quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Um intelectual necessário

Jornalista, poeta, crítico literário e pesquisador da área Cultural, o escritor Paulo Melo Sousa é um dos intelectuais maranhenses mais importantes de sua geração. O artista é também um árduo defensor da pluralidade artística do Maranhão nos dias atuais.

Por Fernando Atallaia

O poeta Paulo Melo Sousa é daqueles artistas intrigados e intrigantes que se deixa  tocar pela busca de respostas das gerações que vem surgindo no contexto cultural do Maranhão nos dias atuais.

Preocupado com a abertura ou transição pela qual passa hoje a conjuntura que encerra as principais manifestações do pensamento artístico no estado e, principalmente, na capital maranhense, o também crítico e pesquisador vem dando uma relevante colaboração ao fazer cultural ao longo dos últimos trinta anos por essas plagas.

O escritor Paulo Melo Sousa é um dos intelectuais mais importantes do Maranhão contemporâneo; postura do artista na Cultura do estado é pontuada por uma sensível e aguda preocupação com a realidade do Setor estratégico 
Paulo foi um dos fundadores do grupo Poeme-se que revelou grandes nomes da poesia maranhense ainda na década de 80. Incentivador cultural, nos anos 90 contribuiu para o fortalecimento de movimentos literários que originaram expressões de relevância no âmbito da Literatura. Grupos de poesia como Curare e Carranca passaram pela orientação direta do artista assim que foram formados.

Não bastasse a veia lírica que carrega, Paulo Melo Sousa alimenta por São Luis um amor incondicional que se faz perceptível no profundo conhecimento que ele detém do patrimônio cultural material e imaterial do Centro Histórico. Já pelo Maranhão cultural, vem advogando pela contemplação das expressões artísticas em sua diversidade. Do rock ao tambor de Crioula. Da crítica literária ao cordel. Atualmente, o jornalista é o diretor da galeria Trapiche de Arte, centro de fomentação e realização cultural da Fundação Municipal de Cultura em São Luís, onde realiza um trabalho que vem sendo considerado pela classe artística local como inovador,  arrojado e democrático. Desde quando assumiu a direção da autarquia, já foi homenageado por produtores e agentes culturais que por lá passaram expondo suas obras. A Galeria reverencia as mais diferentes linguagens artísticas em tempo real, dando-lhes espaço e garantindo total visibilidade às produções.

Obra monumental da poética de Paulo, Oráculo de Lúcifer recebeu crítica e elogios de nomes como Oswaldino Marques 
Melo Sousa, que também é conferencista e palestrante do seguimento cultural, participou como jurado dos últimos festivais de música popular promovidos na cidade de Pinheiro. Em Caxias, a convite da Academia Caxiense de Letras, ministrou aulas de teoria literária e oficinas de poesia aos jovens escritores da cidade. Uma trajetória que vem sendo pontuada por uma aguda preocupação com o fortalecimento e continuidade do Fenômeno Cultural no estado, suas nuances, vertentes e desdobramentos.

A percepção de Paulo Melo Sousa da realidade cultural do Maranhão vem de sua formação humanística e se revela de alta sensibilidade. Indiscutivelmente um dos intelectuais mais atentos aos itinerários da cidade, suas gentes simples  e artistas, Paulo se tornou uma das principais referências do Setor que hoje vem sendo pensado sob a óptica do dinamismo, da pluralidade e enfrentamento das condutas viciosas e viciadas que ainda permeiam a Cultura do Maranhão. É nesse quadrante que o irrequieto pesquisador se insurge.

DEMOCRATIZAÇÃO A Galeria Trapiche sob a direção de Paulo Melo Sousa se transformou  no espaço da diversidade cultural em são Luís; artistas e público reconhecem a boa gestão do poeta  
Capaz dos gestos mais simples e solidários, um dos últimos projetos culturais concebidos pelo artista, o Papoético(festival alternativo e experimental de Poesia) ainda que sem recursos, solidificou a presença da recente poesia maranhense, sobretudo a feita pelos jovens, no cenário literário do estado. O festival à guisa de lamento, foi também uma espécie de libelo contra a ausência de politicas públicas voltadas para a Literatura da terra de Gonçalves Dias.

A presença de Paulo Melo Sousa na Cultura do Maranhão e a sua importância para a deflagração de um novo tempo onde o Setor seja visto de maneira estrutural e na dimensão da real aplicação de investimentos para o seguimento estratégico é  um dos atenuantes para a sufocante mediocridade que ainda se arrasta pelos corredores das instituições públicas que, diga-se de passagem, não compreendem a importância  de seus artistas e criadores culturais. Esta, uma das razões pelas quais, o poeta além de necessário, se configura um dos grandes nomes da intelectualidade do Maranhão contemporâneo.  

Inegavelmente.



Fernando Atallaia é poeta, músico, compositor e produtor cultural. Um dos fundadores dos movimentos ‘A Vida é uma Festa’, ‘O Canto da Ema’, ‘Grupo Carranca de Poesia’ e ‘Movimento da Mobilização Social e Cultural Baluarte’, nasceu em São Luís em 1979. 
Pelo menos dois secretários estaduais conseguiram emplacar suas respectivas esposas no gabinete do governador Flávio Dino (PCdoB).
O primeiro foi o poderoso Márcio Jerry (Articulação Política e Assuntos Federativos), cuja companheira, a professora e militante comunista Joslene da Silva Rodrigues (Lene), foi anunciada como chefe de gabinete de Dino ainda em outubro do ano passado, durante o período de transição.
Primeiro foi Márcio Jerry (e); agora, Chico Gonçalves emplacou esposa no gabinete de Flávio Dino
Primeiro foi Márcio Jerry (e); agora, Chico Gonçalves emplacou esposa no gabinete de Flávio Dino
O segundo a conseguir emprego para a mulher no principal gabinete do Palácio dos Leões foi Francisco Gonçalves (Direitos Humanos e Participação Popular). O ato de nomeação foi publicado na edição do último dia 15 do Diário Oficial do Estado.
Maria Virgínia de Andrade, a esposa de Chico Gonçalves, foi contemplada com o cargo de “Assessora Especial do Governador”, com símbolo DGA.
As duas nomeações somam-se a tantas outras motivadas por apadrinhamento político ou relações pessoais dos indicados com figurões do atual governo. Outro caso emblemático envolve o diretor-geral do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Antônio Nunes, que conseguiu emplacar a esposa, Danielle Câmara Fernandes Nunes, na Diretoria Administrativa e Financeira da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), um exemplo clássico de nepotismo cruzado.
Maria Virgínia de Andrade e o marido Chico Gonçalves
SORRINDO COM O VENTO Francisco empregou a mulher no gabinete de Flávio 
Outra nomeação que chamou atenção foi a de Felipe Brito Uchoa, que vem a ser namorado da filha do empresário piauiense José Wilson Macedo, o Dedé Macedo, apontado como um dos principais financiadores da campanha de Flávio Dino ao Palácio dos Leões. Segundo o Diário Oficial do Estado do último dia 21, Felipe Uchoa foi nomeado assessor especial de apoio institucional da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), comandada por Clayton Noleto. Ao contemplar o genro de Dedé Macedo com um cargo tão relevante, Flávio Dino deixa clara a influência de Dedé Macedo em seu governo.
E assim vai transcorrendo o governo da mudança, que incorre nas mesmas práticas que o seu principal líder tanto condenava nos adversários. É provável que haja diversos outros casos semelhantes.

Fonte: Blog do Daniel Matos
NOTA PÚBLICA
Em razão das informações infundadas e plantadas diariamente na imprensa e nas redes sociais sobre a relação entre o comando do Partido Popular Socialista – PPS, a Secretaria de Estado da Cultura e o Governo do Estado do Maranhão, envolvendo, sobretudo, a sua maior liderança maranhense, a Deputada Federal Eliziane Gama, temos o dever de esclarecer que:
O Partido ao longo de sua trajetória sempre pautou sua atuação na defesa da ética na política, na defesa dos direitos humanos e na luta pela igualdade social.
Nossa bandeira está historicamente registrada com a nossa participação em todas as lutas lideradas por Maria Aragão, William Moreira Lima, o ex-governador Jackson Lago e o atual governador Flávio Dino, em favor de um Maranhão mais justo e igualitário para todos os maranhenses.
O PPS sempre buscou a unidade das forças de oposição, renunciando inclusive a uma candidatura própria no pleito passado em favor da unidade das oposições, por compreender a necessidade de uma ação conjunta de todas as forças políticas progressistas em favor de outro modelo de desenvolvimento que combata o atraso, a corrupção e o “patrimonialismo” que é fruto das velhas práticas políticas entranhadas nas estruturas do Estado.
Desse modo, o Partido Popular Socialista repudia de modo veemente a sórdida tentativa de desqualificação intelectual, moral e religiosa de seus quadros e militantes, pois o PPS detém entre seus membros, pessoas com inquestionável formação técnica e política, aptas ao exercício de qualquer função pública, todas comprovadamente qualificadas pelos órgãos de controle.
Os problemas gerados na Secretaria de Estado da Cultura não partiram do PPS. Em momento algum, a direção partidária fez qualquer indicação ou ação que pudesse contrariar o interesse público, a moralidade administrativa e os princípios éticos que são tão combativamente defendidos pelo Partido. Nem tampouco, se tentou aparelhar a instituição pública ou mesmo se utilizar de suas estruturas em favor de qualquer segmento religioso. Não é da tradição do PPS o aparelhamento da máquina pública, prática que sempre combatemos de modo veemente.
Diante da evidência de uma orquestração que tenta desqualificar o Partido Popular Socialista junto à opinião pública, fato este até criminoso, que esconde interesses não revelados que estão para além do presente, o PPS mesmo tendo feito anteriormente a indicação da titular da Secretaria de Estado da Cultura, declara não ser mais responsável por esta.
O PPS deseja que o Governador Flávio Dino promova o diálogo com as forças políticas que contribuíram para sua vitória e que possa realizar as mudanças tão sonhadas pelo povo do Maranhão.
Executiva Estadual do PPS

MPF estima que desvios na Petrobras tenham chegado a R$ 2,1 bilhões

Jornal do Brasil

O Ministério Público Federal (MPF), responsável pela força-tarefa que atua na Operação Lava Jato, lançou uma página na internet para atualizar informações sobre as investigações. De acordo com balanço mais recente, os investigados na operação desviaram R$ 2,1 bilhões da Petrobras. Conforme os dados, R$ 450 milhões foram recuperados e R$ 200 milhões em bens estão bloqueados por determinação da Justiça.
Para o MPF, 12 investigados assinaram acordos de delação premiada. Conforme o levantamento, 150 pessoas e 232 empresas estão sob investigação. Até a sétima fase da operação, deflagrada em novembro do ano passado, 60 pessoas foram presas, expediram 161 mandados de busca e apreensão e 37 pessoas foram conduzidas coercitivamente a prestarem esclarecimentos à Polícia Federal.
ROUBANDO O DINHEIRO DO POVO Dois representantes dos corruptos que assaltaram o dinheiro que era para ser aplicado em Educação, Saúde, Infraestrutura e outras áreas 
Após a apuração dos crimes, a Justiça Federal em Curitiba abriu 18 ações criminais contra 86 investigados, que respondem pelos crimes de corrupção, tráfico de drogas, lavagem de ativos, formação de organização criminosa e crime contra o sistema financeiro nacional.
As suspeitas de corrupção na Petrobras começaram com a investigação sobre desvios de recursos públicos na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Segundo o Ministério Público, a obra foi orçada em R$ 2,5 bilhões e alcançou gastos de R$ 20 bilhões.
Conforme o MPF, os desvios na construção da refinaria ocorreram por meio de contratos superfaturados com empresas que prestaram serviços à Petrobras entre 2009 e 2014. De acordo com a investigação, os desvios tiveram participação de Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento, e de Youssef, dono de empresas de fachada.

Prefeito é acionado judicialmente por improbidade administrativa

Escolha de empresa para construir arquibancada foi realizada sem a devida concorrência, afirma promotora de justiça

A contratação da construtora Blume Engenharia LTDA, em dezembro de 2013, para a execução das obras da arquibancada coberta e área de apoio do Estádio Dário Santos, no valor de R$ 1.887.985,86 milhão, motivou a 1ª Promotoria de Justiça Cível de São José de Ribamar a ajuizar, na última segunda-feira, 26, Ação Civil Pública por atos de improbidade administrativa contra o prefeito Gil Cutrim.

GESTÃO DE CORRUPÇÃO Gil Cutrim: fraudes, simulacro e Ministério Público na cola
Também foram acionados os sócios da empresa Rafael Blume de Almeida e Antônio Blume de Almeida, além do secretário municipal de Obras, Habitação e Serviços Públicos (Semosp), André Franklin Duailibe da Costa; e os membros da Comissão Central de Licitação, Freud Norton Moreira dos Santos (presidente); Cláudia Regina Furtado Vieira e Gissele Chaves Baluz.

O Município de São José de Ribamar firmou convênio com a Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Sedel), em 11 de novembro de 2013, visando à realização da obra. De acordo com a promotora de justiça Elisabeth Albuquerque de Sousa Mendonça, a contratação da Blume Engenharia LTDA, em 6 de dezembro, se deu em "tempo agressivamente veloz".

DIRECIONAMENTO DO CERTAME

A titular da 1ª Promotoria de Justiça Cível destaca que o edital da concorrência foi publicado somente no dia 1º de novembro de 2013, por meio de um periódico de baixa circulação, o jornal A Tarde, e em letra com corpo 5, que é bastante reduzida e só pode ser lida com o uso de lupa.

A promotora Elisabeth Mendonça: "Percebe-se, nitidamente, que os requeridos sequer tiveram o trabalho de disfarçar as fraudes. Ao contrário, fraudaram a licitação, talvez acreditando na certeza da impunidade. Não houve licitação, mas apenas um simulacro para premiar a empresa Blume Engenharia''. 
Com a divulgação restrita, apenas a Blume Engenharia LTDA se inscreveu no certame. "Isso demonstrou a necessidade de deflagrar novo processo licitatório, proporcionando ampla concorrência. Mesmo assim, nada foi feito, ferindo os princípios da impessoalidade e da competitividade", afirmou Elisabeth Mendonça.

O Ministério Público denuncia, ainda, que o edital não foi publicado no Diário Oficial do Maranhão. Além disso, não existe parecer jurídico sobre a minuta do edital de licitação e procedimentos administrativos adotados. Também foi detectada a ausência de portaria designando os responsáveis pela fiscalização, acompanhamento e gestão dos contratos; inexistência de Relatório Diário de Obra, atestando o acompanhamento dos trabalhos pelo técnico responsável, técnico residente e fiscal de obra; e falta de comunicação sobre o convênio à Câmara Municipal, conforme estabelece a Lei 8.666/93.

"Percebe-se, nitidamente, que os requeridos sequer tiveram o trabalho de disfarçar as fraudes. Ao contrário, fraudaram a licitação, talvez acreditando na certeza da impunidade. Não houve licitação, mas apenas um simulacro para premiar a empresa Blume Engenharia", denuncia a representante do MPMA.

MEDIDAS

Na ação, o Ministério Público requereu do Poder Judiciário que seja decretada liminarmente a indisponibilidade dos bens de todos os acusados e da empresa Blume Engenharia LTDA, no valor de R$ 1.887.985,86 milhão, para cada um, impedindo o desvio do patrimônio no decorrer do processo.
O objetivo é garantir o ressarcimento aos cofres públicos do valor da licitação, com correção monetária, acrescentando, também, multa por dano moral a ser estipulada pela Justiça.

Para isso, o MPMA pediu à Justiça que oficie o Cartório de Registro de Imóveis de São José de Ribamar e São Luís, bem como aos cartórios cíveis e de família e o Detran a fim de evitar a transferência de imóveis, automóveis e quaisquer valores de inventários ou heranças a serem recebidas pelos acusados.
A promotora de justiça pediu, ainda, a perda do cargo público do prefeito, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público.

Redação: Johelton Gomes (CCOM-MPMA)

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