estado do Maranhão, ex-deputado Marcelo Tavares, nunca sofreu tanta humilhação quanto agora.
No cargo desde que Flávio Dino assumiu o governo, Tavares teve sua pasta esvaziada pelo inimigo nada oculto Márcio Jerry, que confiscou parte dos recursos e ainda se apoderou de dezenas de cargos.
Mulher de Jerry é quem controla fechamento de contratos do Palácio dos Leões
GOVERNANDO ENTRE AMIGOS Márcio e Lene levaram a Casa para cozinha da casa deles  
Até aqui tudo bem, tudo bacana. Mas a última humilhação imposta ao chefe da Casa Civil passou dos limites e extrapolou o bom senso político.
Agora foi a vez da esposa de Márcio Jerry, Lene Rodrigues, tomar de vez as atribuições de Marcelo Tavares. A Casa Civil não organiza mais administrativa e financeiramente os Palácios Henrique de La Rocque e muito menos o dos Leões.
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CASA CIVIL DE FACHADA Depenado no governo de Flávio, só o que restou a Marcelo Tavares (foto) foi o salário  
E o que é pior: sem que o governador alterasse as normas com a permissão da Assembleia Legislativa fez tudo por meio de portaria dando a Lene o cofre. O marido Jerry tem o poder da caneta que tudo decide.


Nunca na história política do Maranhão um casal sem mandato eletivo teve mais força e poder do que Jerry e Lene. Também, nunca um casal caminhou mais rápido para conquistar o ódio público.
As informações são do Blog do Luis
Edição da Agência Baluarte 

Zé Inácio participa de assinatura de Ordem de Serviço para construção do Ifma Mirinzal


Na tarde desta sexta-feira (11), o Prefeito de Mirinzal Amaury Santos Almeida (PDT), e o Professor Reitor do Instituto Federal do Maranhão Roberto Brandão, assinaram a Ordem de Serviço que autoriza a construção do Campus Avançado do IFMA em Mirinzal.
O deputado Zé Inácio (PT) esteve presente no ato que ainda contou com a presença de prefeitos pertencentes aos Consórcios da Região do Litoral Ocidental Maranhense-Consórcio da Floresta dos Guarás (Conguarás).
Zé Inácio (PT) acompanha o prefeito Amaury durante assinatura de ordem de serviço para a construção do Ifma em Mirinzal.
O parlamentar  como um dos incentivadores para a construção do IFMA em Mirinzal, relembrou que enquanto gestor do INCRA doou o terreno onde será a sede do Instituto 
O parlamentar  como um dos incentivadores para a construção do IFMA em Mirinzal, relembrou que enquanto gestor do INCRA doou o terreno onde será a sede do Instituto.  “A doação do terreno para a construção do Instituto aqui em Mirinzal é uma ação que irá beneficiar não só agricultores rurais, pescadores, quilombolas, mas também toda a comunidade do município e região da baixada”, destacou Zé Inácio.
O prefeito Amaury Almeida ressaltou a importância que a área da educação tem na sua administração, e relembrou a todos os presentes as construções e reformas de escolas e implantação dos programas para aumentar os indicadores educacionais na cidade. “Até hoje estou caminhando para cumprir tudo que prometi em campanha, e a educação sem duvida é a área mais importante, pois só com a educação mudaremos a realidade do nosso povo. Essa obra irá proporcionar muito além da qualidade de ensino, será a redenção educacional da nossa região, e ainda, irá gerar emprego e renda nossa cidade e em todo o Litoral Ocidental,” disse o Prefeito de Mirinzal.
Zé Inácio, Prefeito Amaury e reitor do Ifma durante solenidade de assinatura de ordem de serviço do Instituto.
O prefeito Amaury Almeida ressaltou a importância que a área da educação tem na sua administração, e relembrou a todos os presentes as construções e reformas de escolas e implantação dos programas para aumentar os indicadores educacionais na cidade
Doação – Em janeiro deste ano, Zé Inácio recebeu placa de agradecimento aos relevantes serviços prestados ao Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Maranhão – IFMA durante o período em que esteve à frente do Instituto de Colonização e Reforma Agrária do Maranhão (Incra). A entrega da placa foi realizada na Sede da Reitoria do Ifma e o parlamentar  recebeu a placa das mãos do reitor Francisco Roberto Brandão Ferreira, que destacou os relevantes serviços prestados pelo então deputado ao Instituto Federal do Maranhão.

Quatro mortes violentas foram registradas no fim de semana em São Luís

Além de quatro homicídios registrados de sexta-feira até domingo, a gerente de loja, baleada durante assalto no dia 04, também morreu na madrugada de sábado

Nesse fim de semana, cinco corpos deram entrada no Instituto Médico Legal (IML) vítimas de homicídios com arma de fogo.
Vários tiros vitimaram Hernandes Wilson de Castro, de 40 anos, no fim da tarde de sexta-feira, dia 11, no bairro do João Paulo.
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O secretário de Segurança Pública, Jeferson Portela: superando seus antecessores, ele não consegue conter a onda de violência que assola a Grande São Luís
No sábado, dia 12, Marcos Aurélio Vieira, de 38 anos, foi morto na Camboa, nas proximidades da Ponte Bandeira Tribuzzi. Nesse domingo, um tiroteio que aconteceu na casa de eventos “Patrimônio. Show” no Centro Histórico de São Luís, vitimou Ruy Marcos Alves Rodrigues, de 24 anos.
A gerente de loja, Floriza de Jesus Sá Ferreira, foi baleada durante assalto e morreu após dias internada, na madrugada de sábado. No último dia 4, a jovem estava na loja com mais três funcionários, quando o criminoso chegou e anunciou o assalto e atirou na gerente.
Um confronto entre policiais militares e bandidos, no fim da tarde de ontem, em Andiroba, zona rural de São Luís, resultou na morte de Luciano Eugênio Peixoto Silva, de 20 anos. Com ele, foi encontrada uma pistola ponto 40. A polícia já está investigando os casos.
Moradores do Conjunto Nova terra reclamam do descaso enfrentado pelos mesmos perante as autoridades de São José de Ribamar. Essa semana fui à convite de uma moradora , que não quis se identificar, para olhar de perto a estrutura do bairro e as condições sanitárias e de saúde das quais eles são dependentes.

Moradores puseram um sofá para esperar o prefeito, mas até hoje ele não apareceu 
Não precisa nem mesmo conhecer todo o bairro, pois logo na entrada do conjunto, na avenida de acesso encontramos crateras que prejudicam não só o deslocamento dos moradores como os empresários e donos de vans que, ficam com os automóveis sucateados oferecendo os piores serviços para a comunidade.  A moradora relatou que quando a estrada da Mata que dá acesso à Cidade Operária estava em boas condições fazia esse transporte em 10 minutos e agora faz de 30 a 40 minutos para se chegar na Cidade Operária.

Festa no Patrimônio Show marcará filiação de Gil Cutrim ao PDT no próximo dia 28
Gil Cutrim vem se destacando em Ribamar como um dos piores prefeitos da cidade em todos os tempos 
Os problemas não se concentram somente na falta de infra-estrutura asfáltica, mas também na questão de saneamento básico, pela presença de inúmeros lixões, a céu aberto, que invadem parte da Avenida Astral, dificultando a travessia dos carros e pedestres que precisam driblar o lixo para atravessar as ruas. Isso é um problema de saúde pública, pois esse descaso acarreta danos à saúde da população, haja vista a concentração de ratos e moscas e diversos insetos que são os únicos beneficiados pelas “bem feitorias” do município.

ABANDONO O Nova Terra está sendo tomado pelo lixo 
Isso é reflexo do total abandono do Senhor Gil Cutrim, atual prefeito de São José de Ribamar, detalhada por inúmeros buracos, obras mal acabadas, ruas, avenidas com pavimentação de péssima qualidade e poças de esgoto.

A TORRE DE VIGIA E O CÉU AZUL DOS ALBATROZES

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POR ROSSINI CORRÊA

Fernando Atallaia é um artista multimídia – poeta, compositor, jornalista, blogueiro, produtor cultural– com vocação para projetar uma singular presença nas letras e nas artes maranhenses, cujo melhor destino sempre foi o de refinar, em espírito, a civilização nacional.

Assim foi e assim será. Desde o Grupo Maranhense que a Tribo Timbira concorre, de maneira decisiva, para a afirmação do humanismo brasileiro, trilhando os caminhos descerrados pela poesia universal de Gonçalves Dias, pela tradução recriadora de Odorico Mendes, pelo cânone linguístico de Sotero dos Reis, pelo universo matemático de Gomes de Souza e, no mínimo, pela filosofia moral de João Lisboa e pela multibiografia plutarqueana de Antônio Henriques Leal.
A fertilidade do Grupo Maranhense perpassou a historiografia, com César Marques, o direito, com Candido Mendes e a política, com Luís Antônio Vieira da Silva, antecedidos, todos, pela fulgurante presença de José Cândido de Morais e Silva, o Farol, entusiasta das causas cívicas mais relevantes da vida pública brasileira, em seu processo sinuoso de conquista e de afirmação da autonomia nacional.

Há traços constantes na tessitura da trajetória do Grupo Maranhense, dentre os quais podem ser destacados a poesia e o jornalismo. O sopro poético perpassou os interesses intelectuais da totalidade maranhense dos fundadores do humanismo brasileiro, do que não existe testemunho mais conclusivo do que a presença criadora de Gonçalves Dias, artífice incontrastável do verso na literatura brasileira, que conviveu com Odorico Mendes, o qual prestigiou o vernáculo, vertendo para a língua portuguesa a poesia épica universal de Homero e de Virgilio, advinda dos universos gregos e romanos. E mais: interesse poético eloquente, que alcançou e envolveu o matemático astrônomo e pensador Gomes de Souza, o da Anthlogie Universelle, reunião do que lhe pareceu existir de melhor na lírica internacional, publicada em Leipzig, nos idos de 1859, por F.A.Brockhaus, a demonstrar que o zero da matemática e o infinito da poesia são irmãos, conforme reivindicava o poeta e calculista Joaquim Cardozo.

Com o jornalismo não foi diferente. A mais alta linhagem da inteligência maranhense se vinculou à tradição das folhas, a começar por José Cândido de Morais e Silva, o Farol, logo desdobrado nas consulares presenças de João Lisboa, Sotero dos Reis e Joaquim Serra, no evolver de gerações que ganhariam os tempos e reclamariam para si, já no século XX, o concurso de Nascimento Moraes, Neiva Moreira, Franklin de Oliveira, Odylo Costa, filho, Bandeira Tibuzzi, Francisco do Couto Corrêa, José Sarney, Lago Burnett, Ferreira Gullar e Pires de Saboia. Fundadores de jornais, renovadores do jornalismo, dirigentes de cadernos especiais, editores e editorialistas, bem como historiadores do jornalismo, os maranhenses transformaram as folhas em veículos de ideias, conferindo uma consistência única às causas democráticas brasileiras e internacionais, como aconteceu com Joaquim Serra e o abolicionismo e com Neiva Moreira e a emancipação dos povos.

A carruagem da história cultural transitou a favor do Maranhão, fiel a si mesmo, na confirmação renovada de sua presença na cultura brasileira. Reiterar multiplicado de possibilidades, por meio da prosa de ficção de Aluizio de Azevedo, da etnografia e do folclore de Celso de Magalhães, do conto e do teatro de Arthur Azevedo, da ourivesaria em versos de Raimundo Corrêa, do romance de Coelho Netto, da poligrafia de Graça Aranha, da doutrina de Teixeira Mendes e do cancioneiro de Catulo da Paixão Cearense, selando um casamento de amor com a cultura espiritual.

Escola das artes e das letras, a paisagem cultural maranhense permaneceu fértil século XX afora, na contratura de gerações a encontrarem mestres como Antônio e Raimundo Lopes, que fomentaram e inspiraram talentos como os de Nunes Pereira, nos estudos antropológicos; Josué Montello, na prosa de ficção; Ignácio Rangel, na teoria econômica; Franklin de Oliveira, na filosofia da cultura; Odylo Costa, filho, no verso, na prosa e no jornalismo; Neiva Moreira, no jornalismo político e libertário; Antônio de Oliveira, na crítica literária; Oswaldino Marques, no pensamente estético; e Manoel Caetano Bandeira de Mello, na linhagem poética de Gonçalves Dias e de Raimundo Corrêa.

Mais recentemente, a floração intelectual revigorada do Maranhão, por diferentes caminhos, encontrou na reiterada fonte da cultura revigorante destino, expresso nas vozes e nas presenças mais do que expressivas de Ferreira Gullar, Bandeira Tribuzzi, José Sarney, João Mohana, José Chagas, Bernardo Almeida, Nascimento Morais Filho, Nauro Machado, José Louzeiro e Arlete Nogueira da Cruz Machado. A polimorfa contribuição maranhense à cultura nacional, no verso, na prosa, no ensaio, na oratória, nas artes cênicas, enfim, em todas as manifestações do espírito, em si mesma, constitui um título de confirmação de que essa subjetividade comunicante é o quê de melhor distingue a Tribo Timbira na civilização brasileira, demarcando a sua inestimável e construtiva presença criadora.

     Fernando Atallaia, autor deste poemário intitulado Ode Triste para Amores Inacabados é, por excelência, herdeiro de uma tradição de cultura, que projeta no verso, na prosa, bem como na música, autor que é de mais de trezentas canções. Como ninguém floresce sozinho, Fernando Atallaia, integrante do Grupo Carranca de Poesia, irrigou a sua presença em todos os movimentos culturais que fertilizaram o Maranhão na viragem do século XX para o século XXI. Mauro Ciro, Bioque Mesito, Hagamenon de Jesus, Antônio Aílton, Dyl Pires, Ana Teixeira, Ciro Falcão, Ricardo Leão, Paulo Melo Sousa e Samarone Marinho são seus companheiros de viagem, na aventura cultural vivenciada com sentido universalista, na rua de nossa comum aldeia, como recomendava Leon Tolstoi.

O canto sutil entoado por Fernando Atallaia, nesta Ode Triste para Amores Inacabados, com certeza, configura um artefato literário construído na emoção de tijolo sobreposto a tijolo, em busca da ambicionada simetria, com a qual a vida vivida possa ser redimensionada enquanto sentido, quando confrontada com tudo quanto é fraturado, inconcluso, dispare, bipolar, contrastante e melancólico. Trata-se de uma aguda manifestação refletida de sentimentos, que entre a reta e a curva procura o fio condutor dos labirintos de Creta da existência, com uma ambição de unidade frente à vida do mundo em estilhaços, ora recompostos na harmonia do canto poético.

Desde Mônica Matos, “que não merece este poema”, mas a quem o cantor suplica: “Casa-te comigo e me calo”, até a sua mais intima confissão: “Tenho de pedras as mãos”, porém, “tenho os ossos na poeira”, os versos de Fernando Atallaia caminham na direção das liquefeitas consistências, pois “A casa é fortaleza para pele”. No arcabouço das eternas brevidades, a narrativa poética prossegue como testemunho de que “os poetas vagabundeados de aurora” são seres que podem dizer aos tempos: “Dores à parte eu também amei”, sob a dinâmica da fatal pergunta: “Quem sabe do amor mais que eu que amei de muletas?”.   
   
Fernando Atallaia entretece o seu contrastante canto entre o verso e a prosa, mas sempre com a poesia, em razão do timbre, da dicção e do ritmo subjacentes ao jogo de imagens com o qual trabalha sem descanso – “Minha alma disposta ainda pula muros” – até reencontrar no devenido os improváveis amanhãs resgatados entre sóis morrentes e redivivos, que galos nenhuns anunciaram ou renegaram três vezes:

“Quem ensaiava o hino nacional apanhando na palmatória da consciência nem entendia o que era dor
Continuava a cantar mais alto gritando a liberdade que perfurava os olhos e os pulmões
 Era uma morada de sonhos em desalinho alinhados para o amanhã de toda hora
 
              Sem contemplar o sol morrendo nos dias indo para os braços da lua ninguém sentia que a luz criava Sombras no arco-íris
 
              Por isso eles eram felizes   muito felizes
 
              Conseguiam queimar fogueiras sem temer os sóis que eram irmãos e nasciam”.

Existe uma memorável tradição de poesia em prosa, de prosa com poesia, de prosipoemas na literatura universal, que se encontra, em perspectiva próxima, entre Charles Baudelaire e Kalil Gibran, para ser econômico. Se se quiser recorrer a um horizonte distante, os Cantares de Salomão, na Bíblia Sagrada, dela configuram um testemunho mais do que valioso, pela glorificação espiritual do amor físico, de que a poesia de Fernando Atallaia se encontra perpassada, na fugaz tentativa de transformação do tempo em eternidade:

“Vem o meu e o teu dedo
Alforriados da dor que nos afligia

E vem o tempo que nos irradia

Vem o meu e o teu dedo

E de velho um novo dia

Num arco-íris feito de anéis alianças

E sóis que desvendamos

Até o dia em que o ouro perde o brilho

E nossas mãos se desvencilham
 
Num arrancar de dedos”.


Esta pulsão de encontro espiritual por meio das faíscas dos girassóis acesos nas brasas do mundo físico é um fio condutor na poética de Fernando Atallaia: “Demorei anos para construir este serralho / Demorei séculos para gozar neste latifúndio”, sob a fatalidade de desencontros marcados por inconclusos amores que inspiram tristes odes: “Nada de concreto guarda a vagina que alimenta o sonho de um orgasmo”. Qualquer coisa de divino a ser buscada entre o gelo e o fogo, na transitória salvação dos que desvelam no precário as ilhas afortunadas de alguma esvaída eternidade, entre o sal e o mel:

 “O padrinho das ninfas em auroras sedentas –extintas  
O entregador de rosas à motocicleta veloz  
O algoz da tristeza apática das damas lançadas à  ausência  
O empalador das fêmeas entredentes
O ardor ao léu
Meu nome?
Meu nome é  Jean Yves Lecastel

Nasci entre brechas nas frestas escuras do afeto
A ver a pele sangrar no dorso de mamilos rejeitados
Quais nascimentos sem odores
Ao gosto do fel  o nome necessário
Do  zelo no romper dos himens ao pesadelo
Dos senhores frios congelados
Frios patriarcas de castelos 
A nudez da princesa era o que clamava


Debruçada entre cavalos ela no crepúsculo adormecia
E o tempo lhe trazia até as mãos que já tocavam   
Ali no despertar de suas saias a me sugar todo  mel
A me sugar todo mel 
Meu nome?
Meu nome  é Jean Yves Lecastel”.

 Este talvez seja o fio condutor de Ode Triste para Amores Inacabados: o da busca da alegria nas odes do absoluto, a esbarrar no contingente, a tropeçar no circunstancial e a conhecer as quedas do condicionado, quando a íntima ambição é a do infinito e a da eternidade. O agora e a finitude constituem aporias para a fome e a sede de metafísica, presentes na descomunal vontade de, pelo prazer e pela beleza, vencer a morte. Eis o substrato do alfa e do ômega da poesia de Fernando Atallaia, que floresce “de um quarto escuro para olhar a claridade” e encontra a solidez líquida da breve redenção no corpo do amor:

“Despertai das entranhas do desejo olho meu corpo meu
Falo meu
Falo de amor nessa hora

Estátua em movimento desbunde em rotação
Minha mão inspira seios de lolitas e ninfetas
E que seja errante esse ser que busca 

Ao encontro de Vivi Fernandes e Lara Stevens levo um poema que baba
Chupo o verso da vulva insaciável e Hilda dorme para me sugar enquanto gozo
Chupo e  caio
Devo ir agora antes que o mundo se acabe”.


Enfim, Ode Triste para Amores Inacabados, do poeta Fernando Atallaia possui dialogias que rememoram ora Mário Quintana, ora Manoel de Barros, na sua magia de retirar da quase prosa a sempre poesia. É quando Fernando, em cumprimento da promessa, vem se tornando Atallaia, palavra que, no árabe – "at-talai'a" –, significa torre de vigia, posto elevado, desde onde é possível vislumbrar as paragens adjacentes e longínquas, para a defesa do castelo e dos territórios como quê sagrados, de onde nasce, na hipótese, a asa da esperança. Que esta Ode Triste para Amores Inacabados seja, portanto, a certeza de novos e vindouros cometimentos, com os quais Fernando Atallaia conduza os cantares maranhenses ao céu azul em que passeiam os albatrozes.


Rossini Corrêa é Conselheiro Federal da OAB, Professor-Doutor e Advogado em Brasília. Filósofo do Direito, Corrêa é autor, entre outros títulos, de Saber Direito-Tratado de Filosofia Jurídica; Jusfilosofia de Deus; Crítica da Razão Legal; Bacharel, Bacharéis: Graça Aranha, discípulo de Tobias e companheiro de Nabuco; Canto Urbano da Silva; Formação Social do Maranhão; Baladas do Polidor de Estrelas; Teoria da Justiça no Antigo Testamento; e Brasil Essencial: como conhecer o país em cinco minutos. 

Pertence à Academia Brasiliense de Letras.



    

Flávio Dino aumentou os salários de seus apaniguados

Não é correto afirmar que Flávio Dino não concedeu aumento salarial para os servidores públicos estaduais. Ao menos para uma pequena parcela ele protegeu.
Ele ganhou a eleição criticando duramente o governo anterior pela recriação do Conselho de Gestão Estratégica das Políticas Públicas do Governo, o Congep.
O famigerado conselho foi criado, na verdade, na gestão de José Reinaldo Tavares para se reunir uma vez ao mês e engordar os bolsos de amigos que dele faziam parte. Na gestão de Roseana o número de conselheiros aumentou para abrigar ex-prefeitos e ex-deputados e torná-los cabos eleitorais em 2014.
Dino, ao contrário de anular o conselhão, inventou uma maneira de engordar os bolsos de seus secretários com mais R$ 6 mil mês, totalizando um  gasto de R$ 1 milhão a cada 30 dias ou R$ 12 milhões anuais.
E para mostrar que é amigo dos seus amigos, aumentou o percentual de gratificações para os que exercem cargos de Simbolo Isolado, beneficiando até DANS e outros níveis mais acima.
Recentemente ultrapassou o teto de gratificação ao aumentar o salários da esposa de seu super secretário Márcio Jerry. elevando de R$ 1,9 mil para R$ 13 mil.
Então, ele concedeu aumento para quem bem entendeu e diminuiu daqueles que precisou dos votos. Bem feito para quem nele votou.
Fonte: Blog do LC

Exonerado diretor do Convento das Mercês, cujo filho é sócio e assessor de secretário de Flávio Dino

O governador Flávio Dino (PCdoB) exonerou o diretor do Convento das Mercês, Valdênio Nogueira Caminha, nomeado logo nos primeiros dias da atual gestão. O ato de exoneração foi publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 9.
Ato de exoneração do diretor do Convento das Mercês, publicado dia 9 no Diário Oficial

O agora ex-diretor é pai do advogado Marcos Caminha, que não bastasse ser sócio do secretário de Estado de Transparência e Controle, Rodrigo Lago, em um escritório advocatício, é chefe da assessoria especial da pasta por este chefiada.

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Valdênio foi exonerado do Convento das Mercês, abrindo vaga para mais uma indicação política
Valdenio foi demitido na esteira das mudanças promovidas pelo novo secretário de Estado da Cultura, Felipe Camarão, que assumiu o cargo com a missão de organizar e moralizar a pasta.
Sócio e assessor de Rodrigo Lago, Marcos Caminha seguir firme no governo comunista

Mas, enquanto o pai deixa o governo, o filho segue firme na administração comunista, favorecido pelo próprio sócio e aparentemente ungido pelo governador.
A exoneração do diretor do Convento das Mercês coloca, mesmo que indiretamente, a Secretaria de Estado de Transparência e Controle no centro de uma polêmica, que envolve privilégio, desrespeito com a coisa pública e cinismo.

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Rodrigo Lago gere Secretaria que tem por finalidade perseguir adversários políticos; privilégio, desrespeito com a coisa pública e cinismo são as prerrogativas 
O mais intrigante é que o imbróglio acontece justamente na pasta criada por Flávio Dino para perseguir adversários. 
As informações são do Blog do DM
Edição da Agência Baluarte

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